Articulação é feita junto à bancada feminista
A senadora pelo Maranhão Eliziane Gama (PSD-MA) poderá quebrar uma barreira histórica no Senado se chegar em 2025 à presidência da Casa. Segundo reportagem do UOL, assinada por Gabriella Vinhal e Felipe Pereira, para chegar a isso, ela vem buscando apoio da bancada feminina e uma união do seu partido, o PSD, em torno de seu nome para suceder Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
De acordo com a reportagem, a senadora ganhou projeção após assumir a relatoria da CPMI que investiga os atos golpistas de 08 de janeiro, que ela se recusou a assinar a convocação, mas depois decidiu integrar após o governo sinalizar que queria enquadrá-la.
Alvo de parlamentares da oposição, ela tem apontado atitudes machistas de parlamentares desde que assumiu a função e recebeu apoio da bancada feminina.
Como destaca a reportagem, nunca na história do Parlamento Brasileiro uma mulher foi eleita presidente no Senado. Eliziane tenta seguir os passos da atual ministra e ex-senadora Simone Tebet (MDB-MS) e ser vitoriosa. Neste ano, Pacheco foi reeleito. Nenhuma mulher foi indicada nem para a Mesa Diretora.
Não é fácil a missão, ou seja, Eliziane pode enfrentar nomes de peso que também devem sair candidatos, como Davi Alcolumbre (União-AP), Renan Calheiros (MDB-AL) e Rogério Marinho (PL-RN).
“Nos bastidores, ela sabe que será uma missão árdua, já que há apenas 15 senadoras em um universo de 81 senadores. Para vencer a disputa, também teria de conseguir os votos dos homens”, diz a reportagem.
Ela já traçou algumas estratégias, conforme contou ao UOL. A primeira é unificar o partido em torno de seu nome, já que há o desejo de o senador Angelo Coronel (PSD-BA) entrar na disputa.
A bancada do PSD é a maior da Casa, com 15 senadores.
O primeiro passo é trabalhar partidariamente. Não quero fazer uma candidatura de mim mesma. O primeiro passo é trabalhar dentro do meu partido.Senadora Eliziane Gama (PSD-MA)



