Ministro do STF atendeu pedido da Polícia Federal
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou, por mais sessenta dias, o inquérito que investiga o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelos crimes de coação no curso do processo e obstrução de investigação. Na decisão proferida nesta terça-feira (08), Moraes atendeu a pedido da Polícia Federal (PF).
Também nesta terça, um novo pedido de intimação da Justiça da Flórida, nos Estados Unidos, contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes foi emitido ontem por acusações de violar leis do país americano por pedir bloqueios de perfis nas redes sociais.
Moraes é acusado de censura por empresas de mídia. As companhias Trump Media & Technology Group – ligada ao presidente dos EUA – e a plataforma de vídeos Rumble afirmam que Moraes censura conteúdos publicados nestas redes no Brasil.
Em maio deste ano, a abertura da investigação foi solicitada ao Supremo pelo procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, para apurar a suposta atuação do parlamentar para incitar o governo dos Estados Unidos a adotar medidas contra Moraes, escolhido relator do caso por também atuar no comando das ações da trama golpista e no inquérito das fake news.
Em março deste ano, em meio ao julgamento no qual Bolsonaro virou réu na trama golpista, Eduardo pediu licença de 122 dias do mandato parlamentar e foi morar nos Estados Unidos, por temer ser preso devido à suposta “perseguição política”.
Trump – Nesta segunda-feira (07), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais e criticou o seu julgamento pelo Supremo.
“Estarei assistindo muito de perto à caça às bruxas de Jair Bolsonaro, sua família e milhares de seus apoiadores”, escreveu Trump em uma rede social, pedindo ainda para que deixem Bolsonaro “em paz”.
Após a publicação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o Brasil é um país soberano e que não vai aceitar interferências externas.
(Com informações do UOL e da Agência Brasil)






