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    Home»Negócios»Maranhão tem o menor PIB per capita do Brasil, segundo levantamento do IBGE
    Negócios

    Maranhão tem o menor PIB per capita do Brasil, segundo levantamento do IBGE

    Aquiles Emir19 de novembro de 202204 Mins Read
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    Estados do Nordeste concentram os menores do país

    Em 2020 o Produto Interno Bruto (PIB) per capita do Maranhão foi o menor do Brasil, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e na outra ponta o Distrito Federal manteve o melhor entre as unidades federativas (R$ 87.016,16), 2,4 vezes maior que o PIB per capita do País, que foi R$ 35.935,74, um aumento 2,2% ante 2019. Na segunda posição aparece São Paulo (R$ 51.364,73) e em seguida, Mato Grosso (R$ 50.663,19) ocupando a posição que historicamente pertencia ao Rio de Janeiro.

    Apenas Unidades da Federação do Sudeste, Sul e Centro-Oeste apareceram entre os dez maiores PIB per capita do país. No Centro-Oeste, o Distrito Federal e Mato Grosso foram os que mais avançaram, entre 2002 e 2020, saindo da 11ª para a terceira posição. Mato Grosso do Sul subiu do oitavo para o quinto lugar no ranking. Goiás, caiu da 10ª, em 2002, para a 11ª posição, em 2020.

    Na região Sul, Santa Catarina aparece em quarto. Paraná e Rio Grande do Sul ocuparam a sétima e a oitava posição em 2020. Santa Catarina teve PIB per capita mais elevado ao longo da série, por conta da sua menor população, já que seu PIB é menor que o do Paraná e o do Rio Grande do Sul.

    Dados regionais – No Sudeste, além de São Paulo, segundo maior PIB per capita  do país, Rio de Janeiro ocupa a sexta posição, Espírito Santo a nona, e Minas Gerais a décima, em 2020. O Rio de Janeiro esteve na terceira posição no ranking, entre 2002 e 2019, e em 2020 caiu três posições, sendo ultrapassado por Mato Grosso, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, devido à perda de participação de seu PIB.

    Na região Norte, Rondônia registrou a maior posição (12ª), seguida por Amazonas (13ª) e Tocantins (14ª). Rondônia e Tocantins subiram de posições ao longo da série, enquanto o Amazonas teve movimento contrário, caindo da nona para a 13ª posição. Em Roraima, Amapá e Acre recuaram, enquanto o Pará subiu seis posições, do 22ª para o 16ª.

    Nordeste concentra menores – Entre os estados com o menor PIB per capita em 2020, Piauí e Maranhão ocuparam a 26ª e a 27ª posições, respectivamente. Abaixo da vigésima posição no ranking, estão quase exclusivamente estados do Nordeste, sendo o Acre a única exceção, no 23º lugar.

    A Bahia apresentou o maior PIB per capita (R$ 20.449,29) do Nordeste em 2020, ocupando a 18ª colocação no ranking nacional. Em seguida, vêm Rio Grande do Norte (19ª), Pernambuco (20ª), Sergipe (21ª), Alagoas (22ª), Ceará (24ª), Paraíba (25ª) e Piauí (26ª). O Maranhão, com 1,4% do PIB do Brasil e 3,4% da população, ficou na última posição, com PIB per capita de R$ 15.027,69.

    Remuneração dos empregados – Em 2020, a remuneração dos empregados perdeu participação pelo quarto ano seguido, caindo de 43,5% em 2019 para 42,0%. Pela primeira vez, a remuneração dos empregados deixou de ser o principal componente do PIB, pela ótica da renda.

    Nordeste, Sul e Sudeste foram as regiões que mais contribuíram para a perda da participação das remunerações dos empregados no âmbito nacional, com variações nominais, respectivamente, de -2,7%, -1,4% e -0,9%, inferiores à média nacional (-0,8%). Já para o componente excedente mais rendimento misto, foram as regiões Norte e Centro-Oeste que mais contribuíram para o ganho de participação, com variações nominais de 24,0% e 18,1%, enquanto a variação média foi de 8,8%.

    No Centro-Oeste, a remuneração dos empregados perdeu participação no PIB (de 46,7%, em 2019 para 43,8%, em 2020) e, pela primeira vez na série, deixou de ser o componente de maior participação na região, influenciado diretamente por Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.

    A região Norte foi a única a não perder participação da remuneração dos empregados no PIB do Brasil, devido ao peso que a atividade da Administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social tem na região (quase 25%).

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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