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    Home»Agronegócio»Tecnologia remodela agronegócio e transforma perfil da mão de obra no campo
    Agronegócio

    Tecnologia remodela agronegócio e transforma perfil da mão de obra no campo

    Aquiles Emir10 de março de 202503 Mins Read
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    Aumenta demanda por profissionais qualificados

    O agronegócio brasileiro segue em crescimento acelerado, registrando recordes consecutivos no número de trabalhadores. Em 2023, o setor empregava 28,3 milhões de pessoas, número que subiu para 28,4 milhões até o terceiro trimestre de 2024 — um aumento de 1,9% (aproximadamente 533 mil pessoas) em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).  

    Esse avanço está fortemente ligado à expansão do contingente de pessoas nas agroindústrias, com avanço de 6,7% em relação ao terceiro trimestre de 2023, e nos agrosserviços  (6,3%). No entanto, apesar da ampliação da força de trabalho, o setor enfrenta um desafio crítico: a escassez de profissionais qualificados para o uso de tecnologias visando o aumento de produtividade e maior sustentabilidade do setor. Segundo projeções da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), até 2032 o Brasil poderá ter um déficit de 148,7 mil profissionais especializados em agricultura digital.   

    Transformação no campo – A crescente digitalização do agronegócio está provocando uma transformação profunda no setor. Para Maria Fernanda Lopes de Freitas, professora e coordenadora da Graduação 4D em AgroDigital  da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), a modernização do campo está sendo impulsionada por uma série de inovações tecnológicas, como sensores, dispositivos IoT (Internet das Coisas), análise de dados, automação e softwares especializados. Essas ferramentas não apenas aumentam a eficiência, a produtividade e a sustentabilidade da produção agrícola, mas também redefinem as competências exigidas dos profissionais do setor.  

    “A falta de profissionais qualificados pode comprometer a eficiência operacional das propriedades. O avanço tecnológico não só reduz a necessidade de trabalho físico intenso, o que aumenta a qualidade de vida das agricultoras e dos agricultores, mas também exige novas habilidades, como a integração de tecnologias e softwares nos processos produtivos, além de competências valiosas neste novo cenário agrícola, como interpretação de dados, pensamento crítico e a busca pela sustentabilidade”, destaca Maria Fernanda.  

    A falta de mão de obra especializada já afeta a produtividade em diversas regiões. Profissões como analista de dados agropecuários, operador de máquinas agrícolas e  drones estão entre as mais demandadas, conforme alerta a CNA. A modernização do campo exige trabalhadores capacitados para integrar e manejar tecnologias, interpretar dados e otimizar processos. Esse cenário é reforçado por uma pesquisa do Sebrae, realizada em parceria com a Embrapa e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que aponta que 84% dos agricultores já utilizam alguma tecnologia no campo. 
     
    Novo perfil profissional no agronegócio – Além da necessidade de qualificação, o perfil dos trabalhadores do agronegócio também está evoluindo. De acordo com pesquisadores do Cepea/CNA, o aumento na população ocupada no agronegócio no terceiro trimestre de 2024 tem sido impulsionado tanto por trabalhadores com e sem carteira assinada quanto pelo aumento do nível educacional dos empregados e pela maior participação feminina na força de trabalho.

    A análise da série histórica revela uma transformação gradual, na qual trabalhadores autônomos e auxiliares familiares vêm sendo substituídos por profissionais formalmente registrados e cada vez mais especializados.  

    Nesse novo contexto, os profissionais e as profissionais com conhecimentos em agricultura digital desempenham um papel fundamental. Combinando expertise no agronegócio com habilidades tecnológicas, eles são  responsáveis por otimizar processos com o objetivo de desenvolver fazendas inteligentes e cadeias produtivas sustentáveis, sempre com foco na produtividade e eficiência operacional”, pondera a coordenadora do curso de AgroDigital. 

    Para quem deseja ingressar nesse mercado promissor, a formação em AgroDigital da Graduação 4D da PUCPR oferece capacitação especializada para atender as novas demandas do setor. Mais informações estão disponíveis na página oficial do curso: https://digital4d.pucpr.br/site/curso/agrodigital/ 

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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