Evento será nesta quarta, no Colégio COC São Luís
A Reforma Tributária, que começa a produzir efeitos práticos a partir de 2026, trará impactos diretos para empresas de todos os portes — pequenas, médias e grandes. Embora o principal objetivo seja a simplificação do sistema tributário brasileiro, o período de transição exigirá atenção redobrada do empresariado. Atenta à necessidade de planejamento estratégico e atualização constante da classe empresarial maranhense, a Associação Comercial do Maranhão (ACM) promoverá, nesta quarta-feira (04), às 19h, no Colégio COC São Luís, uma plenária para discutir o tema “Reforma Tributária na Prática”.
De acordo com o presidente da entidade, Antônio Gaspar, do ponto de vista operacional, um dos principais impactos será a substituição gradual de diversos tributos pelo novo modelo de impostos sobre o consumo, como o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).

Essas mudanças implicarão adequações nos sistemas de faturamento, na apuração de créditos e débitos, na formação de preços e no fluxo de caixa das empresas. Para os pequenos negócios, o maior desafio será a adaptação tecnológica e o entendimento das novas regras; já para médias e grandes empresas, o impacto tende a ser mais complexo, exigindo revisã;o de contratos, cadeias de fornecimento e planejamento tributário de longo prazo.
Nesse contexto, a ACM busca contribuir diretamente para o fortalecimento dos negócios locais, oferecendo informações claras, atualizadas e alinhadas à realidade regional e setorial. A plenária contará com a participação das contadoras Camila Joare e Núbia Sousa, especialistas no tema e diretoras da entidade, que irão esclarecer conceitos-chave, apresentar cenários práticos, orientar sobre riscos e oportunidades e, sobretudo, auxiliar os empresários na tomada de decisões mais seguras durante o período de transição.
“Ao promovermos um debate contínuo sobre a Reforma Tributária, contribuímos não apenas para que o empresário esteja preparado para cumprir a nova legislação, mas também para que mantenha a competitividade e a sustentabilidade dos seus negócios diante das transformações já em curso”, destacou Antônio Gaspar. Ele ressalta ainda que 2026 será um ano decisivo, marcado pelo início da implantação do novo sistema, seguido por um longo período de transição, no qual coexistirão regras antigas e novas. Após essa fase, o país avançará para a consolidação definitiva do novo modelo tributário, exigindo acompanhamento permanente dos tr âmites legais, regulamentações complementares e ajustes operacionais por parte das empresas.




