Encontro desta sexta-feira foi no Hotel Libertador
O ex-presidente Jair Bolsonaro, que chegou ao país na noite de quinta-feira (07) teve na manhã desta sexta (08), em Buenos Aires, capital da Argentina, um encontro com o presidente eleito do país, Javier Milei, que definiu como “uma conversa entre amigos”. Os dois teriam abordado temas como “economia, segurança e futebol”.
Bolsonaro e seu filho Eduardo (deputado federal) chegaram às 10h ao Hotel Libertador, localizado nas avenidas Córdoba e Maipú, onde Milei se hospeda e realiza reuniões com suas equipes técnicas.
“Foi uma conversa entre amigos”, definiu Bolsonaro à imprensa após o encontro que durou cerca de 90 minutos enquanto caminhava pela rua do hotel rodeado de jornalistas.
“Falamos de economia, segurança e futebol”, disse Eduardo Bolsonaro, para quem há “muita esperança” na Argentina devido à “possibilidade de uma mudança real”.

A ministra designada da Segurança, Patrícia Bullrich, e uma delegação de assessores do ex-presidente do Brasil também estiveram presentes na reunião.
O ex-presidente Bolsonaro publicou em sua conta na plataforma X um vídeo do encontro onde eles são vistos sentados em círculo, conversando em uma sala do Hotel Libertador. Patricia Bullrich, que ficará responsável pela pasta de segurança, também participou do encontro.
Também foi veiculado um vídeo dos presentes posando para a câmera e comemorando o encontro cantando “Leão, leão” em apoio ao presidente eleito e destacando o ex-presidente do Brasil como um “mito”.
Por sua vez, Eduardo Bolsonaro também compartilhou um vídeo com Milei onde os dois gritam “Viva a porra da liberdade”.
Em declarações à imprensa após a reunião, o ex-presidente do Brasil disse não estar surpreendido com o facto de Milei ter sido eleito presidente, e afirmou que deve “tomar medidas rápidas” e destacou a equipe de trabalho que assumirá neste domingo.
“A Argentina é muito importante para o mundo. Em termos ideológicos o mundo está polarizado”, afirmou e considerou que é preciso respeitar “a autonomia de cada país”.
Disse ainda que houve “muitas coincidências” entre ele e Milei , desejou que “a Argentina crescesse” e considerou que a situação “é pior” que a do Brasil.
“Não tenho opinião sobre Lula”, afirmou quando questionado pelo presidente do país vizinho, Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto os militantes que o acompanhavam começavam a cantar “Lula traidor, seu lugar é prisão”.
Anteriormente, em entrevista que concedeu na manhã desta sexta-feira à rádio Mitre, garantiu que junto com Milei “defendemos a democracia”.
“A vitória de Milei significa muito no mundo, principalmente num contexto onde está muito dividido entre esquerda e direita. Não somos adversários (à esquerda), somos inimigos”, disse o ex-presidente na entrevista.
Neste quadro, indicou que com a esquerda “não se pode dialogar” porque expressões como a sua e a do presidente eleito procuram defender “a democracia, a liberdade no comércio e sobretudo algo muito importante que é a autonomia de cada país”. .
“Aceitei o convite da Milei porque somos um país vizinho e irmão do Brasil e vamos fazer todo o possível para ajudar a Argentina a crescer”, acrescentou
Além disso, Bolsonaro afirmou que “a Argentina tem suas peculiaridades, é um país grande, o segundo país da América do Sul, com riquezas minerais também” e disse que “junto com o Brasil, essas potencialidades foram perdidas quando a esquerda chegou ao poder e se , assim como na Argentina empobreceu, o PT fez o mesmo no Brasil.”
O ex-presidente brasileiro chegou na noite de quinta-feira ao Aeroporto Metropolitano junto com uma delegação de cerca de trinta líderes aliados da extrema direita de seu país , acompanhados de seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro.
O ex-presidente brasileiro foi convidado por Milei para participar de sua cerimônia de posse em uma conversa que tiveram no dia seguinte às eleições, 22 de outubro, em uma videochamada que transmitiram pelas redes sociais.
Junto com Bolsonaro chegou uma delegação de cerca de 30 líderes aliados da extrema direita de seu país; entre eles líderes legislativos de extrema direita e os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas; Goiás, Ronaldo Caiado; e Santa Catarina, Jorginho Mello.
Fonte da equipe do ex-presidente Bolsonaro informou à Télam que a delegação é composta por cerca de 20 pessoas e que será buscado um encontro privado entre Milei e o ex-capitão do Exército Brasileiro, antes da posse de domingo.
Bolsonaro está inabilitado até 2030 pela Justiça Eleitoral por ter denunciado falsamente fraudes nas urnas eletrônicas brasileiras com as quais foi derrotado por Lula nas eleições do ano passado.
Bolsonaro está inabilitado até 2030 pela Justiça Eleitoral por ter denunciado falsamente fraudes nas urnas eletrônicas brasileiras com as quais foi derrotado por Lula nas eleições do ano passado.
Neste quadro, o ‘bolsonarismo’ tomou como sua a vitória de Milei , especialmente porque o deputado Eduardo Bolsonaro, do Partido Liberal, viajou a Buenos Aires para apoiar pessoalmente a campanha do candidato La Libertad Avanza.
Segundo a fonte, entre os aliados de Bolsonaro que pretendem assistir à posse na Argentina estão o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, e os senadores Ciro Nogueira, Rogério Marinho, Marcos Rogério, Jorge Seif e Magno Malta.

Nogueira foi chefe de gabinete de Bolsonaro, enquanto Marinho foi ministro do Desenvolvimento Regional e é um dos principais opositores no Congresso ao governo Lula.
O ex-ministro da Comunicação Social e atual advogado de Bolsonaro, Fabio Wajngarten, também faz parte da comitiva.
Por sua vez, o presidente Lula decidiu não comparecer à posse de Milei no domingo e, em vez disso, enviará o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que foi embaixador em Buenos Aires durante oito anos, informou o ministro brasileiro da Comunicação Social, Paulo, ao Télam.Pimenta.
Lula não comparecerá à posse de Milei no domingo e, em seu lugar, enviará o chanceler Mauro Vieira
Lula havia sido convidado dias atrás em carta entregue pessoalmente a Vieira no Palácio do Itamaraty pela futura chanceler Diana Mondino, que destacou as relações entre Argentina e Brasil.
Apesar da carta, o presidente brasileiro permaneceu na posição de não comparecer à posse de Milei.
(Com informações e imagens da Agência Telam)




