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    Home»Negócios»Produtividade do trabalho na indústria cresceu 4,5% ano passado, diz CNI
    Negócios

    Produtividade do trabalho na indústria cresceu 4,5% ano passado, diz CNI

    Aquiles Emir28 de fevereiro de 201802 Mins Read
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    A produtividade no trabalho da indústria de transformação cresceu 1,3% no quarto trimestre de 2017 frente ao trimestre imediatamente anterior e fechou o ano com um aumento de 4,5% em relação a 2016. Nos últimos dez anos, de 2007 a 2017, o indicador teve um crescimento de  8,4%, informa o estudo trimestral Produtividade na Indústria, divulgado nesta quarta-feira, 28 de fevereiro, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

    A produtividade no trabalho é o resultado da divisão do volume produzido pelas horas trabalhadas na produção. “O aumento do indicador, em 2017, reflete o crescimento de 2,2% no volume produzido e a queda no mesmo ritmo das horas trabalhadas”, explica o estudo.

    De acordo com o gerente-executivo de Pesquisas e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca, a principal razão para o aumento da produtividade em meio à crise econômica é a mudança de comportamento das empresas e dos trabalhadores. “Tanto empresas quanto trabalhadores se esforçam mais durante a crise para não perder a renda. A empresa não quer fechar e, diante da competição  mais acirrada e da queda de receita, ela reduz custos e melhora a gestão para ser mais eficiente. Os trabalhadores, por sua vez, não querem perder o emprego. Por isso, buscam ser mais produtivos para que a empresa não quebre e eles mantenham o emprego”, analisa Fonseca.

    O estudo lembra ainda que, em meio à crise, as empresas menos eficientes fecham as portas e os trabalhadores menos produtivos tendem a ser dispensados pelas empresas, que buscam reter os mais produtivos. “Com isso, cai a proporção de unidades menos produtivas no total de unidades fabris de um país. Efeito similar ocorre entre os trabalhadores”, diz o estudo.

    Agenda – Renato da Fonseca alerta que a recuperação da economia pode reduzir a pressão pela eficiência e diminuir o ritmo de aumento da produtividade. “Para manter os ganhos de produtividade é preciso aumentar os investimentos em inovação e capacitação nas empresas”, diz o economista.

    Além disso, completa Fonseca, o país precisa avançar na agenda da competitividade e na melhora do ambiente de negócios, com a redução da burocracia, a melhoria da infraestrutura, o aumento da qualidade da educação, a redução da carga tributária e dos custos dos financiamentos.

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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