Close Menu
Maranhão Hoje
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Facebook X (Twitter) Instagram WhatsApp
    Maranhão Hoje
    Assinar
    • Mundo
    • Brasil
    • Maranhão
    • Negócios
    • Poder e Política
    • Esporte
    • Outros
      • Agronegócio
      • Arte e Espetáculo
      • Blogs e colunistas
      • Ciência e Tecnologia
      • Conversa Franca
      • Comportamento
      • Eventos
      • Lançamentos
      • Maranhão Hoje TV
      • Turismo
      • Revista Maranhão Hoje
      • Variedades
      • Veículos
    Maranhão Hoje
    Home»PONTO DE VISTA»Mais da metade dos brasileiros não guarda dinheiro e tem menos de R$ 25 mil de patrimônio, aponta estudo global
    PONTO DE VISTA

    Mais da metade dos brasileiros não guarda dinheiro e tem menos de R$ 25 mil de patrimônio, aponta estudo global

    Aquiles Emir13 de janeiro de 202604 Mins Read
    Compartilhar WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link
    Compartilhar
    WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link

    Um retrato da desigualdade estrutural

    *Contador, professor universitário, Mestre em Negócios Internacionais pela Must University (Flórida-EUA), possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV (São Paulo – Brasil) e certificação internacional pela Universidade de Harvard (Massachusetts-EUA) e Disney Institute (Flórida-EUA).

    ANDRÉ CHARONE*

    Quando o assunto é dinheiro, o Brasil costuma aparecer em rankings internacionais como um país de patrimônio relevante. No entanto, uma leitura mais atenta dos dados mostra que essa percepção está longe de refletir a realidade da maioria da população.

    De acordo com o Global Wealth Report, estudo internacional que analisa a riqueza das famílias ao redor do mundo, o patrimônio médio do brasileiro adulto gira em torno de R$ 150 mil, considerando imóveis, veículos, aplicações financeiras e outros bens, já descontadas as dívidas. À primeira vista, o número pode até soar confortável. Mas ele esconde uma distorção profunda.

    “O patrimônio médio não representa o brasileiro comum. Ele é inflado por uma pequena parcela extremamente rica da população”, explica André Charone, contador e educador financeiro. “Quando analisamos o patrimônio mediano, que mostra quanto realmente tem o brasileiro típico, o retrato muda completamente.”

    Segundo o mesmo estudo, o patrimônio mediano no Brasil fica entre R$ 20 mil e R$ 25 mil. Em termos práticos, isso significa que metade dos brasileiros adultos possui patrimônio total inferior a esse valor, somando tudo o que têm ao longo da vida.

    A média que engana – A diferença entre patrimônio médio e mediano é um dos indicadores mais claros da desigualdade brasileira. Enquanto a média sugere um país relativamente patrimonializado, a mediana mostra uma população com baixa capacidade de acumulação e altamente vulnerável a choques financeiros.

    “É como dizer que, em uma sala com um milionário e nove pessoas endividadas, todos são relativamente ricos porque a média sobe. Mas isso não paga as contas de ninguém”, observa Charone.

    Patrimônio existe, mas não é dinheiro disponível

    Outro ponto crítico está na qualidade desse patrimônio. Grande parte do valor declarado pelos brasileiros está concentrada em ativos pouco líquidos, como imóveis de baixo valor ou veículos, muitas vezes adquiridos com muito esforço ao longo de décadas.

    Quando o recorte se limita ao patrimônio financeiro, dinheiro em conta, poupança e investimentos, o cenário se torna ainda mais preocupante. Pesquisas nacionais mostram que a maioria dos brasileiros não possui reserva de emergência ou tem valores muito baixos, frequentemente inferiores a R$ 5 mil.

    “Na prática, isso significa que um imprevisto relativamente simples, como uma despesa médica ou alguns meses sem renda, já é suficiente para empurrar milhões de famílias para o endividamento”, afirma o educador financeiro.

