Sua última eleição foi para uma cadeira no Senado
AQUILES EMIR
Passados 44 anos da sua primeira eleição, para deputado estadual, Sarney Filho (PV), pela primeira vez ao longo desse período, estará, em 2022, fora de uma disputa eleitoral. Depois da mal sucedida empreitada para tentar ocupar uma cadeira no Senado, em 2018, ele decidiu abandonar a vida parlamentar.
Segundo sua irmã, a ex-governadora Roseana Sarney, ele seria facilmente eleito para novamente para a Câmara Federal, fosse candidato no Maranhão ou no Distrito Federal, onde é secretário de Meio Ambiente, porém, sem dar muitas explicações, simplesmente decidiu abandonar as disputas eleitorais. Deixa como herdeiro o filho Adriano, deputado estadual, que vai tentar reeleição, ano que vem, para o terceiro mandato.
Zequinha Sarney, como também é conhecido, foi eleito em 1978, para a Assembleia Legislativa do Maranhão, e na eleição seguinte, em 1982, elegeu-se deputado federal, cargo para o qual foi reeleito oito vezes. Em 1990, chegou a se lançar a governador, mas foi preterido em seu grupo político por Edison Lobão, e em 2018 pretendia chegar ao Senado, mas não obteve sucesso, amargando um terceiro lugar.
Em duas oportunidades, foi ministro de Meio Ambiente, de 1999 a 2002 e de 2016 a 2018, nos governos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e de Michel Temer (MDB), respectivamente, e exerceu o cargo de secretário de governo, na administração de Epitácio Cafeteira, de 1988 a 1999.

Carreira – José Sarney Filho iniciou sua trajetória na vida pública pela Aliança Renovadora Nacional (Arena), em 1970. Eleito deputado estadual pelo Maranhão em 1978, migrou para o Partido Democrático Social (PDS) e foi eleito para o seu primeiro mandato de deputado federal em 1982. Por ocasião da sucessão presidencial deflagrada ao final do governo João Figueiredo, deixou o partido em 1986 e ingressou no Partido da Frente Liberal (PFL), atual Democratas (DEM), e foi reeleito em 1986, 1990, 1994, 1998 e 2002.
Afastou-se do mandato para ocupar os cargos de Secretário para Assuntos Políticos do Estado do Maranhão, em 1988 e entre 1989 e 1990, e de Ministro do Meio Ambiente no governo de Fernando Henrique Cardoso, entre 1° de janeiro de 1999 e 05 de março de 2002, após rompimento de seu partido com o governo.
Desde 2005, está filiado ao Partido Verde (PV) e foi reeleito em 2006, 2010 e 2014, sendo um de seus principais líderes no Congresso Nacional.
Em maio de 2016, assumiu novamente o cargo de Ministro do Meio Ambiente, no governo de Michel Temer. Em abril de 2018, deixou o ministério para se candidatar ao Senado Federal pelo Maranhão, mas terminou a disputa em terceiro lugar, com aproximadamente 13% dos votos.
No segundo turno, Sarney Filho declarou apoio ao candidato Jair Bolsonaro (PSL) na corrida presidencial. Em novembro de 2018, foi anunciado para chefiar a pasta do meio ambiente, no Distrito Federal. O convite foi feito pelo governador eleito, Ibaneis Rocha (MDB).



