Abaixo do 0,16% registrado em junho
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho foi de 0,07%, 0,09 ponto percentual (p.p.) abaixo do 0,16% registrado em junho. No ano, o IPCA acumula alta de 3,44% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,44%, abaixo dos 4,64% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2025, a variação havia sido de 0,26%.
| Período | Taxa (%) |
|---|---|
| Julho de 2026 | 0,07 |
| Junho de 2026 | 0,16 |
| Julho de 2025 | 0,26 |
| Acumulado no ano | 3,44 |
| Acumulado em 12 meses | 4,44 |
A maior variação (0,99%) e impacto (0,15 p.p.) vieram do grupo Habitação. Já Alimentação e bebidas caiu 0,67%, com -0,14 p.p. de impacto. Os demais grupos variaram entre -0,66% em Vestuário e 0,40% em Saúde e cuidados pessoais.
Variação do IPCA por grupo de produtos e serviços
| Grupo | Variação (%) | Impacto (p.p.) | ||
|---|---|---|---|---|
| Junho | Julho | Junho | Julho | |
| Índice Geral | 0,16 | 0,07 | 0,16 | 0,07 |
| Alimentação e bebidas | -0,24 | -0,67 | -0,05 | -0,14 |
| Habitação | 0,63 | 0,99 | 0,10 | 0,15 |
| Artigos de residência | 0,23 | 0,07 | 0,01 | 0,00 |
| Vestuário | 0,17 | -0,66 | 0,01 | -0,03 |
| Transportes | 0,17 | 0,05 | 0,03 | 0,01 |
| Saúde e cuidados pessoais | 0,23 | 0,40 | 0,03 | 0,06 |
| Despesas pessoais | 0,25 | 0,22 | 0,02 | 0,02 |
| Educação | -0,02 | -0,03 | 0,00 | 0,00 |
| Comunicação | 0,19 | 0,04 | 0,01 | 0,00 |
| Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços | ||||
O grupo Habitação acelerou de junho (0,63%) para julho (0,99%), puxado pela alta da energia elétrica residencial, que saiu de 1,53% para 3,09%, e exerceu o principal impacto individual no mês (0,13 p.p.). Esse resultado contempla os seguintes reajustes tarifários:
- 8,85% em uma das concessionárias em São Paulo (7,55%), a partir de 04 de julho;
- 14,89% em uma das concessionárias em Porto Alegre (0,32%), a partir de 19 de junho
- 19,55% em Curitiba (12,15%), vigente desde 24 de junho.
- Em julho, permanece vigente a bandeira tarifária amarela, com acréscimo na conta de luz de R$ 1,885 a cada 100 kwh consumidos.
Ainda em Habitação, destaque também para taxa de água e esgoto (0,40%), que reflete os reajustes de 3,57% em Salvador (1,31%), a partir de 20 de julho; 5,77% em Porto Alegre (2,85%), a partir de 1º de julho e 3,97% em Brasília (0,24%) e 6,00% em Rio Branco (0,37%), ambos vigentes desde 1º de junho. A redução de 0,04% no gás encanado se deu devido à redução média de 2,00% nas tarifas no Rio de Janeiro (-0,12%), vigente desde 1º de junho.
No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,40%), sobressaem os artigos de higiene pessoal (0,64%), com destaque para perfume (1,04%), e o plano de saúde (0,42%), cuja variação reflete os reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Para os planos contratados após a Lei nº 9.656/98, o percentual é de até 5,11%, com vigência a partir de maio de 2026 e cujo ciclo se encerra em abril de 2027. Para os planos contratados antes da Lei nº 9.656/98, os percentuais autorizados foram de 5,52% e 6,20%, a depender do plano.
A variação de Transportes (0,05%) reflete, além da alta de 11,67% das passagens aéreas, o recuo de 1,44% nos combustíveis, com todos em queda: etanol (-2,26%), gasolina (-1,37%), óleo diesel (-1,22%) e gás veicular (-0,08%).
Alimentação e bebidas recuou 0,67% por influência da alimentação no domicílio (-1,14%). As principais quedas foram no tomate (-29,09%), principal impacto negativo (-0,10 p.p.) no resultado do mês, batata-inglesa (-19,59%), cenoura (-14,41%) e café moído (-2,45%). No lado das altas, destaque para leite longa vida (2,47%) e frutas (1,20%). A alimentação fora do domicílio acelerou de 0,15% em junho para 0,55% em julho, com o lanche saindo de 0,13% para 0,76%, e a refeição de 0,15% para 0,42%, no mesmo período.
Em relação aos índices regionais, a maior variação (0,32%) ocorreu em Rio Branco, por influência de passagem aérea (12,27%) e energia elétrica residencial (2,66%). Já a menor variação ocorreu em Belém (-0,45%), por conta dos recuos da gasolina (-3,42%) e do açaí (-14,24%).
