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    Home»Poder e Política»Ministros do Supremo elevam tom do discurso político para condenarem ameaças ao Judiciário
    Poder e Política

    Ministros do Supremo elevam tom do discurso político para condenarem ameaças ao Judiciário

    Aquiles Emir16 de junho de 202014 Mins Read
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    Celso de Mello e Carmen Lúcia fazem discurso contra o que chamam de ameaça ao Supremo
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    Na abertura da sessão desta terça-feira (16) da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), a presidente do colegiado, ministra Cármen Lúcia, expressou preocupação com o cenário que se está buscando construir no palco das relações sócio-políticas do país. Segundo ela, esse cenário nada tem de eventual e espontâneo, pois é instigado e incentivado por poucos cidadãos que se negam a acatar os valores de humanidade, de respeito individual, social e institucional e que “parecem não se preocupar em dificultar a convivência democrática”

    Para a ministra, é inaceitável que a experiência de liberdade obtida com a promulgação da Constituição de 1988, consolidada ao longo de três décadas, seja ameaçada pela ação de pessoas descomprometidas com o Brasil, com os princípios democráticos e com os objetivos da República. “Que não se cogite que a ação de uns poucos conduzirá a resultado diferente do que é a convivência democrática; que não se cogite que se instalará algum temor ou fraqueza nos integrantes da magistratura brasileira”, avisou.

    A ministra ressaltou que, na qualidade de servidores públicos aos quais a Constituição atribuiu o papel de zelar pelo Estado de Direito, os ministros do Supremo atuam com tranquilidade, mas principalmente com coragem e dignidade, para honrar a Carta Magna e garantir sua aplicação a todos e por todos.

    “Atentados contra instituições, contra juízes e contra cidadãos que pensam diferente voltam-se contra todos, contra o país”, disse Cármen Lúcia. Segundo ela, não se pode duvidar que o Supremo continuará presente e atuante, cumprindo compromissos institucionais com a República.

    “O Supremo Tribunal Federal tem um passado a ser reverenciado, e o cidadão brasileiro tem um futuro a ser assegurado, futuro que tem garantia democrática na Constituição”, asseverou.

    O ministro Edson Fachin subscreveu as palavras da presidente da Turma e disse que a ministra Cármen Lúcia captou “a necessidade imprescindível que temos de sair da crise sem sair da democracia”.

    Para o ministro Celso de Mello, é “inconcebível” que ainda sobreviva, no íntimo do aparelho de Estado brasileiro, um resíduo de forte autoritarismo que cogita desrespeitar decisões judiciais.

    “Esse discurso não é próprio de um estadista comprometido com o respeito e com a ordem democrática e que se submete ao império da Constituição e das leis da República”, disse o decano. Segundo ele, é preciso resistir com as armas legítimas da Constituição e das leis do Estado brasileiro, porque, sem juízes independentes, jamais haverá cidadãos livres.

    Leia a íntegra da manifestação do ministro Celso de Mello:

    Antes de mais nada, eminente Ministra Cármen Lúcia, acompanho, integralmente, as sábias palavras e a correta advertência manifestadas por Vossa Excelência no início desta sessão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal! É inconcebível e surpreendente, Senhora Presidente, que ainda subsista, na intimidade do aparelho de Estado, um inaceitável resíduo autoritário que insiste, de modo atrevido, em dizer que poderá desrespeitar o cumprimento de ordens judiciais, independentemente de valer-se, como cabe a qualquer cidadão, do sistema recursal previsto pela legislação processual!

    Esse discurso jamais será de um estadista, pois estadistas respeitam a ordem democrática e submetem-se, incondicionalmente, ao império da Constituição e das leis da República!!! É essencial relembrar as lições da história cuja advertência é implacável, como assinalava o saudoso Ministro Aliomar Baleeiro em manifestação que, em livre reprodução, lembrava ao nosso país que, enquanto houver cidadãos dispostos a submeter-se ao arbítrio, sempre haverá vocação de ditadores!

    É preciso resistir com as armas legítimas da Constituição e das leis da República e reconhecer, na independência e na firmeza de atuação da Suprema Corte, como afirmava o eminente Ministro Aliomar Baleeeiro, a condição de “sentinela das liberdades”!!! Sem juízes independentes, Senhora Presidente e Senhores Ministros, jamais haverá cidadãos livres!!!!

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    Aquiles Emir

      Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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      View 1 Comment

      1 comentário

      1. Gutemberg. Pacheco Lopes on 17 de junho de 2020 09:02

        Explode pandemia sodomia no Brasil

        Reply
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      Demonstre sua humanidade: 9   +   7   =  

      Conversa Franca – Aquiles Emir

      Em períodos de campanha eleitoral, as famílias das áreas nobres nas grandes invejam as comunidades periféricas, pois todas as atenções se voltam para elas, mas isto é só até contagem dos votos, partir de quando as prioridades se invertem.

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