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    Home»Poder e Política»Para Flávio Dino, botar os governadores na CPI parece batedor de carteira gritando “pega ladrão”
    Poder e Política

    Para Flávio Dino, botar os governadores na CPI parece batedor de carteira gritando “pega ladrão”

    Aquiles Emir14 de abril de 202102 Mins Read
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    Para governador, Bolsonaro é valentão que não mostra coragem 

    Em entrevista concedida a Sérgio Roxo, do jornal O Globo, publicada nesta terça-feira (13) à noite, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), reagiu negativamente à inclusão da investigação dos repasses federais para combate da covid-19 na CPI da Pandemia a ser instalada pelo Senado. Segundo ele, a manobra do governo federal para ampliar o objetivo da comissão se compara ao ato de um batedor de carteira que após cometer o crime é o primeiro a gritar “pega ladrão!”.

    Para ele, o teor da conversa com o presidente Jair Bolsonaro, gravada pelo senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO), que pode ter influenciado na ampliação dos objetivos da CPI é grave. “Isso é crime de responsabilidade. Segundo a lei 1.979 de 1950”, disse ele,  pois o presidente não pode ameaçar e coagir os outros poderes.

    “Ficou muito nítido na gravação ele articulando pedido de impeachment do ministro do Supremo para fazer um arrego geral. Colocar todo mundo de joelho: governadores, o Senado, o Supremo”, acrescenta que isto revela que Bolsonaro “é um déspota”.

    Flávio Dino manifesta tranquilidade quanto à possível investigação de repasses federais a estados e municípios. “Acho até bom que aconteça”, disse ele.

    De acordo com ele, “se recursos federais chegaram aos estados e municípios eles chegaram por três vias: emendas de deputados federais, emendas de senadores e portarias do Ministério da Saúde. É só pegar. Esse é um bom roteiro. Vai lá e investiga onde houve irregularidade”.

    Ainda sobre essa investigação,  respondeu: “Ótimo. Agora se coloca tudo no mesmo balaio, no mesmo cesto, parece aquela tática de batedor de carteira que fica gritando pega ladrão para poder fugir. Tem que separar. Acho que devem ser duas CPIs”.

    Indagado se a pressão de Bolsonaro retrata medo do presidente com as investigações, o governador disse que “mais do que medo, desespero”.

    Para ele, Bolsonaro está cada dia mais desatinado. “O Bolsonaro é aquele valentão que ostenta uma coragem que não tem. Ameaça, ameaça, mas não se notabiliza pela coragem pessoal”.

     

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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