Variação do IPCA por região
| Região | Peso Regional (%) | Variação (%) | Variação Acumulada (%) |
||
|---|---|---|---|---|---|
| Junho | Julho | Ano | 12 meses | ||
| Rio Branco | 0,51 | 0,29 | 0,32 | 2,98 | 4,23 |
| Rio de Janeiro | 9,43 | 0,32 | 0,30 | 3,75 | 4,50 |
| São Paulo | 32,28 | -0,03 | 0,29 | 3,50 | 4,81 |
| Vitória | 1,86 | 0,38 | 0,19 | 3,40 | 5,07 |
| São Luís | 1,62 | 0,43 | 0,13 | 4,51 | 4,87 |
| Recife | 3,92 | -0,04 | 0,09 | 4,00 | 4,99 |
| Fortaleza | 3,23 | 0,12 | 0,06 | 4,03 | 4,94 |
| Brasília | 4,06 | 0,52 | 0,04 | 3,09 | 4,56 |
| Porto Alegre | 8,61 | 0,36 | 0,04 | 3,21 | 4,41 |
| Campo Grande | 1,57 | 0,02 | 0,00 | 4,00 | 4,60 |
| Goiânia | 4,17 | 0,26 | 0,00 | 3,51 | 5,56 |
| Aracaju | 1,03 | -0,02 | -0,12 | 4,08 | 4,83 |
| Belo Horizonte | 9,69 | 0,12 | -0,17 | 3,06 | 3,43 |
| Curitiba | 8,09 | 0,42 | -0,21 | 2,62 | 3,05 |
| Salvador | 5,99 | 0,15 | -0,32 | 3,40 | 4,17 |
| Belém | 3,94 | 0,07 | -0,45 | 3,47 | 3,87 |
| Brasil | 100,00 | 0,16 | 0,07 | 3,44 | 4,44 |
| Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços | |||||
O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte. A pesquisa abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.
Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 01 de julho de 2026 a 30 de julho de 2026 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de maio de 2026 a 30 de junho de 2026 (base).
INPC fica em -0,01% em julho – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) variou -0,01% em julho, 0,15 p.p. abaixo de junho (0,14%). O INPC acumula alta de 3,50% no ano e de 4,10% nos últimos 12 meses, abaixo dos 4,33% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2025, a taxa foi de 0,21%.
Produtos alimentícios saíram de -0,29% em junho para -0,74% em julho. Já a variação dos não alimentícios passou de 0,28% em junho para 0,23% em julho.
Quanto aos índices regionais, a maior variação ocorreu em São Paulo (0,28%), influenciada pelas altas da energia elétrica residencial (7,60%) e conserto de automóvel (2,61%). A menor variação ocorreu em Belém (-0,49%), por conta dos recuos da gasolina (-3,42%) e açaí (-14,24%).
Variação do INPC por região
| Região | Peso Regional (%) | Variação (%) | Variação Acumulada (%) |
||
|---|---|---|---|---|---|
| Junho | Julho | Ano | 12 meses | ||
| São Paulo | 24,60 | -0,07 | 0,28 | 3,48 | 4,28 |
| Rio de Janeiro | 9,38 | 0,36 | 0,25 | 3,93 | 4,26 |
| Rio Branco | 0,72 | 0,33 | 0,17 | 3,05 | 4,00 |
| Vitória | 1,91 | 0,32 | 0,16 | 3,38 | 4,92 |
| São Luís | 3,47 | 0,39 | 0,13 | 4,49 | 4,81 |
| Goiânia | 4,43 | 0,27 | 0,10 | 3,58 | 5,49 |
| Recife | 5,60 | -0,06 | 0,09 | 4,12 | 4,88 |
| Brasília | 1,97 | 0,48 | 0,06 | 2,99 | 3,99 |
| Fortaleza | 5,16 | 0,15 | 0,02 | 4,09 | 4,89 |
| Porto Alegre | 7,15 | 0,39 | -0,03 | 3,28 | 4,26 |
| Campo Grande | 1,73 | 0,07 | -0,08 | 4,22 | 4,62 |
| Aracaju | 1,29 | -0,02 | -0,11 | 3,98 | 4,57 |
| Curitiba | 7,37 | 0,40 | -0,14 | 2,53 | 2,37 |
| Belo Horizonte | 10,35 | 0,11 | -0,33 | 3,24 | 3,23 |
| Salvador | 7,92 | 0,05 | -0,44 | 3,45 | 3,93 |
| Belém | 6,95 | 0,05 | -0,49 | 3,20 | 3,58 |
| Brasil | 100,00 | 0,14 | -0,01 | 3,50 | 4,10 |
| Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços | |||||
O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979 e se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado. A pesquisa abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 01 de julho de 2026 a 30 de julho de 2026 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de maio de 2026 a 30 de junho de 2026 (base).




