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    Home»Brasil»Dinheiro recebido por ONGs do Fundo Amazônia não beneficia as mulheres que quebram babaçu
    Brasil

    Dinheiro recebido por ONGs do Fundo Amazônia não beneficia as mulheres que quebram babaçu

    Aquiles Emir3 de setembro de 201902 Mins Read
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    AQUILES EMIR

    O site Diário do Poder, editado pelo jornalista Cláudio Humberto, traz, nesta terça-feira (03), mais uma grave denúncia sobre dinheiro do Fundo Amazônia recebido por ONGs brasileiras sem que tenha chegado ao seu real destino e tenha beneficiado quem realmente precisa de ajuda. De acordo com a nova denúncia, uma auditoria sobre o uso desses recursos constatou que R$ 9,2 milhões que seriam para melhorar a qualidade de vida de mulheres e crianças que sobrevivem da quebra do coco babaçu tiveram outro destino.

    Desde sábado (31 de agosto), Cláudio Humberto, cuja coluna é publicada diariamente pelo Jornal Pequeno, vem revelando esquisitices nas contas de ONGs que recebem dinheiro do Fundo Amazônia, apontando como principais beneficiários desses recursos não o meio ambiente, muitos menos os povos das florestas, mas os próprios dirigentes das organizações não governamentais.

    No que se refere à “assistência” a quebradeiras de coco, uma das atividades extrativistas mais tradicionais do Maranhão, o site informa que a Associação do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), que estaria inadimplente, não comprovou o trabalhou que realizaria para erradicar o trabalho infantil, já que nas comunidades extrativistas, crianças começam a carregar e a quebrar babaçu desde os 6 anos.

    Outra ação da entidade seria levar às casas dessas mulheres água encanada, luz elétrica, vasos sanitários e pôr fim ao “banho de cuia”, mas “seis meses depois da liberação da primeira parcela, de R$ 1,5 milhão, as mulheres continuam sem sentir qualquer mudança na sua precária situação de vida.

    Amazônia – De acordo com Cláudio Humberto, uma auditoria em 18 contratos constatou um repasse de R$ 252,2 milhões, sem que haja comprovação correta da aplicação desse dinheiro. Ele cita como exemplo o repasse de R$ 14,2 milhões para a ONG Imazon, dos quais R$ 12,4 milhões foram gastos pelos próprios dirigentes da instituição, sendo que só consultoria foram R$ 3,7 milhões.

    A Imazon teria faturado, em três contratos R$ 36,6 milhões, sendo que R$ 9,7 milhões foram aplicados em ações para contribuir na “mobilização de atores locais”.

    Um outro repasse, de R$ 11,6 milhões, teve como destinatárioas as organizações não governamentais IBAM, IPAM e TNT Brasil, sem que estas tenham prestado contas sobre a aplicação do dinheiro.

    (Com informações do DP)

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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