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    Maranhão Hoje
    Home»Esporte»Em carta, Nuzman pede afastamento da presidência do COB, de onde já estava afastado
    Esporte

    Em carta, Nuzman pede afastamento da presidência do COB, de onde já estava afastado

    Aquiles Emir8 de outubro de 201702 Mins Read
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    O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, pediu o afastamento do cargo. Ele foi preso provisoriamente na quinta-feira (05), acusado de envolvimento num suposto esquema de compra de votos no Comitê Olímpico Internacional (COI) para a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos 2016.

    O pedido foi confirmado na tarde deste sábado (07) pelo COB, em nota no site da entidade, e também pela assessoria de imprensa da defesa de Nuzman. A carta assinada pelo presidente traz a data de sexta-feira (06). O comunicado será analisado em assembleia geral extraordinária do comitê, marcada para a próxima quarta-feira (11), às 14h30, na sede da entidade, no Rio de Janeiro.

    Na carta, Nuzman diz que não pode deixar que as investigações sobre ele atinjam o “esporte olímpico brasileiro, seus dirigentes e, especialmente, os atletas”. O presidente do COB diz que as acusações contra ele são injustas e que defenderá sua honra e provará sua inocência perante o Judiciário, os desportistas do mundo inteiro, aqueles que o acusam e “outros que se omitem” e os dirigentes do esporte olímpico mundial.

    “Para exercer em sua plenitude o meu direito de defesa, até agora violado, afasto-me, a partir desta data, dos cargos de presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e de membro nato da Assembleia Geral do Comitê Olímpico Brasileiro. Afasto-me, também, do cargo de presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016”.

    Ele termina a carta informando que o afastamento será “pelo tempo que se fizer necessário” para a “completa, inquestionável, exoneração de qualquer responsabilidade pela prática dos atos que, indevida e injustamente” são a ele imputados. “Somente assim, entendo, poderei dedicar-me ao sagrado direito de defesa, trazendo a necessária tranquilidade para a correta administração do esporte olímpico brasileiro e, logicamente, não interferindo no aperfeiçoamento e desenvolvimento de seus atletas”.

    Ontem, o Comitê Olímpico Internacional (COI) suspendeu o COB e Nuzman provisoriamente de suas atividades junto à entidade internacional e os advogados de defesa pediram que ele seja solto.

    (Agência Brasil)

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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