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    Home»Mundo»ONU alerta que chuva pode piorar crise humanitária em Moçambique

    ONU alerta que chuva pode piorar crise humanitária em Moçambique

    Aquiles Emir20 de janeiro de 20210
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    Moçambique, depois da tempestade
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    Diretores da organização pediram ajuda para a região

    Os diretores regionais da Organização das Nações Unidas (ONU) para a África Austral e Oriental alertaram nesta quarta-feira (20) que a crise humanitária em Moçambique vai piorar devido à estação das chuvas e pediram mais ajuda para a região afetada.

    “Com o número de deslocados aumentando diariamente, a falta de alimentação adequada, água, saneamento, abrigo, saúde, proteção e educação agrava-se uma situação já terrível, pela iminente estação de chuvas num país particularmente sujeito a extremos choques climáticos”, diz comunicado divulgado no mesmo dia em que foi concedida entrevista coletiva para alertar sobre a crise na província de Cabo Delgado.

    “A crise no Norte do país é uma emergência complexa de segurança, de direitos humanos, humanitária e de desenvolvimento, sendo imperativo continuar a fornecer assistência para salvar vidas, enquanto se apoia coletivamente a construção de resiliência de longo prazo liderada pelo governo”, afirma a Declaração Conjunta sobre Moçambique.

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    Os diretores regionais da ONU para a África Austral e Oriental chamam a atenção ainda para a “urgência de aumentar massivamente os investimentos em recuperação e resiliência” e mostram-se “profundamente preocupados com o agravamento da crise humanitária e a escalada da violência que forçou milhares a abandonarem as suas casas e os seus distritos na província de Cabo Delgado”.

    O comunicado é divulgado semanas depois da visita desses diretores de seis agências da ONU a Moçambique, em dezembro, para avaliar a situação e as necessidades das populações deslocadas.

    “A crescente insegurança e a infraestrutura deficiente fizeram com que se tornasse mais difícil chegar às pessoas necessitadas e, com a pandemia de covid-19, a crise tornou-se ainda mais complexa”, no final da visita, que “permitiu aos participantes testemunharem em primeira mão o impacto da violência contínua em Cabo Delgado e mostrar apoio às comunidades afetadas e ao povo moçambicano”.

    Para esses diretores, “há necessidade urgente de expandir os programas de proteção, saúde, alimentação e nutrição para crianças e mulheres vulneráveis, bem como as intervenções de vacinação e imunização e o aconselhamento psicossocial e de trabalho, para permitir que as famílias de agricultores e pescadores deslocados restabeleçam meios de subsistência sustentáveis”.

    Assim, alertam que é preciso mais apoio “para o reassentamento adequado de famílias deslocadas, as quais sobrecarregam os já limitados recursos das comunidades acolhedoras empobrecidas e retardam os esforços do governo para registar e assistir os deslocados com eficácia”.

    A missão conjunta contou com representantes da Organização Internacional para as Migrações (OIM), do Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP) e da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), entre outros. Participou também a coordenadora Residente das Nações Unidas e coordenadora Humanitária para Moçambique, Myrta Kaulard, e representantes do Centro de Resiliência do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

    A violência armada na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, onde se desenvolve o maior investimento multinacional privado da África para a exploração de gás natural, provoca uma crise humanitária com mais de duas mil mortes e 560 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.

    Algumas das incursões passaram a ser reivindicadas pelo grupo jihadista Estado Islâmico desde 2019.

    (Agência Brasil com informações da RTP)

    Moçambique Crise Humanitária ONU

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    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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