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    Home»Entretenimento»Empresário faz agradecimento por homenagem na ACM e analisa as eleições

    Empresário faz agradecimento por homenagem na ACM e analisa as eleições

    Aquiles Emir2 de setembro de 20180
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    De homenagem e de eleição

    CARLOS GASPAR

    Esta crônica é de agradecimento aos meus leitores, que transmito de modo resumido, dado que os espaços desta página obedecem a limites. Não fosse isso e me estenderia, contaria em detalhes a homenagem que recebi na quarta-feira passada, dia 29 último, da Associação Comercial do Maranhão. Naquela oportunidade, em noite festiva, quando a entidade completava 164 anos de fundada, me foi concedida a Medalha do Mérito João Gualberto da Costa, no grau de Comendador.

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    Assim, na dita ocasião, ao externar os meus agradecimentos, extensivos a todas as pessoas com quem convivi e ainda convivo, pessoalmente ou através dos modernos meios de comunicação, inseri trechos de discursos que pronunciei quando dirigia essa Associação a partir do meado de 1990, e que serão transcritos abaixo. Dei que as observações então feitas por mim – e nisso já se vão quase trinta anos – estão sobremodo atualizadas e foram elas uma alerta aos homens públicos do Maranhão em especial, para que não deixassem se agravar a péssima situação que, àquela altura, já atravessávamos. Lembro-me que em quase todas as ocasiões falei diretamente a governadores, deputados, senadores, candidatos e uma gama de políticos que se fizeram presentes aos eventos para os quais foram convidados.

    A seguir, parte do discurso pronunciado na noite do dia 29 último, que reuniu trechos de pronunciamentos feitos por mim, nas respectivas datas:

    Em julho de 1990, ao tomar posse como presidente desta Associação Comercial, inseri na minha primeira fala conceitual, estas palavras: “Reitero aqui […] minha convicção na importância desta instituição, de tal modo que não nos poderemos conformar em ficar à margem das decisões de governo, mormente aquelas relativas a assuntos de interesse da classe empresarial. Discutir, concordar, discordar, protestar, aplaudir, questionar e ajudar são palavras que nortearão o meu comportamento, sempre que forem colocados em jogo temas que disserem respeito aos objetivos desta Casa”.

    No ano de 1991, quando comemorávamos os 137 anos desta Associação, assim me pronunciei: “O tempo de ficarmos atrás dos balcões, passou; o tempo da passividade não mais existe; o tempo com os desacertos acabou. Na qualidade de membros da comunidade em que vivemos, somos também responsáveis pelo seu destino, e não nos faltará o empenho necessário a não permitir a continuação da caminhada rumo à degradação social. Essa degradação, que está sendo causada pelo radicalismo das doutrinas políticas obsoletas, pelo capitalismo desenfreado e pela corrupção arrasadora e revoltante.”

    No ano de 1992, em sessão solene como esta, festejava-se aniversário desta Associação, portanto vencidos hoje vinte e seis anos, neste mesmo auditório; e no pórtico do meu pronunciamento, de modo incisivo, discorri sobre o legado deixado por João Gualberto da Costa: “legado que é uma autêntica epopeia de lutas, dissabores, heroísmos, vitórias e perplexidades, edificado que foi com bravura, alcançando os dias atuais e, mais exatamente, o presente instante, em que se espera a convergência da nação para uma revisão de procedimentos, que ao longo de décadas foram desviados para os vergonhosos caminhos da fome, da miséria, da criminalidade, do analfabetismo e da corrupção desenfreada”.

    Em 1993, pelo centésimo trigésimo nono aniversário desta Corporação, em determinado trecho da minha oração fui enfático: “Os brasileiros em geral, e os maranhenses em particular, se ressentem de oportunidades de trabalho, como forma de subsistência condigna, e dos serviços básicos de educação e saúde, para poderem provar do que são capazes. Nada de esmolas. Nada de clientelismo político, prática da qual muitos se servem para conduzir a consciência já fragilizada pelo infortúnio, daqueles que não têm teto para morar, água para beber e alimento para comer”.

    Em 1994, também neste auditório, em sessão solene comemorativa dos 140 anos de fundação desta Instituição, assim me expressei: “não posso excluir o sentimento desta entidade em relação ao que se passa no Estado, para que saibam os atuais candidatos ao governo do Maranhão, se por acaso aqui estiverem, do ideário que norteia a Casa de Martinus Hoyer e do aliado que ela poderá ser de quem receber a preferência popular, no pleito que se avizinha. Entendo que é desta maneira, isto é, discutindo, sugerindo, contestando, intermediando soluções, confrontando se necessário, aplaudindo quando for o caso, que se construirá, entre os empresários lúcidos e os governantes bem intencionados, uma indestrutível aliança pelo Maranhão. É do diálogo franco e independente e não do monólogo humilhante e subserviente, que emergem as grandes ideias. Estamos todos preocupados com o dia de amanhã. Juntemos, pois, nossas forças, apertemos nossas mãos e nos abracemos no pacto de solidariedade e colaboração pelo futuro desta terra”.

    Não sou nenhum oráculo, tampouco havia recebido qualquer consulta, mas me senti, naquela altura, legitimado pelo cargo que estava ocupando, no dever de proclamar a minha revolta à maldade que os políticos estavam impondo ao país, mesmo os do Maranhão, guardadas algumas exceções. E agora, o Brasil arrasado, e inquéritos andando, na Polícia e na Justiça, eles estão aí, com a maior cara de pau, a pedir votos para mais um mandato. Já disse e repito, não voto em bandido, em assaltante, em criminoso, ainda que a justiça não se tenha pronunciado em relação a muitos nomes. Neste caso, faço a minha justiça, cumprindo o meu dever de cidadão, indo às urnas para votar em quem, a meu juízo, não é meliante, não é mentiroso, não é ladrão, não é assassino, enfim, não é criminoso. Se os eleitorados maranhense e brasileiro assim procederem, com certeza colocaremos para fora da política um bando de quadrilheiros e desagregadores da sociedade.

    Acho que com esta crônica ofereci a minha contribuição ao exercício da cidadania, sem mácula, pleno, com vistas às eleições que se aproximam.

    (Publicada em O Imparcial)

     

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    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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