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    Home»Negócios»Fiema avalia como positivo resultado do leilão que transferiu aeroportos para iniciativa privada
    Negócios

    Fiema avalia como positivo resultado do leilão que transferiu aeroportos para iniciativa privada

    Aquiles Emir7 de abril de 202103 Mins Read
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    Leilão demonstra atratividade da infraestrutura do país

    A Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) consideram um sucesso o resultado do leilão realizado nesta quarta-feira (7), na Bolsa de Valores de São Paulo, no qual foram concedidas para a iniciativa privada as administrações de 22 aeroportos brasileiros, entre os quais os aeroportos de São Luís e de Imperatriz. As entidades avaliam que o amplo interesse de empresas e consórcios nacionais e estrangeiros pelo edital demonstra o resultado positivo das concessões aeroportuárias já realizadas no Brasil.

    Apesar da crise atual e da queda da movimentação de passageiros em razão da pandemia, os contratos de 30 anos dão a segurança necessária para o investidor. O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, destaca que as concessões na área de infraestrutura são fundamentais para a geração de empregos e a recuperação econômica do país.

    “Os investimentos em infraestrutura, por meio de concessões, geram significativos impactos positivos na competitividade da indústria e no desenvolvimento econômico. Empreendimentos da iniciativa privada são o principal caminho para reverter o elevado déficit em infraestrutura que temos hoje no país”, afirma Robson Andrade.

    “A inclusão dos aeroportos de São Luís e Imperatriz no bloco Central das concessões abre a perspectiva de uma rápida e desejada ampliação e modernização dessas unidades, o que, certamente, ampliará o fluxo de passageiros, permitindo, ao mesmo tempo, maiores conexões do Maranhão com outros territórios nacionais e, principalmente, internacionais, gerando impactos positivos na competitividade econômica e no desenvolvimento”, enfatiza o presidente da FIEMA, Edilson Baldez das Neves.

    • Leia mais
    • Grupo CCR arremata o leilão do Bloco Norte e fica com os aeroportos Hugo da Cunha Machado, de São Luís, e Renato Cortez Moreira, de Imperatriz. 

    Atualmente, a iniciativa privada já opera outros 22 aeroportos, que respondem por 66% da movimentação total de passageiros no país. Com o leilão desses três novos blocos, essa parcela deve subir para 78% de transporte de passageiros nos aeroportos nacionais. Ficará faltando ainda as concessões de Congonhas (São Paulo) e Santos Dumont (Rio de Janeiro), dois dos principais aeroportos do país, que devem ser licitados no ano que vem.

    Resultados dos leilões  – O Grupo CCR arrematou os blocos regionais Sul e Central (que inclui os aeroportos maranhenses), e a Vinci Airports ficou com o bloco Norte. Os valores pagos pelas outorgas dos três blocos, que somam R$ 3,3 bilhões e os investimentos previstos são de mais de R$ 6 bilhões nas próximas três décadas, são sinais claros da atratividade da infraestrutura brasileira. Cada bloco possui um aeroporto âncora sediado em cidades de maior demanda – Curitiba, Goiânia e Manaus. O modelo foi feito para viabilizar a aquisição dos terminais de menor movimentação.

    O bloco da região Sul é formado por nove terminais: Curitiba, Bacacheri, Foz do Iguaçu e Londrina (PR), Navegantes e Joinville (SC); e Pelotas, Uruguaiana e Bagé (RS). Já o bloco do Norte tem Manaus, Tabatinga e Tefé (AM); Porto Velho (RO); Boa Vista (RR); e Rio Branco e Cruzeiro do Sul (AC). O bloco Central, por sua vez, inclui os aeroportos de Goiânia (GO); Palmas (TO); São Luís e Imperatriz (MA); Teresina (PI) e Petrolina (PE).

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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