Presidente diz que empresários precisam ser valorizados
AQUILES EMIR
Passados 39 anos de sua posse para o primeiro mandato à frente da Federação do Comércio do Maranhão (Fecomércio), o empresário José Arteiro da Silva decidiu passar o comando da entidade, e o escolhido para sucedê-lo foi o também comerciante Maurício Feijó, que disse vir sendo sondado há mais de dois anos para aceitar a candidatura, o que chegou a resistir até ceder diante dos apelos do amigo.
Nesta entrevista exclusiva a Maranhão Hoje, ele diz que um dos principais desafios é levar as ações de todo o Sistema Fecomércio à maioria dos municípios, seja pela valorização dos sindicatos patronais ou pelas ações dos órgãos vinculados: Serviço Social do Comércio (Sesc) e Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).
Maurício Feijó defende ainda uma maior aproximação dos órgãos de representação do empresariado do poder público, pois entende que governo e iniciativa privada precisam andar juntos pelo bem do Maranhão.
A solenidade de troca de comando na Fecomércio será nesta terça-feira (31) às 18h30, no Condomínio da Federação do Comércio, na Avenida dos Holandeses (Calhau), em São Luís.
Eis a entrevista:
Quais são suas prioridades para a Federação do Comércio?
Primeiro, quero dizer que é uma satisfação muito grande ter sido eleito, juntamente com os demais integrantes da chapa única que foi registrada para esta eleição para composição da nova diretoria da Fecomércio. Quanto às prioridades, vamos dar continuidade à história e à decisão do companheiro José Arteiro, que durante todos esses anos foi um presidente de muita qualidade, muito zelo pela instituição e de grande sucesso. Em segundo, temos de valorizar os sindicatos.
Como todos sabem, houve uma reforma trabalhista e os sindicatos perderam sua principal fonte de recurso, que era o imposto sindical, e nós precisamos alavancar as administradores desses órgãos e também valorizar os seus presidentes.
Como o senhor pretende conduzir a educação profissional, que é a principal marca do Sistema Fecomércio?
O Senac, como é do conhecimento de todos, tem a finalidade de capacitar os profissionais do setor comercial, seja o comerciário que já está no mercado de trabalho ou aquele pretendente a uma vaga nas empresas, e isso nõs vamos fazer com maior ênfase, já que temos dezenas de cursos que podem alavancar o comercio, dando mais condições para que vendedores, gerentes, executivos… melhorem sua performance no trabalho, e isso nós vamos perseguir, para que aconteça com muito mais efetividade.
E com relação ao Sesc?
O Sesc, podemos assim dizer, é a menina dos olhos do Sistema Federação do Comércio, pelo que realiza em termos de educação, saúde, cultura e lazer em favor dos comerciários, bem como desenvolve o Mesa Brasil, que é um grande projeto social. Temos espalhados por todo o Maranhão grandes centros de saúde, temos carretas de saúde, temos toda uma estrutura para atuar em prol da população e do comerciário em especial e de seus dependentes também.

Isso já existe, e houve uma aproximação maior no período mais aguda da pandemia de covid-19, quando as federações do comércio, das indústrias, da agricultura, associação comercial, CDL, Sebrae passaram a atuar conjuntamente para dar resposta à crise que vinha assustando o empresariado de um modo geral, e vamos lutar para que essa unidade seja mais forte, pois só existe classe empresarial forte se suas entidades também forem fortes. E só haverá respeito por parte da classe política e dos governantes se nós estivermos unidos. Isso vai acontecer, já estamos trabalhando neste sentido.
A propósito da aproximação com governantes, como será a relação com o poder público?
O poder publico e a iniciativa privada têm de estar sempre juntos. Só haverá governo forte se o empresariado também for forte e tiver boa representação de seus órgãos de classe que também precisam ser fortalecidos. Os políticos de um modo geral, sejam eles com atuação na esfera municipal, estadual ou federal, devem valorizar as entidades de classe.
O senhor fala em fortalecer os sindicatos e citou o fim do imposto sindical. Como esses órgãos vêm se mantendo?
Não se pode negar que houve uma fragilidade nos sindicatos, mas nós vamos trabalhar para que voltem a ser fortes, valorizando seus dirigentes e filiados, e até ajudando financeiramente.
Causou-lhe surpresa a escolha do seu nome como candidato único?
De certa forma não, pois o companheiro Arteiro há muito vinha me sondando para ser seu sucessor e isto vinha se dando há muito anos, pois ele sempre quis que a transição fosse pacífica, e chegou o momento dele se afastar, até pela idade avançada e pelo muito que há fez pela instituição. Não era minha intenção presidir a Fecomércio, mas chega-se a um ponto em que não se pode mais negar a um chamamento, principalmente quando o apelo vem de um grande amigo.
E quanto à sua sucessão, o senhor pensa em alternância já a partir do fim deste mandato?
A alternância tem que existir. Nosso sonho é que daqui a quatro anos isso aconteça normalmente. É preciso que haja uma alternância para que o Sistema possa se renovar, tornar-se mais dinâmico. Não se pode parar no tempo.
Como será a politica de interiorização das ações da Fecomércio?
Nós vamos fazer isto com visitas a todos os municípios onde temos unidades do Sesc e do Senac. Logo nos primeiros meses da nova gestão vamos fazer uma itinerância, pois precisamos levar o nosso sistema a todos os sindicatos e para todas as cidades onde já temos representação.
Como o senhor avalia a economia do Maranhão?
E economia do Maranhai como um todo é pujante, mas precisa de mais trabalho. Os empresários não param de trabalhar, os empresários investem, acreditam que podem ser melhor, e por isso estamos melhorando. Ai do nosso estado se não fossem os nossos empresário, por isso os políticos precisam compreender isso melhor, serem nossos parceiros para que juntos com a gente possa fazer o Maranhão ser valorizado a nível nacional e até internacional. Os municípios precisam olhar mais para os empresários locais, principalmente os pequenos, pois são estes que ajudam a toda girar com mais facilidade.
Há pretensões de aproximar mais a Fecomércio das universidades, dos órgãos de pesquisa…?
Com certeza. As entidades patronais têm que fazer com que a comunidade, a sociedade, conheçam o valor dos empresários, conhecer os que nós fazemos por ela, e nós vamos buscar essa integração, com os representantes das entidades educacionais, os órgãos públicos. Para que se tenha ideia, muitos ainda desconhecem o nosso sistema e que ele faz pela sociedade, e nós temos que levar isso à Assembleia Legislativa, às universidades, à câmara municipal, federação dos municípios etc. Da mesma forma, precisamos trazer essas instituições para cá