    Um retrato da desigualdade estrutural

    O Brasil figura entre os países com maior concentração de riqueza do mundo, segundo o Global Wealth Report. Uma pequena elite concentra uma fatia expressiva do patrimônio nacional, enquanto a maioria depende quase exclusivamente da renda mensal para sobreviver.

    “O Brasil não é um país pobre em riqueza total, mas é extremamente desigual na sua distribuição. Isso explica por que convivemos com números macroeconômicos robustos e, ao mesmo tempo, com uma população financeiramente frágil”, resume Charone.

    O impacto no cotidiano das famílias

    A baixa formação de patrimônio limita escolhas fundamentais: investir, empreender, mudar de carreira ou até planejar a aposentadoria. Sem uma base mínima de reservas, o risco financeiro se torna parte permanente da vida.

    “Sem patrimônio, não há proteção. E sem proteção, qualquer crise vira um problema grave. Educação financeira e planejamento de longo prazo não são luxo; são instrumentos de sobrevivência econômica”, conclui André Charone.

    Mais do que estatísticas, os dados revelam um desafio urgente para o país: transformar renda em patrimônio real, reduzindo a dependência do crédito e criando condições para que mais brasileiros consigam, de fato, construir segurança financeira ao longo da vida.

    FIEMA
    Previous ArticleMinistro Alexandre de Moraes nega mais um recurso de Jair Bolsonaro contra condenação por tentativa de golpe
    Next Article Encontro para integração de novos jovens aprendizes é realizado no Senac em São Luís
    Aquiles Emir

      Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

      Você pode gostar

      PONTO DE VISTA

      Instabilidade na Venezuela reacende riscos para o Brasil

      6 de janeiro de 2026
      PONTO DE VISTA

      O Perigo da Gastança Pré-Eleitoral

      8 de novembro de 2025
      PONTO DE VISTA

      Do sertão ao faroeste: duas conquistas e o mesmo silêncio

      31 de outubro de 2025
      Add A Comment
      Leave A Reply Cancel Reply

      Demonstre sua humanidade: 1   +   10   =  

      Conversa Franca – Aquiles Emir

      O Sistema Federação do Comércio do Maranhão (Fecomércio-MA) inaugura nesta quinta-feira (15), no bairro da Cohab-Anil, na capital maranhense, o Posto São Luís, onde vão funcionar unidades do Serviço Nacional de Aprendizagem Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e do Serviço Social do Comércio (Sesc), ou seja, leva seus serviços para mais próximos das comunidades periféricas da cidade.

      Compartilhar
      Compartilhe este vídeo:
      Eleições 2026

      Na sua opinião para onde deve ir o prefeito Eduardo Braide?

      • Últimas notícias
      • Revista Maranhão Hoje


      Em 2025, Senai impulsionou qualificação profissional e empregabilidade de milhares de maranhenses

      19 de janeiro de 2026


      Vence, mas Luminense ainda segue na liderança do Campeonato Maranhense

      19 de janeiro de 2026


      Semana começa com chuvas intensas em boa parte do Maranhão, segundo alerta emitido pelo Inmet

      19 de janeiro de 2026


      Empate no clássico majestoso deste domingo pelo Campeonato Paulista

      19 de janeiro de 2026


      Na despedida de Vegetti, Vasco empata sem gols com o Nova Iguaçu

      19 de janeiro de 2026

      MARANHÃO HOJE – ED. 129 JANEIRO 2024

      6 de fevereiro de 2024

      MARANHÃO HOJE – ED. 128 DEZEMBRO 2023

      30 de dezembro de 2023

      MARANHÃO HOJE – ED. 127 NOVEMBRO 2023

      7 de dezembro de 2023

      MARANHÃO HOJE – ED. 126 OUTUBRO 2023

      2 de novembro de 2023

      MARANHÃO HOJE – ED. 125 SETEMBRO 2023

      29 de setembro de 2023
      Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest
      Maranhão Hoje © 2017-2026 . Desenhado por Os Orcas.

      Política de Privacidade / Termos de Uso

      Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.