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    Home»Maranhão»No Maranhão, 3,2 milhões de pessoas fazem de buraco e fossa esgoto sanitário
    Maranhão

    No Maranhão, 3,2 milhões de pessoas fazem de buraco e fossa esgoto sanitário

    Aquiles Emir24 de fevereiro de 202405 Mins Read
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    Os números representam 48,3% da população

    AQUILES EMIR

    O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta sexta-feira (23), os resultados das Características dos Domicílios – Resultados do Universo do Censo Demográfico 2022. As informações são oriundas do questionário básico da pesquisa e que permitem mensurar o tipo de domicílio (casa, apartamento etc.), a forma de abastecimento de água, existência de canalização de água, existência de banheiro e sanitário, tipo de esgotamento sanitário e o destino do lixo.

    Os números não trazem um bom retrato do Maranhão, onde 3,2 milhões de pessoas, ou seja, 48,3%, utilizam fossa rudimentar ou um buraco como esgotamento sanitário. O estado tem ainda baixo índice de pessoas servidas com serviços de água encanada em suas residências.

    Os domicílios particulares permanentes foram divididos pela pesquisa em seis tipos:

        • Casa
        • Casa de vila ou em condomínio
        • Apartamento
        • Habitação em casa de cômodos ou cortiço
        • Habitação indígena sem paredes ou maloca
        • Estrutura residencial permanente degradada ou inacabada.

    O Censo identificou, no país, um amplo predomínio de domicílios do tipo “Casa”, sendo 59,6 milhões, nos quais residiam 171,3 milhões de pessoas, representando 84,8% da população.

    O segundo tipo mais encontrado foi o Apartamento, categoria na qual residiam 12,5% da população em 2022. Os domicílios do tipo Casa de vila ou em condomínio abrigavam 2,4% da população, e os tipos Casa e Casa de vila ou em condomínio reuniam 87,2% da população. As demais categorias são residuais.

    Os domicílios do tipo Casa de vila ou em condomínio abrigavam 1,5% da população. Em conjunto, os tipos “Casa” e “Casa de vila ou em condomínio” reuniam 96,6% da
    população maranhense. 

    Abastecimento de água – Os dados coletados indicam que a forma principal predominante de abastecimento de água da população brasileira em 2022 era a Rede geral de distribuição, forma principal de abastecimento em 60,8 milhões de domicílios, onde residiam 167,5 milhões de pessoas, equivalendo a 82,9% da população residente no país.

    As outras formas de abastecimento Poço profundo ou artesiano (24,3%) e Poço raso, freático ou cacimba (11,8%). Já a Região Sul apresentou o maior percentual da forma Fonte, nascente ou mina (3,5%).

    A Região Nordeste apresentou as maiores proporções das formas de abastecimento Carro-pipa (3,5%) e Água da chuva armazenada (1,8%), enquanto a Região Norte apresentou a maior proporção da forma de abastecimento Rios, açudes, córregos, lagos e igarapés (5,3%).

    No Maranhão, predominava em 65,3% dos domicílios a Rede geral de distribuição
    como forma principal de abastecimento de água. Apenas cinco UFs, todas
    da Região Norte, possuem uma proporção menor ao registrado no Maranhão. A
    segunda forma mais comumente encontrada foi o Poço profundo ou artesiano, forma
    principal de abastecimento de 22,4% da população.

    Na sequência, aparecem Poço raso, freático ou cacimba”, atendendo 9,0%, e a forma “Carro pipa, com 0,8%.

    Pelos números, é possível perceber que os poços, em ambas as tipologias, são formas ainda muito utilizadas nos domicílios maranhenses como principal forma de
    abastecimento de água.

    Entre as unidades da Federação, a canalização de água dentro do domicílio atingiu
    seu maior percentual no Paraná e em São Paulo, onde beneficiava 99,6% da população, e atingia o mínimo no Acre, onde o percentual registrado foi de 80,5%.

    O Maranhão apresentou a segunda menor proporção de pessoas atendidas por canalização interna no domicílio (80,7%).

    Banheiros e sanitários – O Censo Demográfico 2022 investigou a existência, nos domicílios, de banheiros e sanitários. Por banheiro entende-se o cômodo com vaso sanitário e instalações para banho (chuveiro, ducha ou banheira). Por de uso exclusivo entende-se o banheiro que, no cotidiano, era utilizado apenas pelos moradores dos domicílios e seus hóspedes, ou seja, que não é compartilhado com moradores de domicílios vizinhos.

    Em 2022, a maior proporção de domicílios com banheiro de uso exclusivo foi encontrada no Distrito Federal (99,9%) e nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Já a menor proporção foi observada no Acre (83,6%), seguido pelo Maranhão (85,7%), Amazonas (87,5%) e Pará (89,7%).

    Considerando a situação mais precária, de ausência de banheiro, sanitário ou buraco
    para dejeções no domicílio, a situação mais grave encontrada entre as Unidades da
    Federação foi observada no Piauí, onde 5,0% da população estava nessa situação, em
    seguida, aparecem Acre e Maranhão, ambos com uma proporção de 3,8%.

    Esgotamento sanitário – A situação encontrada mais comumente foi o esgotamento por “Rede geral ou pluvial”, com 43,8 milhões de domicílios, nos quais moravam 117,8 milhões de pessoas, representando 58,3% da população, tinham esgotamento desse tipo.

    O Maranhão, possuia em 2022 uma proporção de 48,3% da população sendo atendida na categoria “Fossa rudimentar ou buraco” – solução de esgotamento sanitário precária. Eram 984.598 mil domicílios maranhenses nessa situação com uma população de 3.264.969 pessoas.

    Destino do lixo – A categoria encontrada com maior frequência foi “Coletado no domicílio por serviço de limpeza”. Em 2022, 82,5% da população residiam em domicílios nos quais esse era o destino do lixo.

    Em segundo lugar, em proporção de ocorrência, vem o destino Depositado em caçamba de serviço de limpeza, que abarcava 8,4% da população. Essas duas categorias, em conjunto, correspondem aos domicílios com coleta de lixo. Em 2022, 90,9% da população residia em domicílios com coleta direta ou indireta de lixo.

    O Maranhão foi a unidade federativa que mais ampliou a proporção da população atendida por Coleta de Lixo entre 2010 e 2022, mas ainda assim tinha a menor proporção no ano da coleta dos dados.

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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