Rastreabilidade – No campo ambiental, o setor de etanol no Maranhão adota práticas de rastreabilidade que permitem identificar a origem da matéria-prima. Milton informou que a produção não registra desmatamento desde 2018 e que o setor também comercializa na Bolsa de Valores títulos de descarbonização, os CBIOs (Certificados de Descarbonização), autorizados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que atestam o cumprimento de requisitos ambientais e de redução de emissões.
A infraestrutura logística permanece como o principal desafio para consolidar o crescimento do setor. O estado reúne a produção de uma vasta área conhecida como Matopiba, que inclui sul do Maranhão, sul do Piauí, oeste da Bahia e Tocantins, mas enfrenta limitações de transporte. Para ampliar a capacidade logística, Milton apontou a necessidade de duplicação da rodovia entre São Luís e Balsas, investimentos em ferrovias e maior aproveitamento das hidrovias do Parnaíba e do Tocantins.
Ele mencionou o projeto de ligação ferroviária entre Porto Franco e Balsas, com conexão ao Porto do Itaqui, e classificou o avanço do empreendimento como essencial para reduzir custos e ampliar a produção destinada ao mercado interno e ao exterior.
Milton fez um apelo ao consumidor maranhense: “Consuma etanol”. Ele lembrou que o estado já vende parte da produção fora do país, mas mantém o menor consumo per capita de etanol no Brasil. O setor, segundo o presidente, precisa de maior demanda local para consolidar a cadeia produtiva e maximizar efeitos econômicos nas regiões onde as plantas industriais se instalam.




