Close Menu
Maranhão Hoje
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Facebook X (Twitter) Instagram WhatsApp
    Maranhão Hoje
    Assinar
    • Mundo
    • Brasil
    • Maranhão
    • Negócios
    • Poder e Política
    • Esporte
    • Outros
      • Agronegócio
      • Arte e Espetáculo
      • Blogs e colunistas
      • Ciência e Tecnologia
      • Conversa Franca
      • Comportamento
      • Eventos
      • Lançamentos
      • Maranhão Hoje TV
      • Turismo
      • Revista Maranhão Hoje
      • Variedades
      • Veículos
    Maranhão Hoje
    Home»PONTO DE VISTA»Do sertão ao faroeste: duas conquistas e o mesmo silêncio
    PONTO DE VISTA

    Do sertão ao faroeste: duas conquistas e o mesmo silêncio

    Aquiles Emir31 de outubro de 202502 Mins Read
    Compartilhar WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link
    Compartilhar
    WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link

     Os dois “Oestes” criaram seus mitos: cowboy e bandeirante

    Escritor, genealogista e autor do livro “Tavares Terra – A diáspora mineira, os Tavares Terra e José Theodoro de Souza no sertão paulista”. Formado em Direito, estudou Psicologia e Filosofia, foi coordenador jurídico da Caixa Econômica Federal e atualmente dirige uma organização social que atende pessoas com deficiência visual na região de Presidente Prudente (SP).

    HENRIQUE A. CHAGAS*

    A conquista do chamado Oeste paulista e a do Oeste americano nasceram de sonhos parecidos: fé, destino e expansão. Em ambos os lados do continente, o território “vazio” foi o argumento moral para a ocupação e a violência. O resultado foi semelhante — povos originários expulsos, rios desviados, matas arrasadas e um imaginário nacional construído sobre o mito da conquista. 

    A partir de 1850, o interior de São Paulo tornou-se palco daquilo que o Império chamava de “civilização do sertão”. O fim das sesmarias e a Lei de Terras abriram caminho para o domínio. A espada dos bugreiros, a catequese dos capuchinhos e a caneta dos cartórios e os grileiros completaram o trabalho. Os Botocudos e Caiuás, como os Sioux ou os Cheyenne, foram retratados como obstáculos à modernidade. 

    Nos Estados Unidos, a doutrina do Destino Manifesto justificava: o direito divino de ocupar e explorar. No Brasil, a retórica era outra, mas a lógica, a mesma — uma missão civilizadora, movida por lucro, medo e fé. Os dois “Oestes” criaram seus próprios mitos fundadores: o cowboy e o bandeirante. Ambos inventaram heróis para encobrir suas sombras. 

    A série Yellowstone, fenômeno global, revisita esse imaginário com rara franqueza. Mostra que a fronteira nunca acabou: ela apenas mudou de rosto. Os conflitos por terra, água e pertencimento continuam, agora entre empresários, povos nativos e o próprio Estado.  

    No Brasil, o Oeste Paulista vive uma versão silenciosa do mesmo enredo. A monocultura substituiu a mata; o agronegócio, o coronel; e o progresso, a promessa. Mas as feridas permanecem. O sertão ainda arde sob o asfalto, e o país, como os Dutton de Yellowstone, continua lutando para sustentar uma ideia de posse que o próprio tempo já desmente. 

    Entre o faroeste e o sertão, há menos distância do que parece. Ambos nasceram da crença de que conquistar é o mesmo que existir — e ambos ainda buscam, no fundo, a coragem de devolver a terra à sua própria verdade. 

    FIEMA
    Previous ArticleParabólica digital chega a mais cidades do Maranhão pelo Brasil Antenado
    Next Article Marca chinesa desenvolve motor a combustão antes impensável
    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

    Você pode gostar

    PONTO DE VISTA

    STF: entre a confiança pessoal e a independência institucional

    29 de abril de 2026
    PONTO DE VISTA

    Páscoa pede compromisso e ação

    5 de abril de 2026
    PONTO DE VISTA

    Quando os juros vão ser baixos no Brasil?

    26 de março de 2026
    Add A Comment
    Leave A Reply Cancel Reply

    Demonstre sua humanidade: 0   +   3   =  

    Conversa Franca – Aquiles Emir

    Difícil entender as pesquisas eleitorais: em Pernambuco, maioria da população aprova administração de Raquel Lira e diz que governadora merece um segundo mandato, mas João Campo, ex-prefeito do Recife, é quem lidera pesquisa para o Governo do Estado.

    Compartilhar
    Compartilhe este vídeo:
    Eleições 2026

    Na sua opinião para onde deve ir o prefeito Eduardo Braide?

    • Últimas notícias
    • Revista Maranhão Hoje


    O Corrida de Corpus Christi será realizada neste domingo na Avenida Litorânea em São Luís

    2 de maio de 2026


    Hilton Gonçalo cumpre extensa agenda de pré-campanha rumo ao Senado no Dia do Trabalhador

    2 de maio de 2026


    Com apoio do Sebrae, pequenos negócios ganham espaço na cadeia da BRK no Maranhão

    2 de maio de 2026

    Cirurgia no ombro de Jair Bolsonaro ocorreu sem intercorrências, diz equipe médica

    2 de maio de 2026


    Carlos Brandão entrega 85 novas viaturas e equipamentos para reforçar a Segurança Pública

    2 de maio de 2026

    MARANHÃO HOJE – ED. 129 JANEIRO 2024

    6 de fevereiro de 2024

    MARANHÃO HOJE – ED. 128 DEZEMBRO 2023

    30 de dezembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 127 NOVEMBRO 2023

    7 de dezembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 126 OUTUBRO 2023

    2 de novembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 125 SETEMBRO 2023

    29 de setembro de 2023
    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest
    Maranhão Hoje © 2017-2026 . Desenhado por Os Orcas.

    Política de Privacidade / Termos de Uso

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.