Ministro da Saúde confirma pedido do presidente
AQUILES EMIR
A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) está convencida de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) está querendo desviar o foco da CPI da Pandemia, ao anunciar que pediu estudo para avaliar a possibilidade de não obrigatoriedade da máscara para vacinados e já infectados por covid-19. O secretário estadual de Saúde do Maranhão e presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), Carlos Lula, também se posicionou sobre o assunto e pediu ao ministro Marcelo Queiroga para não levar a ideia em frente.
“É claro que o PR sabe que uma pessoa que foi infectada pela Covid-19 ñ está imune e q apenas a vacinação da maior parte da população trará segurança aos brasileiros. A tática é para confundir o povo e desviar o foco das investigações e da CPI. Quem deve, teme”, escreveu a senadora.
Eliziane disse também que gostaria de ter abordado o assunto na oitiva de Queiroga na CPI da Pandemia.
“Pergunta que eu gostaria de ter feito para o ministro Queiroga na CPI, mas não tive tempo, cabe bem agora: qual é o limite do senhor Queiroga entre a honra/ autonomia e um pedido de demissão? O senhor vai autorizar que pessoas andem sem máscara como quer o presidente?”, postou em sua redes sociais.
A senadora levanta ainda a suspeita de que há interesses econômicos por trás da defesa da cloroquina. “É fundamental que a CPI aprofunde as investigações e revele os interesses econômicos por trás da obsessão do governo com a cloroquina. O Brasil precisa saber pq autoridades intercederam a favor de laboratórios produtores do medicamento. Siga-se o dinheiro”.
Conselho – Já o secretário Carlos Lula se apresentou como conselheiro de Marcelo Queiroga. “Ministro, com quase 60 mil casos novos e 1800 mortes por dia, não é momento de flexibilizar o uso de máscaras”, disse ele.
Ainda de acordo com Lula, “esse é o único resultado possível que um estudo razoável pode apontar”, e apelou ao bom senso:
“Não permita que o não uso de máscaras faça com que nossos terríveis números piorem ainda mais”.
O ministro confirmou o pedido, mas diz que isso será estudado com cuidado, sem pressa.
https://twitter.com/mqueiroga2/status/1403123712627519488?s=19




