Close Menu
Maranhão Hoje
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp RSS
    Maranhão Hoje
    Contato
    • Mundo
    • Brasil
    • Maranhão
    • Negócios
    • Poder e Política
    • Esporte
    • Outros
      • Agronegócio
      • Arte e Espetáculo
      • Blogs e colunistas
      • Ciência e Tecnologia
      • Conversa Franca
      • Comportamento
      • Eventos
      • Lançamentos
      • Maranhão Hoje TV
      • Turismo
      • Revista Maranhão Hoje
      • Variedades
      • Veículos
    Maranhão Hoje
    Home»Agronegócio»O agronegócio e o mercado de trabalho
    Agronegócio

    O agronegócio e o mercado de trabalho

    Aquiles Emir21 de outubro de 202404 Mins Read
    Compartilhar WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link
    Compartilhar
    WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link

    Seus números têm sido expressivos

    *Engenheiro Agrônomo, pesquisador da Embrapa e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e da Academia Brasileira de Ciências Agrárias

    DÉCIO LUIZ GAZZONI*

    Um dos desdobramentos mais desejados do crescimento da economia de um país é a melhoria quantitativa e qualitativa do mercado de trabalho. Mais empregos, melhor remunerados, diminuindo a pobreza e a desigualdade.

    O agronegócio brasileiro tem sido o grande impulsionador da economia brasileira, em especial no período de baixo crescimento – ou crescimento negativo – como verificado no passado recente. Seus números têm sido expressivos, seja em volume e valor da produção ou no superávit das exportações, razão pela qual interessa aprofundar a análise de seu impacto no mercado de trabalho.

    Entre 2013 e 2022, o PIB do Brasil cresceu, em média, 0,4% por ano, enquanto o mundo cresceu 3% e os BRICS 3,4% ao ano (bit.ly/47egNW1). Em 2012 o Brasil produziu 166 Mt de grãos (bit.ly/3tVTnqd), volume que se elevou a 300 Mt em 2024 (bit.ly/3B90XkH), um incremento de 81%. Pelo seu efeito irradiador na economia, não fora o espetacular crescimento do agronegócio, provavelmente a economia de nosso país teria amargado índices ainda mais decepcionantes

    Estudo da FGV – No período citado acima, em alguns momentos a taxa de desemprego da economia superou 10%, e o crescimento da produção agrícola não foi acompanhada por aumento correspondente na oferta de empregos.

    O Centro de Estudos do Agronegócio da FGV analisou o mercado de trabalho no agronegócio entre 2016 e 2023 (bit.ly/47gfwOu). De acordo com o estudo, em 2016 havia 14,34 milhões de pessoas ocupadas no setor e, em 2023, são 13,78 milhões, uma redução de 3,9% no período – queda de 558 mil postos de trabalho.

    O estudo desdobrou a análise, segmentando as etapas do agronegócio. Assim, dentro da porteira, a agropecuária perdeu 889,2 mil postos (-9,6%). Esses números podem ser desdobrados na redução de 583 mil postos na agricultura (-9,7%,) e de 306 mil na pecuária (-9,5%). No segmento posterior, na agroindústria, ao contrário houve geração de 331 mil vagas (6,5%), com aumento de 18,2% na área de alimentos e bebidas e de 1,1% no setor de produtos não alimentícios.

    Contradição – Verifica-se que a expansão do agronegócio no período não se fez acompanhar de acréscimo correspondente na mão-de-obra ocupada. O estudo da FGV explica as razões desses movimentos antípodas, mostrando melhoria da qualidade dos postos de trabalho dentro da porteira, vez que a redução ocorrida no período se concentrou nos postos informais de trabalho, com diminuição de 10,3% –redução de 924,3 mil postos.

    Paralelamente, ocorreu uma expansão de 6,8% nos empregos formais dentro da porteira, o que corresponde a 366,3 mil novos postos de trabalho, com estrito cumprimento da legislação trabalhista. Os pesquisadores da FGV entendem que a tendência deve se manter no futuro pois, no segundo trimestre de 2023, foi registrado o maior número de vagas formais (5,7 milhões) e a maior taxa de formalidade (41,5%), desde o início do estudo (2016).

