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    Home»Negócios»Após dois anos de quedas consecutivas, PIB do Maranhão cresce 5,3% em 2017, segundo IBGE
    Negócios

    Após dois anos de quedas consecutivas, PIB do Maranhão cresce 5,3% em 2017, segundo IBGE

    Aquiles Emir14 de novembro de 201905 Mins Read
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    Após dois anos de quedas consecutivas – 2015 (-4,1) e 2016 (-5,6) – o Maranhão voltou a registrar aumento no seu Produto Interno Bruto (PIB). Segundo números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a variação em 2017 foi de 5,3% (a quarta maior do país), o que dá ao estado uma participação de 1,4% no PIB nacional.

    Rio de Janeiro, Sergipe e Paraíba foram os únicos estados com queda no Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 e acumularam o terceiro ano seguido negativo, de acordo com o Sistema de Contas Regionais, divulgado hoje (14) pelo IBGE. Na semana passada, o instituto revisou o PIB nacional de 1,1% para 1,3%.

    Os resultados dos três estados são explicados de formas diferentes. O Rio de Janeiro, com recuo de 1,6%, foi o único estado com recuo na Agropecuária (-2,0%), na Indústria (-3,1%) e nos Serviços (-1,5%).

    “No Rio, a queda em volume está ancorada nas atividades de construção civil e de comércio e serviços de informação e comunicação. Temos que lembrar que em 2016 houve Olimpíadas, então a base de comparação é elevada. Isso também corrobora para essa queda”, explicou a gerente de Contas Regionais do IBGE, Alessandra Poça.

    As variações negativas do PIB de Sergipe (-1,1%) e da Paraíba (-0,1%) são explicadas pela retração da Indústria, também puxada pelo setor da Construção. “Sergipe tem uma influência direta da atividade de eletricidade, em que pese que a usina de Xingó reduziu a produção em 2017, por causa da redução da vazão. Na Paraíba, a explicação está na atividade nas indústrias de transformação”, afirmou Alessandra.

    Entre as demais 24 unidades da federação, a alta de 2017 é a primeira após dois anos de quedas seguidos, com exceção de Roraima e Distrito Federal, que não tiveram variações negativas em 2016.

    Seção 2 – PIB pela ótica da produção
    Subseção 2.1: Variações em volume
    Unidades da Federação PIB Variação em volume do Valor Adicionado Bruto (%)
    Valor  (R$ 1 000 000) Participação (%) Posição da variação
    em volume
    Variação em volume (%) Total Agropecuária Indústria Serviços
    Mato Grosso 126.805 1,9 1º 12,1 12,5 45,2 2,0 3,2
    Piauí 45.359 0,7 2º 7,7 7,8 130,3 -3,8 2,0
    Rondônia 43.506 0,7 3º 5,4 5,3 19,6 8,1 1,6
    Maranhão 89.524 1,4 4º 5,3 5,4 37,7 -3,5 4,1
    Amazonas 93.204 1,4 5º 5,2 4,9 -3,0 7,5 4,3
    Mato Grosso do Sul 96.372 1,5 6º 4,9 5,2 25,0 1,5 0,0
    Santa Catarina 277.192 4,2 7º 4,0 3,6 9,5 1,4 3,9
    Alagoas 52.843 0,8 8º 3,3 3,6 24,7 -6,3 0,9
    Pará 155.195 2,4 9º 3,2 3,2 7,4 4,4 1,8
    Tocantins 34.102 0,5 10º 3,1 3,3 26,7 -4,0 0,7
    Roraima 12.103 0,2 11º 2,4 2,6 1,0 -2,8 3,3
    Goiás 191.899 2,9 12º 2,3 2,8 19,2 -0,6 0,9
    Pernambuco 181.551 2,8 13º 2,1 1,7 9,2 1,4 1,4
    Paraná 421.375 6,4 14º 2,0 2,0 12,0 -0,2 1,3
    Rio Grande do Sul 423.151 6,4 15º 1,8 1,8 11,4 -1,8 1,6
    Amapá 15.480 0,2 16º 1,7 1,6 2,0 4,9 1,2
    Minas Gerais 576.199 8,8 17º 1,7 1,5 1,5 0,5 1,9
    Ceará 147.890 2,2 18º 1,5 1,5 32,5 -2,8 0,7
    Unidades com superiores à do Brasil 2.983.751 45,3   3,1 3,0 17,2 0,5 1,9
    Brasil 6.583.319     1,3 1,3 14,2 -0,5 0,8
    Unidades com variações inferiores à do Brasil 3.599.568 54,7 -0,1 -0,2 3,3 -1,5 0,0
    Rio Grande do Norte 64.295 1,0 19º 0,5 0,5 9,5 -6,2 1,8
    Espírito Santo 113.352 1,7 20º 0,5 0,4 12,0 -0,3 -0,2
    Distrito Federal 244.683 3,7 21º 0,3 0,4 20,3 -8,5 0,7
    São Paulo 2.119.854 32,2 22º 0,3 0,1 -0,9 -0,3 0,2
    Acre 14.271 0,2 23º 0,2 0,1 -10,5 -6,7 2,4
    Bahia 268.661 4,1 24º 0,0 0,0 7,1 -2,9 0,2
    Paraíba 62.387 0,9 25º -0,1 0,0 8,9 -4,5 0,5
    Sergipe 40.704 0,6 26º -1,1 -1,0 31,3 -11,7 -0,3
    Rio de Janeiro 671.362 10,2 27º -1,6 -1,8 -2,0 -3,1 -1,5
    Fonte: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência

     

    Em São Paulo, estado com a maior economia do Brasil, o PIB variou 0,3%, com influência dos resultados negativos da Construção (-8,5%), Atividade financeira, seguros e serviços relacionados (-3,3%) e Serviços de Informação e comunicação (-1,4%).

    Os resultados na Construção seguiram o panorama nacional (-9,2%) e o estado acumulou queda de 23,4% desde 2014. A queda em volume na atividade financeira está vinculada à diminuição nas operações de crédito pelo segundo ano consecutivo e também à redução da taxa Selic. São Paulo é responsável por mais de 50% da atividade financeira do país.

    São Paulo perde participação – As regiões Sudeste e Centro-Oeste perderam participação no PIB nacional entre 2016 e 2017, uma consequência das perdas de participação de São Paulo (-0,3 ponto percentual), e do Mato Grosso (-0,1 p.p.) e Distrito Federal (-0,1 p.p.).

    A perda na participação de São Paulo é explicada principalmente pela Atividade Financeira, seguro e serviços relacionados, por causa da sua redução nas operações de crédito e de depósitos no Brasil.

    Outro setor que influenciou a queda na participação foi o da Construção. “São Paulo é responsável por 30% da atividade brasileira. Então quando a gente observa a atividade da construção no Brasil, ela já perde 0,8 ponto percentual em relação a 2016. E a participação de São Paulo se mantém, entre 2016 e 2017. Então com isso a economia vai perder participação no total do PIB do país”, afirmou.

    PIB per capita – Em 2017 o Distrito Federal se manteve como o maior PIB per capita do Brasil, com o valor de R$ 80.502, cerca de 2,5 vezes maior que o brasileiro. Depois do Distrito Federal, os maiores PIB per capita foram São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Paraná, enquanto Maranhão e Piauí foram os menores. Desde o início da série analisada, em 2002, esses dois estados se alternam nas últimas posições do ranking.

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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