Única capital onde edificação máxima é de 12 pavimentos
AQUILES EMIR
Sem atualização há três décadas, a Lei de Zoneamento Urbano de São Luís (Nº 3.253, de 29 de dezembro de 1992) é hoje o maior entrave para os projetos de construção civil na maior cidade do Maranhão. Enquanto em algumas capitais nordestinas, como é o caso de João Pessoa (PB), são permitidas construções de até 50 pavimentos, e até mesmo em Imperatriz, na região tocantina maranhense, já é possível edificar com 23 andares, em São Luís o máximo permitido são 12 pavimentos (podendo chegar a 15), ou seja, a cidade está ficando nanica.
O tema é abordado em reportagem da revista Maranhão Hoje de fevereiro (leia edição online clicando na imagem da revista), que mostra estar a cidade correndo o risco de perder até mesmo para a vizinha São José de Ribamar, onde o prefeito Júlio Matos, o Dr. Julinho, já anunciou, para este ano, a revisão da sua legislação a fim de ser autorizada a construção de prédios de até 30 pavimentos.
Tendo parte de seu território, como o Araçagi, colado à capital, Sao José de Ribamar pode atrair empresas e moradores, levando para ela o que deveria ficar em São Luís em termos de geração de tributos, empregos, modernização etc.
Dados da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Maranhão (Ademi-MA) apontam para uma série de prejuízos causados pela não atualização do Plano Diretor, que contempla a lei de ocupação do solo, que em 2019 teve uma proposta atualizada encaminhada à Câmara Municipal, pelo então prefeito Edivaldo Holanda Júnior, mas que não teve seu trâmite concluído porque o Ministério Público Estadual alegou uma série de falhas que poderiam resultar judicializações no futuro.
Cobrança – Além do MP, o projeto que estava na Câmara não agradou ao prefeito Eduardo Braide (Podemos), que prometeu pedi-lo de volta para apresentar as suas sugestões, o que até agora não ocorreu. Afastado do cargo em dezembro de 2020, Marcelo do Espírito Santo, ex-presidente do Incid, diz não saber em que situação o projeto se encontra.
Em novembro passado, o presidente da Comissão de Mobilidade Urbana da Câmara Municipal, vereador Astro de Ogum (PCdoB), reclamou do retardo do Poder Executivo para devolver o projeto. Segundo ele, a não atualização dessa matéria prejudica demais a cidade, tanto no aspecto econômico quanto na organização de trânsito, definição de área para empresas, turismo etc.
Na avaliação de construtores, a não regulação das edificações estaria matando bairros que seriam bem demandados por famílias interessadas em residir na parte mais moderna da cidade sem distanciamento do Centro Histórico, como é o caso de São Francisco e Renascença.
Esses bairros são os que se encontram na região mais bem servida pela rede coletora de esgotos e abastecimento d´água, mas, ainda assim, o máximo permitido para eles são 12 pavimentos.
Recentemente, as construtoras passaram a reclamar da não liberação, pela Secretaria Municipal de Urbanismo (Semur) da Operação Urbano, que autoriza três pavimentos a mais. Maranhão Hoje entrou em contato com a Prefeitura, mas até o fechamento desta edição não obteve resposta.
As permissões para construção no Nordeste
| Estado | Cidade | Altura | Pavimentos |
| Alagoas | Maceió | 80 metros | 22 |
| Bahia | Salvador | 154,4 metros | 43 |
| Ceará | Fortaleza | 166 metros | 50 |
| Maranhão | São Luís | 40 metros | 12 |
| Maranhão | Imperatriz | 89 metros | 23 |
| Paraíba | João Pessoa | 182,3 metros | 54 |
| Pernambuco | Recife | 143 metros | 37 |
| Piauí | Teresina | 95 metros | 29 |
| Rio Grande do Norte | Natal | 138 metros | 48 |
| Sergipe | Aracaju | 98 metros | 28 |






5 Comentários
eu tbm acho q se os prédios de São Luís fosse mais altos, pelo menos 20 andares a cidade ficaria mais bonita, como Fortaleza q é um exemplo de capital.
as grandes contrutoras não investirão onse terrenos são caros,e os entraves burocraticos impedem o desenvolvimento. São Luís é um exemplo disso.olhem Camburiú lá em Santa Catarina que belo exemplo,a empresa compra um terreno caro e a um limite de pavimentos que o máximo e 15 ela compra onde se permite 50 aí a contrutora lucra a cidade tambem lucra,lembrando que a geração de emprego deve está em primeiro lugar.se passam tres anos pra entregar um prédio de 15 andar um de 50 andar levaria mais de 6 anos .morei e pago lote em Rio Verde Goiás la tem edifício de 45 lages e outros em construções de 52 lages .São Luís que um muite de prédios baixinho e o povo desepregado.
Parabéns, São Luís. Não se vendam as construtoras. Permitir prefeitos altos irá destruir a cidade. Vejam recife como exemplo, cidade extremamente verticalizara, possui o pior trânsito do Brasil. Pior orla do país também. Prédios altos não são a solução.
O blogueiro somente não apresenta um estudo realizado por urbanistas!
Até Entendo pois a grande maioria dos blogueiros somente entende de fofoca, para decolar o jabá!
Impressiona como as pessoas perderam a capacidade de dialogar. Tudo é respondido ou comentado com ofensas.