Finalista das últimas duas Copas do Mundo, a França continua na briga para chegar à decisão pela terceira vez consecutiva e repetir o feito do Brasil entre 1994 e 2002. Os bicampeões mundiais, que vêm de um vice na edição do Catar, em 2022, terão Marrocos como adversário nas quartas de final, confronto que reedita uma das semifinais da última Copa que os franceses ganharam por 2 a 0. O reencontro será na próxima quinta-feira (09), às 17h, em Boston (Estados Unidos).
com três alterações em relação ao time que eliminou a Alemanha nos pênaltis, após empate por 1 a 1 com bola rolando. O zagueiro José Canale saiu, mas outros dois entraram: Gustavo Velázquez e Omar Alderete. Pelo meio, Damián Bobadilla, do São Paulo, deu lugar ao também volante Diego Goméz. Outro a ir para o banco foi o atacante Gabriel Ávalos.
Doué e Mbappé decidem
O cenário não se alterou na etapa final. A França intensificou a pressão, mas novamente, foi com um chute de Koné, de longa distância, aos nove minutos, que os Bleus conseguiram dar um susto. Gill se esticou no ângulo esquerdo e salvou a finalização.
O desgaste físico não demorou a se manifestar no Paraguai. Antes mesmo dos 15 minutos, foram duas trocas por cansaço, com Canale no lugar de Alderete e Gustavo Caballero, ex-Santos, entrando no lugar do também atacante Júlio Enciso. Pouco depois, após tentar uma arrancada pela esquerda, o meia Miguel Almirón não resistiu e desabou no gramado e colocou a mão no posterior da coxa esquerda.
A resistência sul-americana sucumbiu, enfim, aos 19 minutos, após Désiré Doué, que tinha acabado de entrar no lugar do também atacante Bradley Barcola, sair driblando na área e ser derrubado por Gómez. O árbitro Ilgiz Tantashev reviu o lance no vídeo e marcou pênalti a favor da França. Aos 24, Mbappé cobrou e não deu chances a Gill.
A partida, então, ficou à feição para os Bleus, com os paraguaios obrigados a se lançarem a frente e cedendo espaços para os contra-ataques. Em um deles, já nos acréscimos, Mbappé avançou pela esquerda e finalizou duas vezes, uma da entrada da área e outra no rebote, mas Gill fez duas grandes defesas.
O Paraguai foi com tudo para o ataque nos instantes finais, mas não foi o suficiente. Assim como em 1998, a França levou a melhor.
Marrocos – Sensação da última Copa do Mundo, Marrocos está novamente nas quartas de final. Neste sábado (4), os Leões do Atlas (apelido da seleção africana) bateram o Canadá por 3 a 0 em Dallas (Estados Unidos), na partida que abriu as oitavas de final do Mundial.

A vitória contou com o brilho de Azzedine Ounahi. Remanescente da histórica campanha de 2022, no Catar, quando o país foi o primeiro representante africano a chegar às semifinais, o meia do Girona (Espanha) balançou as redes duas vezes e foi decisivo para a classificação.
O triunfo estende para 34 jogos a invencibilidade da equipe marroquina, a segunda maior entre as seleções da Copa, atrás somente da Espanha (35). A meta, agora, é chegar às semifinais e repetir a campanha de 2022, no Catar, quando o país se tornou o primeiro representante africano a se colocar entre os quatro melhores times do Mundial.
Nas próxima fase, Marrocos como adversário o ganhador da partida entre Paraguai e França, que jogam ainda neste sábado, às 18h (horário de Brasília), na Filadélfia. A partida das quartas será na quinta-feira (9), às 17h, em Boston, também nos Estados Unidos.
A queda para os marroquinos fez do Canadá o primeiro dos três anfitriões da Copa a dar adeus à competição – os demais são Estados Unidos e México. Mesmo assim, o país da América do Norte atingiu o melhor desempenho na história dos Mundiais, chegando de maneira inédita a uma fase eliminatória.
Quase deu certo
O Canadá foi a campo com três mudanças em relação à vitória por 1 a 0 sobre a África do Sul – uma por setor. Na defesa, Derek Cornelius deu lugar a Luc de Fougerolles. Mais adiante, Niko Sigur foi escolhido para a vaga do também volante Nathan Saliba. Já no ataque, Liam Millar saiu e Ali Ahmed começou como titular na equipe de Jesse March.
Em Marrocos, o zagueiro Chadi Riad, que teve de ser substituído por lesão no duelo contra a Holanda (empate por 1 a 1 no tempo normal e triunfo nos pênaltis), ficou mesmo no banco, com o também zagueiro Redouane Halhal ocupando o lugar. Foi a única mudança do técnico Mohamed Ouhabi em relação aos 16 avos de final.
Apesar das mudanças, o Canadá adotou a mesma estratégia das partidas anteriores, marcando forte e buscando a retomada da posse já no campo de Marrocos. Aos dez minutos, Ahmed interceptou o passe do meia Neil El Aynaoui, puxou o contra-ataque pela esquerda e acionu Tani Oluwaseyi. O atacante girou em cima de Halhal e bateu, parando em ótima defesa do goleiro Yassine Bono.
A missão marroquina de escapar da marcação canadense ficou mais complicada aos 21 minutos, quando Ismael Saibari sentiu a coxa direita e precisou ser substituído. Artilheiro dos Leões do Atlas na Copa, com três gols, ele deu lugar ao também atacante Soufiane Rahimi.
A dificuldade de Marrocos no primeiro tempo se evidenciou nas estatísticas. Além de apenas um chute a gol em 45 minutos, a equipe africana cometeu 15 faltas (contra seis do Canadá) e quatro jogadores foram ao intervalo pendurados com cartão amarelo. Do lado canadense, faltou o gol para constatar que a estratégia funcionou.
Ounahi é decisivo
E fez falta. No início do segundo tempo, Marrocos utilizou a bola parada para sair o placar. Aos quatro minutos, em jogada ensaiada, o lateral Achraf Hakimi, pela direita, rolou na entrada da área para Ounahi chutar rasteiro e de primeira. Rahimi, em meio à marcação canadense, deixou a bola passar e ela foi no canto esquerdo do goleiro Máxime Crepeau.
O jogo mudou, com os Leões do Atlas mais tranquilos em campo pela vantagem e o Canadá, que perdeu o controle das ações, correndo atrás do prejuízo e dando espaços.Marrocos soube aproveitar as brechas e, aos 36 minutos, liquidou a fatura em Dallas.
Em contra-ataque, o meia Chemsdine Talbi lançou Brahim Díaz pela direita, nas costas da marcação. O atacante invadiu a área, demorou para finalizar, mas conseguiu girar e rolar à esquerda para Ounahi chutar no ângulo.
E deu tempo de Marrocos, nos acréscimos, anotar o terceiro. Na sequência de uma bola retomada no meio-campo, Brahim Díaz avançou em direção à área e abriu na esquerda para Rahimi, substituto do artilheiro Saibari, que bateu na saída de Crepeau e deu números finais ao jogo.



