Patrões e empregados não chegam a acordo
AQUILES EMIR
Sem terem conseguido um acordo, patrões e empregados do Sistema de Transporte de São Luís precipitaram mais uma paralisação de ônibus na cidade, e nesta sexta-feira (30), as empresas não operam na capital e nos demais municípios da Ilha de São Luis: São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa. A paralisação deve deixar mais de 700 mil usuários sem o principal meio de transporte público.
O Sindicato dos Rodoviários diz que fez todos os esforços para evitar a paralisação, mas o lado patronal e o poder público (Prefeitura de São Luís e Agência de Mobilidade Urbana-MOB) não avançaram na análises das reivindicações dos trabalhadores.
Após a comunicação ao Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região sobre a paralisação dos trabalhadores rodoviários, feita pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET), o Tribunal realizará, às 15h, desta sexta-feira (30), reunião com todos as entidades e órgãos envolvidos no transporte público de passageiros de São Luís.
A reunião visa a garantir ao TRT o conhecimento da real situação do setor e buscar formas de garantir a continuidade do serviço à população. A greve dos trabalhadores rodoviários está marcada para esta sexta-feira (30).
Eis o comunicado dos rodoviários
O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Maranhão (STTREMA) informa que, nesta terça-feira (27), encaminhou ofícios ao Sindicato Patronal (SET), às empresas do transporte coletivo e aos órgãos competentes, comunicando a decisão da categoria quanto à possibilidade de deflagração de greve no sistema de transporte coletivo da grande São Luís.
A decisão foi tomada após a realização de quatro reuniões de negociação, nas quais as propostas apresentadas pelo setor patronal não atenderam às reivindicações da categoria, encaminhada ainda no mês de novembro de 2025, referente à Convenção Coletiva de Trabalho 2026.
Diante da falta de avanços nas negociações, os trabalhadores, reunidos em assembleia geral, deliberaram pela possibilidade de paralisação das atividades no transporte coletivo.
O prazo estabelecido é de até 72 horas, contadas a partir de hoje, para que haja uma posição concreta do setor patronal. Caso não haja acordo dentro desse período, a paralisação será iniciada.
O Sindicato reforça que a greve é uma medida extrema, adotada somente após o esgotamento das tentativas de diálogo, e destaca que permanece aberto à negociação, aguardando uma postura responsável das empresas e do setor patronal.




