Close Menu
Maranhão Hoje
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp RSS
    Maranhão Hoje
    Contato
    • Mundo
    • Brasil
    • Maranhão
    • Negócios
    • Poder e Política
    • Esporte
    • Outros
      • Agronegócio
      • Arte e Espetáculo
      • Blogs e colunistas
      • Ciência e Tecnologia
      • Conversa Franca
      • Comportamento
      • Eventos
      • Lançamentos
      • Maranhão Hoje TV
      • Turismo
      • Revista Maranhão Hoje
      • Variedades
      • Veículos
    Maranhão Hoje
    Home»Mundo»Como o BRICS pode levar o Brasil por um caminho que terá como destino a desdolarização?
    Mundo

    Como o BRICS pode levar o Brasil por um caminho que terá como destino a desdolarização?

    Aquiles Emir11 de agosto de 202208 Mins Read
    Compartilhar WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link
    Compartilhar
    WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link

    Alguns países têm buscado construir alternativas ao dólar

    Rússia e China têm sido dois dos principais países do sistema internacional a buscarem a construção de alternativas à dependência da moeda dos Estados Unidos. Conforme a própria mídia ocidental tem apontado, os dois países têm criado seu próprio sistema financeiro, independente do Ocidente.

    O Novo Banco de Desenvolvimento, o banco do BRICS, é um claro exemplo dessa busca por uma nova ordem econômica, mas vai além disso. A desdolarização perpassa a realização de transações comerciais em uma moeda distinta da norte-americana, a desvinculação das reservas internacionais com o dólar e até mesmo a emergência de alternativas cambiais digitais.

    Mas como o Brasil se insere nesse contexto? Qual o grau de dependência do dólar na economia brasileira? É possível seguir o mesmo caminho de Rússia e China?

    Especialistas ouvidos pela Sputnik Brasil destacaram que a economia brasileira não é dolarizada como a de outros países da América Latina, como a Argentina, e que o principal desafio para uma desvinculação ao dólar estaria nas transações internacionais. A dinamização das relações comerciais com os países do BRICS pode ser uma rota de fuga da dependência do dólar.

    Celso Amorim, ex-ministro das Relações Exteriores e da Defesa, durante lançamento de seu livro Relações de Confiança: O Brasil na América do Sul, em 22 de julho de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 03.08.2022
    Celso Amorim: Lula foi responsável não só pela projeção como pela criação do BRICS
    Excluído pelos EUA – O economista Marcio Pochmann, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), afirma que a desdolarização é uma tendência global com duas motivações principais: a primeira é a emergência das criptomoedas — privadas ou nacionais — e a segunda, provocada pelos próprios Estados Unidos, é a exclusão de nações do sistema de pagamentos internacional.
    “Esse movimento geral de desdolarização vem ocorrendo por força de mudanças que estão em curso em razão da emergência de uma diversidade de moedas. Desde que o dólar virou uma moeda fiduciária, sem lastro em algum produto, ele depende muito do poder do governo, da economia, das armas [dos EUA]. E estamos percebendo que há um movimento maior que vai retirando a importância global que tinham os EUA, especialmente quando se tornam referência mundial ao fim da Segunda Guerra Mundial”, aponta Pochmann à Sputnik Brasil.
    “[Esse movimento se dá] especialmente por conta das iniciativas que foram feitas por parte dos Estados Unidos de provocar a própria desdolarização, na medida em que foi excluído determinados países do sistema monetário ancorado no dólar, como Irã, Venezuela e Cuba. […] Com o conflito na Ucrânia, a Rússia foi colocada junto a outros países excluídos do acesso ao dólar. Estamos vendo o país responsável pelo sistema dólar excluindo outros países e essa exclusão fortalece o surgimento de outras moedas.”
    Dessa maneira, o economista enxerga uma tendência quase natural de derrocada do dólar. A moeda que, segundo ele, se coloca no lugar de substituta da norte-americana é o yuan chinês.
    “Até agora a China não tinha demonstrado buscar um sistema monetário internacional centrado no yuan, até porque isso tem implicações internas. Havia uma entrada muito comedida. […] Não se buscava impor uma ruptura [com o dólar], mas há um fato novo [exclusão da Rússia do sistema dólar] que vai levando águas para um outro moinho, de repensar o sistema monetário internacional em razão da exclusão promovida pelos EUA a outros países”, apontou.
    O economista Mauricio Weiss, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), também enxerga Rússia e China com processos mais avançados de desdolarização, mas pondera que ainda há alguns entraves.
    “A Rússia, já faz tempo, tem aumentado as reservas em ouro, ao invés de dólar. Proporcionalmente, é o país que mais mantém reservas em ouro em relação ao dólar. […] Mas, em termos de sistema de pagamentos, ela ainda é muito dependente ou do dólar ou do euro”, destacou Weiss.
    “A China tem conseguido diminuir a dependência do dólar porque a [sua] moeda [yuan] vem de uma economia muito forte. Hoje, a China é o principal importador e exportador global e realiza muitos investimentos em outros países, mas a maior parte do comércio é em dólar”, ponderou.

