Investigação avança sobre pessoas próximas ao ex-presidente
Nesta sexta-feira (20), o portal Metrópoles publicou informações com detalhes de uma investigação em curso, comandada pelo ministro Alexandre de Moraes, que envolve o ex-presidente brasileiro. Segundo a publicação, o ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel do Exército Mauro Cesar Barbosa Cid, gerenciava um caixa informal para a realização de pagamentos para a família Bolsonaro utilizando dinheiro vivo e cartões corporativos.
Conforme revela o portal, as investigações apontam que o Cid participada do dia a dia do ex-presidente e realizava diversas tarefas cotidianas para Bolsonaro. O militar supostamente pagava contas da família do ex-presidente com o dinheiro vivo e operava um “caixa paralelo” que
incluía os recursos dos cartões corporativos. Antes de deixar o governo, Bolsonaro dispensou Cid, que teve novo cargo encaminhado para comandar um batalhão de elite do Exército.
Entre as contas pagas estariam obrigações de um cartão de crédito utilizado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, porém emitido no nome de uma amiga. Segundo a publicação, foram encontrados áudios do ex-presidente que apontam que Bolsonaro controlava e tinha conhecimento sobre essas operações.
Ainda segundo o portal, a amiga que emprestava o nome para o cartão utilizado por Michelle Bolsonaro é Rosimary Cardoso Cordeiro, funcionária do Senado Federal lotada no gabinete do senador Roberto Rocha (PTB-MA). Cordeiro é apontada como íntima do casal Bolsonaro e teria feito viagens
inclusive a bordo do avião presidencial. A amiga de Michelle ascendeu na carreira durante o governo do ex-presidente e deve ocupar cargo no gabinete da senadora eleita Damares Alves, ex-ministra de Bolsonaro.
Conforme o portal Metrópoles, interlocutores de Bolsonaro negam o uso de recursos de saques corporativos do governo nas contas pagas por Cid e justificam o uso de dinheiro em espécie apontando que havia valores “ínfimos” a serem pagos a prestadores de serviço informais. Apesar disso, o portal não teve respostas sobre pagamentos de boletos e contas de familiares de Michelle Bolsonaro, assim como não houve explicações sobre a necessidade de uso de dinheiro em espécie ao invés de outras formas de pagamento.
(Agência Sputnik)