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    Home»Negócios»PIB do Maranhão recua 1,1% no primeiro ano da pandemia, mas é menor que a média nacional
    Negócios

    PIB do Maranhão recua 1,1% no primeiro ano da pandemia, mas é menor que a média nacional

    Aquiles Emir19 de novembro de 202206 Mins Read
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    Mato Grosso do Sul e Roraima tiveram variações positivas

    O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil atingiu, em 2020, R$ 7,6 trilhões, recuando 3,3% em volume, e houve quedas também no PIB de 24 das 27 unidades da Federação (dentre eles o Maranhão, com desempenho negativo melhor que o do país), estabilidade no Mato Grosso e variações positivas em Mato Grosso do Sul (0,2%) e em Roraima (0,1%). Essas são informações das Contas Regionais 2020, elaboradas pelo Instituto Brasileiros de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com os órgãos estaduais de estatística, secretarias estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

    O Rio Grande do Sul teve a maior queda em volume (-7,2%), seguido por Ceará (-5,7%), Rio Grande do Norte (-5,0%), Espírito Santo (-4,4%), Rondônia (-4,4%) e Bahia (-4,4%). Os demais recuos acima da média nacional foram em Alagoas (-4,2%), Acre (-4,2%), Pernambuco (-4.1%%), Paraíba (-4,0%), Piauí (-3,5%) e São Paulo (-3,5%).

    No Rio Grande do Sul, o resultado foi motivado pela agricultura, impactada pela estiagem em 2020, e pelas Indústrias de transformação, devido ao segmento de preparação de couros.

    Regiões registram queda – No Sudeste, o volume do PIB foi igual ao nacional (-3,3%), com retração mais acentuada no Espírito Santo (-4,4%), seguida por São Paulo (-3,5%), Minas Gerais (-3,0%) e Rio de Janeiro (-2,9%).

    No Norte (-1,6%), Pará (-0,2%) e Amazonas (-1,7%), os dois estados com maior peso na região, tiveram variação acima da média nacional. Roraima também teve variação positiva (0,1%).

    A região Sul obteve a maior queda em volume do PIB (-4,2%), entre 2019 e 2020, devido principalmente ao desempenho de Rio Grande do Sul (-7,2%).

    No Nordeste, Maranhão (-1,9%) e Sergipe (-1,0%) foram os dois únicos estados com variação do PIB superior à do Brasil. O desempenho da região foi de -4,1%, atrás apenas da região Sul.

    Já o Centro-Oeste foi a de menor queda em volume (-1,3%), influenciado pelo Mato Grosso do Sul (0,2%), Mato Grosso, que se manteve estável e Goiás e Distrito Federal, que apesar de registrarem queda, de 1,3% e 2,6%; respectivamente, tiveram variação em volume superior à média nacional.

    Posição no ranking – Oito unidades federativas trocaram de posição no ranking de participação no PIB, entre 2019 e 2020. Ao longo da série histórica, iniciada em 2002, apenas em 2014 e 2016 o número de movimentações de posições foi maior. O Paraná avançou da quinta para a quarta posição, devido ao seu ganho relativo na Agropecuária nacional, enquanto no Rio Grande do Sul, a perda de posição refletiu sua redução em volume e em participação na mesma atividade.

    O Pará, devido ao ganho relativo atrelado às Indústrias extrativas, avançou, da 11ª para a 10ª posição, ocupando em 2020 a colocação que até o ano anterior era de Pernambuco.

    Mato Grosso, que também se destacou em 2020 pelo desempenho da Agropecuária, avançou para a 12ª posição, ultrapassando o Ceará, que caiu para a 13ª posição. Mato Grosso do Sul subiu uma posição, para a 15ª, enquanto o Amazonas caiu para a 16ª, pois o primeiro elevou sua participação no PIB, de 1,4% para 1,6%, enquanto o segundo manteve-se com 1,5%, entre 2019 e 2020.

    Participação – Em termos de participação no PIB, entre 2019 e 2020, houve aumento de 0,6 p.p. na região Norte, e de 0,5 p.p. no Centro-Oeste. No Sudeste ocorreu redução de 1,1 p.p., enquanto as regiões Nordeste e Sul mantiveram suas participações.

    “A participação é um combinado da variação de volume e da variação de preço. Em 2020, tivemos na Agropecuária supersafras (à exceção do Rio Grande do Sul) e aumento do preço das commodities como soja, milho, café, e grãos de uma maneira geral na agricultura, como também aumento nos preços dos produtos da pecuária, contribuindo para o resultado dos estados que tem produção agropecuária relevante em suas economias”, explica a gerente de Contas Regionais.

    Na região Norte, o ganho relativo foi influenciado principalmente pelo Pará, com acréscimo de 0,4 p.p., devido ao aumento de volume e de preço nas Indústrias extrativas, especialmente minério de ferro. Rondônia e Tocantins também elevaram suas participações.

    Já na região Centro-Oeste, o Mato Grosso avançou 0,4 p.p., motivado pela Agropecuária, com aumento da produção e de preços da soja e dos cereais. Mato Grosso do Sul e Goiás avançaram 0,2 p.p. e 0,1 p.p., respectivamente, também com expansão em volume e alta nos preços na Agropecuária. Em Goiás, também se destacaram as Indústrias de transformação, em função da fabricação de produtos alimentícios e da fabricação de álcool. O Distrito Federal perdeu 0,2p.p., devido ao desempenho das Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados.

    No Sudeste, única região a perder participação no período, Rio de Janeiro e São Paulo apresentaram redução de 0,7p.p. e 0,6p.p., respectivamente. No Rio de Janeiro, o recuo foi motivado pelas Indústrias extrativas, com a queda de preço de petróleo e gás, enquanto em São Paulo, devido às perdas nas Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados e em Alojamento e alimentação. Entre os demais estados da região, Minas Gerais teve ganho de 0,2 p.p. devido ao cultivo de café, e Espírito Santo perdeu 0,1 p.p., também afetado pelas Indústrias extrativas.

    “No Sudeste, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo perderam participação. O Espírito Santo perdeu porque o petróleo teve queda de preços e porque sua produção de minério ainda não se recuperou após o acidente de Brumadinho (MG), cuja produção era pelotizada e escoada pelo Espírito Santo. O desempenho positivo do café não compensou as perdas em outros setores na economia capixaba”, analisa Alessandra.

    A região Nordeste manteve sua participação de 14,2% em relação ao PIB do Brasil, mas alguns de seus estados tiveram oscilações. O Maranhão ganhou 0,1 p.p. com aumento em volume e em preço do cultivo de soja. Rio Grande do Norte e Pernambuco, tiveram recuo de 0,1 p.p. e 0,2 p.p., respectivamente, devido ao desempenho das Indústrias extrativas, no primeiro, e por Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, no segundo.

    Na região Sul, cuja participação manteve-se em 17,2%, houve aumento relativo no Paraná (0,1p.p.) e em Santa Catarina (0,2p.p.), e redução de 0,3p.p. do Rio Grande do Sul. No Paraná, a maior influência veio da agricultura, e em Santa Catarina do Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas. Rio Grande do Sul teve perda relativa associada à Agropecuária.

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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