    Bandeiras de Brasil, Rússia e EUA no Centro de Controle de Missão RKA, da agência espacial estatal da Rússia Roscosmos, na cidade de Koroliov, região de Moscou - Sputnik Brasil, 1920, 09.08.2022

    Fim da hegemonia do dólar? – Assim como Pochmann, Weiss enxerga a economia mundial em uma “fase de transição global”, o que afeta diretamente a hegemonia do dólar. O fortalecimento da China no cenário internacional, segundo ambos, é o principal elemento de abalo nas estruturas da ordem atual e o BRICS acaba sendo um meio para o Brasil se integrar nesse novo momento.
    “Historicamente, a elite dirigente faz movimentos antecipatórios de algo que ocorre mais pra frente. […] Desde o estabelecimento do BRICS e a forma como o Brasil saiu da crise de 2009, a China tornou-se o principal parceiro comercial do país. […] Isso é uma antecipação de para onde o Brasil está indo”, aponta Pochmann.
    “A China, que é um país já bastante resolvido em termos de participação econômica mundial e acaba tirando proveito disso, por uma questão estratégica, tem conseguido aos poucos fazer com que alguns países reduzam as transações em dólares e tem também sinalizado que vai reduzir bastante as reservas em títulos públicos nos Estados Unidos para algo inferior a US$ 1 trilhão [R$ 5,09 trilhões, em reais] — já chegou a ter US$ 2 trilhões [R$ 10,19 trilhões, em reais] de reservas em dólar”, destaca Weiss.
    Para o ex-presidente do IPEA, é possível dizer que é quase inevitável uma perda de influência do dólar em razão da aproximação com a China, por mais que possa haver algum rechaço de alguns setores.

    “Os laços econômicos vão se configurando de tal maneira que a política termina sendo uma decorrência da vinculação econômica. É óbvio que isso não é um determinismo histórico, mas a vinculação da nossa moeda com o dólar se dá pela importância que ele teve ao longo do tempo no nosso comércio externo, mas na medida que ele vai se enfraquecendo, há um movimento de descolamento da importância que o dólar tem”, diz Pochmann.

    “Nosso comércio com a China é uma comércio feito em dólar, mas é importante lembrar que desde o BRICS abriu-se a possibilidade de comércio com moedas comuns. O mundo avançou muito e essa relação estará em um patamar superior nos próximos anos”, completou.

    Weiss não vê um cenário de desdolarização tão aberto para o Brasil e destaca que o próprio Banco do BRICS segue operando em dólar.

    “A situação brasileira, ainda assim, vejo mais distante de ter esse movimento, especialmente porque ela ainda se relaciona muito com os Estados Unidos e Europa e não vejo nenhum vislumbre em termos estratégicos para se distanciar do dólar. É possível? É possível, mas depende de uma série de fatores — de quanto o Brasil vai querer optar por priorizar essa relação do BRICS, se o BRICS também vai querer usar o real, tem a questão do Mercosul, a grande maioria dos fluxos financeiros ainda é em dólar”, pondera o professor da UFRGS.

    Ainda que o Brasil não tenha a economia dolarizada e tenha reservas internacionais superiores à dívida externa, o economista aponta que o país “tem um passivo externo muito grande e quase toda a totalidade é em dólar”.
    “Nas negociações domésticas a dependência é baixa, mas tudo que nós compramos e exportamos é em dólar”, acrescentou Weiss.
    Para o professor, os caminhos para reduzir a dependência do Brasil da moeda norte-americana passam principalmente pela utilização de uma moeda distinta do dólar no BRICS e nos acordos com os países do Mercosul, tanto em negociações comerciais quanto para empréstimos.
    O pesquisador defende ainda que o país diversifique suas reservas internacionais e se mobilize para que os Direitos Especiais de Saque dos países no Fundo Monetário Internacional (FMI) sejam feitos com uma moeda internacional, uma pauta que ele considera mais difícil.

