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    Home»Negócios»Maior produtor de biocombustível do Norte e Nordeste, mas com o menor consumo per capita de etanol do país
    Negócios


    Maior produtor de biocombustível do Norte e Nordeste, mas com o menor consumo per capita de etanol do país

    Aquiles Emir3 de junho de 202603 Mins Read
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    Aumentar demanda ajuda a desenvolver região
    O Maranhão tem a liderança na produção de etanol no Norte e Nordeste. O avanço elevou o estado da sétima para a primeira posição regional e decorre da instalação e ampliação de plantas industriais nos últimos anos. Apesar dessa posição, de acordo com o Sindicato das Indústrias de Cana, Açúcar e Álcool do Maranhão e Pará (Sindicanálcool), o estado ainda tem o menor consumo per capita do combustível do país.
    Além da produção do biocombustível à base de cana-de-açúcar, o estado incorporou o milho à cadeia produtiva do etanol em Balsas. Segundo Milton Campelo, presidente do Sindicanálcool, a instalação da Inpasa naquele município impulsionou a economia local ao gerar novas empresas, ampliar a produção agrícola e abrir canais para negócios relacionados, como a fabricação de óleo e o fornecimento de DDG, insumo para alimentação animal.
    Com isso, Balsas já tem o terceiro maior Produto Interno Bruto (PIB) do estado e tende a subir para a segunda posição. As demais usinas do estado são: Alternativa, em Tuntum; Itapecuru Bioenergia, em Aldeias Altas; Maity Bioenergia, em Campestre do Maranhão; e a Agro Serra, em São Raimundo das Mangabeiras.

    Rastreabilidade – No campo ambiental, o setor de etanol no Maranhão adota práticas de rastreabilidade que permitem identificar a origem da matéria-prima. Milton informou que a produção não registra desmatamento desde 2018 e que o setor também comercializa na Bolsa de Valores títulos de descarbonização, os CBIOs (Certificados de Descarbonização), autorizados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que atestam o cumprimento de requisitos ambientais e de redução de emissões.

    A infraestrutura logística permanece como o principal desafio para consolidar o crescimento do setor. O estado reúne a produção de uma vasta área conhecida como Matopiba, que inclui sul do Maranhão, sul do Piauí, oeste da Bahia e Tocantins, mas enfrenta limitações de transporte. Para ampliar a capacidade logística, Milton apontou a necessidade de duplicação da rodovia entre São Luís e Balsas, investimentos em ferrovias e maior aproveitamento das hidrovias do Parnaíba e do Tocantins.

    Ele mencionou o projeto de ligação ferroviária entre Porto Franco e Balsas, com conexão ao Porto do Itaqui, e classificou o avanço do empreendimento como essencial para reduzir custos e ampliar a produção destinada ao mercado interno e ao exterior.

    Milton fez um apelo ao consumidor maranhense: “Consuma etanol”. Ele lembrou que o estado já vende parte da produção fora do país, mas mantém o menor consumo per capita de etanol no Brasil. O setor, segundo o presidente, precisa de maior demanda local para consolidar a cadeia produtiva e maximizar efeitos econômicos nas regiões onde as plantas industriais se instalam.

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    Aquiles Emir

      Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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