O setor agropecuário foi o principal responsável pelo aumento de 5,3% no Produto Interno Bruto (PIB) do Maranhão em 2017, segundo estudo divulgado nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O setor primário respondeu com 37,7% e Serviço com 4,1%, enquanto a indústria decresceu 3,5%.
De acordo com o IBGE, em 10 das 18 Unidades da Federação com variação em volume do PIB superior à do Brasil, o desempenho da Agropecuária foi determinante, especialmente da Agricultura, inclusive apoio à agricultura e à pós-colheita, que em 2016 foi afetada por condições climáticas desfavoráveis.
Assim, os quatro maiores resultados em volume (Mato Grosso, Piauí, Rondônia e Maranhão) tiveram as maiores influências da Agropecuária, sobretudo os cultivos de milho, algodão e soja, e ainda na produção de leite em Rondônia. Apenas Mato Grosso e Rondônia apresentaram crescimento em volume na Indústria (2,0% e 8,1%, respectivamente), muito influenciado pelo aumento de produção de energia elétrica das usinas Teles Pires em Mato Grosso e Santo Antônio e Jirau em Rondônia. Já Piauí e Maranhão tiveram recuos de 3,8% e 3,5% no setor industrial, respectivamente, por influência da Construção: -9,8% e -10,2%.
Já nos Serviços os quatro estados com os maiores resultados apresentaram crescimento em volume: Mato Grosso, 3,2%; Piauí, 2,0%; Rondônia, 1,6%; e Maranhão, 4,1%. O resultado de 4,9%, 3,0% e 6,2% do Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas foi determinante para Mato Grosso, Rondônia e Maranhão. Já no Piauí, a atividade de Alojamento e alimentação apresentou o maior crescimento, 10,2%.
Amazonas, na quinta posição relativa à variação em volume do PIB em 2017, teve seu resultado influenciado pelo desempenho das Indústrias de transformação (11,2%), relacionado à fabricação de equipamentos de informática, e do Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (7,5%), que representavam juntos 38,5% de sua economia em 2016.
Entre as 18 Unidades da Federação com variação em volume do PIB superior ao Brasil, as nove federações com variação em volume negativo na Indústria tiveram seus resultados fortemente influenciados pelo desempenho da Construção em 2017, acompanhando o panorama nacional.
Veja os números da participação de cada setor nas unidades federativas:
| Unidade da Federação | Valor do PIB (R$ 1 000 000) | Agropecuária | Indústria | Serviços |
| Mato Grosso | 126 805 | 45,2 | 2,0 | 3,2 |
| Piauí | 45 359 | 130,3 | -3,8 | 2,0 |
| Rondônia | 43 506 | 19,6 | 8,1 | 1,6 |
| Maranhão | 89 524 | 37,7 | -3,5 | 4,1 |
| Amazonas | 93 204 | -3,0 | 7,5 | 4,3 |
| Mato Grosso do Sul | 96 372 | 25,0 | 1,5 | 0,0 |
| Santa Catarina | 277 192 | 9,5 | 1,4 | 3,9 |
| Alagoas | 52 843 | 24,7 | -6,3 | 0,9 |
| Pará | 155 195 | 7,4 | 4,4 | 1,8 |
| Tocantins | 34 102 | 26,7 | -4,0 | 0,7 |
| Roraima | 12 103 | 1,0 | -2,8 | 3,3 |
| Goiás | 191 899 | 19,2 | -0,6 | 0,9 |
| Pernambuco | 181 551 | 9,2 | 1,4 | 1,4 |
| Paraná | 421 375 | 12,0 | -0,2 | 1,3 |
| Rio Grande do Sul | 423 151 | 11,4 | -1,8 | 1,6 |
| Amapá | 15 480 | 2,0 | 4,9 | 1,2 |
| Minas Gerais | 576 199 | 1,5 | 0,5 | 1,9 |
| Ceará | 147 890 | 32,5 | -2,8 | 0,7 |
| Unidades com superiores à do Brasil | 2 983 751 | 17,2 | 0,5 | 1,9 |
| Brasil | 6 583 319 | 14,2 | -0,5 | 0,8 |
| Unidades com variações inferiores à do Brasil | 3 599 568 | 3,3 | -1,5 | 0,0 |
| Rio Grande do Norte | 64 295 | 9,5 | -6,2 | 1,8 |
| Espírito Santo | 113 352 | 12,0 | -0,3 | -0,2 |
| Distrito Federal | 244 683 | 20,3 | -8,5 | 0,7 |
| São Paulo | 2 119 854 | -0,9 | -0,3 | 0,2 |
| Acre | 14 271 | -10,5 | -6,7 | 2,4 |
| Bahia | 268 661 | 7,1 | -2,9 | 0,2 |
| Paraíba | 62 387 | 8,9 | -4,5 | 0,5 |
| Sergipe | 40 704 | 31,3 | -11,7 | -0,3 |
| Rio de Janeiro | 671 362 | -2,0 | -3,1 | -1,5 |




