Ele criticou a prática, conhecida como ‘lawfare’
O Papa Francisco rejeitou neste domingo (18) as “notícias falsas” sobre líderes que podem “destruir uma pessoa”, qualificou de “paradigmático”, nesse sentido, o processo que levou à prisão do presidente eleito do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva e criticou a prática, conhecida como ‘lawfare’, de abrir casos com interferência da mídia.
“É um caso paradigmático. O processo de julgamento começou com notícias falsas nos meios de comunicação que criaram um ambiente favorável ao seu julgamento”, criticou o pontífice em entrevista publicada neste domingo pelo jornal espanhol ABC após ser consultado sobre “o caso de Lula, o novo presidente do Brasil após ser processado e preso”.
Assim, o Papa reiterou que “o problema das ‘notícias falsas’ sobre líderes políticos e sociais é muito grave. Elas podem destruir uma pessoa”.
Sobre o caso específico do já bicampeão presidente do Brasil que voltará a ser presidente a partir de 1º de janeiro, o pontífice reconheceu: “Não sei bem como acabou”.
“Não dá a impressão de que teria sido um processo nivelado. E nisso, cuidado com quem arma um processo, seja ele qual for”, alertou.
“Eles organizam tudo para você através da mídia de tal forma que influenciam aqueles que têm que fazer o julgamento e decidir”, disse ele.
Para o Papa, “um julgamento deve ser o mais limpo possível, com tribunais de primeira classe, que não têm outro interesse senão preservar a pureza da justiça”.
“Esse caso no Brasil é histórico, não entro em política. Eu conto o que aconteceu ”, concluiu
(Da agência Argentina Telam)




