Fornecedora deve usar a capacidade no Rio Grande do Norte
A Alcoa está dando solução para um dos problemas que mais provocaram a suspensão da produção de alumínio em sua unidade do Maranhão: energia. A multinacional assinou contrato com a AES Brasil para receber 150 megawatts (MW) médios de energia renovável, pelo prazo de 15 anos, com início a partir de 2024.
A informação é do jornal Valor Econômico, que adianta vir a energia do Complexo Eólico Cajuína, instalado no estado do Rio Grande do Norte, que irá adicionar 300 MW de capacidade à sua planta a fim de atender esta demanda, mas pode recorre à fonte hídrica, visando à maior geração de valor.
De acordo com o VE, com este acordo, será possível suportar a retomada da produção de alumínio pelo Consórcio Alumar, em São Luís, atividade que está suspensa desde 2015, mas com previsão de reinício no segundo trimestre do próximo ano.
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Com este contrato, a AES abre uma nova fronteira de crescimento com o lançamento de produto focado em clientes globais. “Entregar um produto tailor made aumenta o valor percebido pelo cliente e conseguimos, assim, gerar maiores retornos para o nosso investimento”, disse a presidente da AES Brasil, Clarissa Sadock.
Segundo o jornalista Leandro Tavares, de O Estado de São Paulo, “antes, a AES Brasil já tinha feito um contrato com a Unipar, no qual é sócia em Tucano para autoprodução, assim como a BRF, sócia em Cajuína, que deve começar a construção do parque ainda neste ano e a operação em 2024. Já os contratos com a Cerbasa e a Minasligas também são de longo prazo”.
Retomada – A Alcoa anunciou em setembro o reinício da produção de alumínio no Maranhão, com capacidade de produção de 268 mil toneladas métricas de alumínio por ano na Alumar, que está suspensa desde 2015. A retomada envolverá a contratação de mais de 750 colaboradores diretos, além de gerar 1.500 empregos indiretos na região. O investimento será de cerca de R$ 400 milhões.
“Estamos entusiasmados com o trabalho que está por vir para reiniciar com segurança e eficácia a Redução da Alumar”, diz Otavio Carvalheira, vice-presidente de operações e presidente da Alcoa no Brasil.
“Agradecemos a colaboração do governo e da comunidade à medida que iniciamos esse importante processo de meses para reforçar a liderança da Alcoa e melhorar ainda mais nossa competitividade global”, acrescenta.




