Empresários, trabalhadores e Prefeitura divergem
AQUILES EMIR
Pelo segundo dia consecutivo, usuários de ônibus do Sistema de Transporte Coletivo de São Luís vão ficar sem esse serviço, neste sábado (14), por falta de acordo entre patrões, empregados e o poder público municipal. As linhas que operam o Sistema Semiurbano continua operando normalmente, fazendo a ligação de São Luís com os demais municípios da Ilha – São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar – atendendo parcialmente também os deslocamentos entre bairros da capital.
Enquanto a população aguarda uma solução, os responsáveis pela operacionalização do sistema não se entendem, e cada joga a culpa em outros pelo não pagamento do reajuste salarial determinado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
O prefeito Eduardo Braide garante que os repasses às empresas do subsídio estão em dia, não havendo, portanto, razão para o não pagamento dos trabalhadores, e atribui esta paralisação a uma ação coordenada pelos empresários do setor. E diz mais: passou a ser um movimento político, já que se avizinha uma disputa para o Governo do Estado.
Sem dizer se será ou não candidato a sucessor do governador Carlos Brandão, Braide enxerga nesta greve uma tentativa de desgastar a administração municipal, ou seja, do prefeito.
Contestação – Em nota divulgada nesta sexta, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) não contesta o prefeito sobre os repasses do subsídio, porém reclama da defasagem desse valor.

De acordo com o SET, “o subsídio atualmente repassado pela Prefeitura de São Luís permanece no mesmo patamar de janeiro de 2024, apesar de o setor ter enfrentado, desde então, dois reajustes salariais concedidos aos rodoviários, além do aumento generalizado dos custos operacionais”. Um outro questionamento é com relação aos custos operacionais das empresas, principalmente o óleo diesel.
A entidade destaca ainda que o próprio prefeito teria reconhecido, em vídeo, o congelamento do subsídio desde janeiro de 2024, “situação que levou o transporte público da capital a um cenário de colapso”.
Rodoviários – O Sindicato dos Rodoviários, por sua vez, divulgou nota em que não adianta se o movimento paredista para ou continua, informando apenas que não houve nenhum indicativo de pagamento dos trabalhadores.
Eis a nota dos rodoviários:
Após audiência realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), houve avanço nas tratativas envolvendo o sistema semiurbano, com indicativo de pagamento, que caso se concretize, os ônibus deverão continuar operando. A medida ocorre após encaminhamentos que visam garantir o pagamento do reajuste salarial, determinado pela justiça, aos trabalhadores que atuam em todo o sistema de transporte público da Grande São Luís.
Já em relação ao sistema urbano, até o momento não houve nenhum indicativo de pagamento do reajuste salarial dos trabalhadores. O Sindicato dos Rodoviários do Maranhão segue acompanhando atentamente a situação, aberto ao diálogo e cobrando soluções do SET, que assegurem todos os direitos da categoria.




