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    Home»Negócios»Taxa de desocupação atinge 14 milhões de pessoas no mês de novembro, segundo o IBGE
    Negócios

    Taxa de desocupação atinge 14 milhões de pessoas no mês de novembro, segundo o IBGE

    Aquiles Emir23 de dezembro de 202003 Mins Read
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    A população ocupada subiu para 84,7 milhões, um aumento de 0,6% em relação a outubro

    Em novembro, a taxa de desocupação, medida pela PNAD COVID19, chegou a 14,2%, a maior da série histórica da pesquisa, iniciada em maio. Isso corresponde a 14,0 milhões de pessoas sem trabalho no país, em outubro foram 13,8 milhões. Os dados são da última edição da PNAD COVID19, divulgada nesta quarta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geográfica e Estatística e Estatística (IBGE).

    “Esse aumento da população desocupada ocorreu, principalmente, na região Nordeste. Nas demais regiões ficou estável, sendo que no Sul houve queda na desocupação”, disse Maria Lucia, destacando que desde maio, esse contingente aumentou 38,6%.

    Já a população ocupada subiu para 84,7 milhões, aumento de 0,6% em relação a outubro (84,1 milhões), e, pela primeira vez desde o início da pesquisa, apresentou contingente superior ao de maio (84,4 milhões). O nível de ocupação ficou em 49,6%, ou seja, menos da metade da população em idade para trabalhar estava ocupada.

    Com isso, houve aumento na força de trabalho, que corresponde à soma da população ocupada e a desocupada, totalizando 98,7 milhões de pessoas. A população fora da força reduziu para 72,0 milhões.

    “A população ocupada se aproximou do patamar de março, apesar da taxa de desocupação maior. Isso porque temos mais pessoas pressionando o mercado de trabalho em busca de uma ocupação. Esses números refletem a flexibilização das medidas de distanciamento social, com mais pessoas mês a mês deixando de estar fora da força de trabalho”, afirmou Maria Lucia.

    Em novembro, a taxa de informalidade ficou em 34,5%, a mesma do mês anterior, o que corresponde a 29,2 milhões de pessoas. Norte e a Nordeste seguem com as maiores taxas de informalidade, 49,6% e 45,2%, respectivamente.

    Houve redução de 853 mil pessoas no contingente daqueles que gostariam de trabalhar e não procuraram trabalho devido à pandemia ou por falta de vaga na localidade em que vivem (13,6 milhões).

    Das 84,7 milhões de pessoas ocupadas, 2,1 milhões ainda estavam afastadas do trabalho devido ao distanciamento social em novembro. Esse é o menor contingente da série. Em maio, 15,7 milhões estavam afastadas do trabalho por esse motivo.

    O número de pessoas que estavam trabalhando de forma remota também continuou reduzindo, chegando a 7,3 milhões. “O indicador está em queda mais acentuada desde setembro, acumulando uma redução de 15,8% no número de pessoas em trabalho remoto desde o início da pesquisa, em maio”, acrescentou Maria Lucia.

    Auxílio Emergencial –

    pesquisa também mostra que em 41,0% domicílios ao menos um morador recebeu algum auxílio do governo para enfrentar a pandemia em novembro. No mês anterior, esse percentual foi de 42,2%. Foram atendidos cerca de 28,1 milhões de domicílios em novembro frente aos 29,0 milhões de outubro. O valor médio do benefício recebido pela população foi de R$ 558 por domicílio.

    “Esse percentual reduziu em todas as grandes regiões e na maioria dos estados”, disse Maria Lucia, detalhando que as regiões que têm mais domicílios com pessoas recebendo auxílio continuaram sendo Norte (57,0%) e Nordeste (55,3%). Entre os estados, o Amapá (70,1%) foi o com maior proporção, seguido do Pará (61,1%) e Maranhão (60,2%).

    Entre os tipos de auxílio abordados pela pesquisa, estão o emergencial, destinado a trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados, e a complementação do Governo Federal pelo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda.

    (Agência de Notícias do IBGE)

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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