    Sede da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris, França (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 08.08.2022

    Efeito Lula? – Pochmann acredita que uma mudança diante do dólar perpassa um novo posicionamento internacional do Brasil, que poderia ser adotado por um eventual novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — que aparece com vantagem nas pesquisas de opinião para as eleições de outubro deste ano.
    O ex-presidente do IPEA acredita que o contexto internacional em 2023 será muito diferente do de 2003, o que permite que o Brasil ouse mais em seu posicionamento.
    “O governo do presidente Lula não teve em 2003 a liberdade que pode vir a ter em 2023 no cenário internacional. O Brasil em 2003 era dependente do FMI, tinha uma dívida e praticamente não tinha reservas externas. Na época, os EUA eram a principal potência econômica, política e militar e, mesmo assim, foi feito um movimento ousado liderado pelo Brasil com relação à América do Sul, para autonomizar a região”, disse Pochmann.

    “Os EUA continuam sendo uma economia fundamental, importante, mas não é mais a única. Há uma disputa e uma polarização com a China e, ao mesmo tempo, há um esvaziamento da União Europeia. Isso tudo dá a um estadista a possibilidade de olhar para um novo cenário [de inserção internacional]. O Brasil pode escolher uma maior aproximação com os Estados Unidos, com a União Europeia ou com a China. Ele tem um espaço de escolha que não teve anteriormente.”

    (Agência Sputnik)
    FIEMA
    Previous ArticleKitesurfista maranhense Ricardo Brito busca segundo título no Campeonato Brasileiro
    Next Article Instituto Alcoa lança segunda edição da Campanha “Educador de Valor” que reconhece a importância do trabalho dos profissionais da Educação
    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

    Você pode gostar

    Mundo


    Revés na guerra contra Irã forçou EUA a rever estratégia para América Latina, avaliam analistas

    13 de maio de 2026
    Mundo


    Depois de firmar acordo com o Mercosul, União Europeia proíbe entrada de carne brasileira a partir de setembro

    12 de maio de 2026
    Mundo


    Após encontro na Casa Branca, Trump diz que discutiu com Lula muitos tópicos, incluindo questões comerciais e tarifas

    7 de maio de 2026
    Add A Comment
    Leave A Reply Cancel Reply

    Demonstre sua humanidade: 3   +   3   =  

    Conversa Franca – Aquiles Emir

    Professor maranhense Hertez Dias, do PSTU, é o candidato a presidente da República menos rejeitado pelos brasileiros, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (13). Mais de 90% dos entrevistados, porém, não têm menor ideia quem ele seja, e nas intenções de voto aparece com zero por cento.

    Compartilhar
    Compartilhe este vídeo:
    • Últimas notícias
    • Revista Maranhão Hoje


    Ministro Flávio Dino apura emenda parlamentar destinada para produtora de filme sobre ex-presidente Bolsonaro

    15 de maio de 2026


    Mais uma aposta do Maranhão, da cidade de Imperatriz, é premiada com cinco acertos em sorteio da Mega-Sena

    15 de maio de 2026


    Convenção de Bruxas e Magos do Brasil chega à 21ª edição como o maior evento espiritualista da América Latina

    15 de maio de 2026

    Semana S do Comércio 2026, uma maratona de inovação, ações e serviços gratuitos

    15 de maio de 2026


    Flamengo e Botafogo são eliminados da Copa do Brasil após derrotas nos jogos da volta na noite desta quinta-feira

    14 de maio de 2026

    MARANHÃO HOJE – ED. 129 JANEIRO 2024

    6 de fevereiro de 2024

    MARANHÃO HOJE – ED. 128 DEZEMBRO 2023

    30 de dezembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 127 NOVEMBRO 2023

    7 de dezembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 126 OUTUBRO 2023

    2 de novembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 125 SETEMBRO 2023

    29 de setembro de 2023
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp
    Maranhão Hoje © 2017-2026 . Desenhado por Os Orcas.

    Política de Privacidade / Termos de Uso

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.