    O mesmo fenômeno ocorreu na agroindústria, onde as vagas formais crescerem em uma maior proporção do que as informais (8,6% x 5,5%). Paralelamente, a remuneração média dos postos de trabalho no agronegócio aumentou, inclusive acima dos valores da economia brasileira. Entre 2016 e 2023, a remuneração média dos trabalhadores do agro cresceu 12,6% (em valores deflacionados), incrementando de R$ 1.793,69 para R$ 2.018,99. Para efeito de comparação, no mesmo período, a remuneração média no Brasil cresceu 4,3% (R$ 2.719,44 x R$ 2.836,40).

    Fundamentos – Os ganhos de produtividade do agronegócio brasileiro lastreiam a sua sustentabilidade (social, ambiental e econômica), ancorando sua competitividade, permitindo a manutenção e ampliação de sua participação no mercado agrícola internacional, com adoção de conceitos como o ESG. Com isso, verifica-se que a produção agrícola brasileira – lastreada em tecnologias sustentáveis – reduz, progressivamente, seu impacto ambiental.

    A preocupação social passa a integrar a cultura do agronegócio, com melhoria na educação, qualificação e produtividade dos colaboradores, ao tempo em que os avanços da agricultura 4.0 – como automação, digitalização e robotização – melhoram o ambiente de trabalho e a remuneração no setor. Porém, do ponto de vista meramente quantitativo, o corolário da automação e dos ganhos de produtividade dos colaboradores é a restrição da expansão numérica do mercado de trabalho.

    Ao invés de mais postos de trabalho, as projeções indicam que os trabalhadores dos setores do agronegócio serão mais bem qualificados, treinados e capacitados, com melhor remuneração.

    FIEMA
    Previous ArticleFeriados: hoje são os comerciários; na próxima segunda, os servidores públicos
    Next Article Varejo do Maranhão registra um aumento de 1,8% no mês setembro, de acordo com o Índice Stone
    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

    Você pode gostar

    Agronegócio


    Tecnologia em tratores para impulsionar a fruticultura na região Nordeste

    16 de junho de 2026
    Agronegócio


    Brasil registra queda de quase 21% no desmatamento em 2025, porém leitura técnica exige cautela

    16 de junho de 2026
    Agronegócio


    Circuito CNA Fiagro revela produtores de destaque no Maranhão e abre caminho para novos investimentos no campo

    13 de junho de 2026
    Add A Comment
    Leave A Reply Cancel Reply

    Demonstre sua humanidade: 8   +   2   =  

    Conversa Franca – Aquiles Emir

    Adolescente de dezesseis ou dezessete anos não pode responder pelos crimes que comete, mas pode tirar CNH para dirigir? Dois projetos em tramitação na Câmara Federal aquecem a polêmica.

    Compartilhar
    Compartilhe este vídeo:
    • Últimas notícias
    • Revista Maranhão Hoje


    Governo do Brasil anuncia reforço de R$ 140 bilhões para a Nova Indústria Brasil

    22 de junho de 2026


    Thiago Silva está de volta ao Fluminense e assinou contrato até dezembro de 2026 com o clube

    22 de junho de 2026


    PGR diz que Mendonça deve relatar pedido para investigar financiamento da Dark Horse

    22 de junho de 2026


    Anvisa libera produtos da Ypê produzidos a partir de janeiro de 2026 que havia proibido

    22 de junho de 2026


    Alexandre de Moraes vai decidir até quinta-feira se ex-presidente Jair Bolsonaro volta a cumprir pena na Papudinha

    22 de junho de 2026

    MARANHÃO HOJE – ED. 129 JANEIRO 2024

    6 de fevereiro de 2024

    MARANHÃO HOJE – ED. 128 DEZEMBRO 2023

    30 de dezembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 127 NOVEMBRO 2023

    7 de dezembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 126 OUTUBRO 2023

    2 de novembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 125 SETEMBRO 2023

    29 de setembro de 2023
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp
    Maranhão Hoje © 2017-2026 . Desenhado por Os Orcas.

    Política de Privacidade / Termos de Uso

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.