Inquérito foi aberto a pedido do Tribunal Superior Eleitoral
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), associou as falas do presidente Jair Bolsonaro à mesma estratégia usada por milícias digitais apurada no inquérito das fake news, por isto abriu investigação contra ele. A medida atende a pedido feito pelo Tribunal Superior Eleitoral, que classificou como fake o discurso do presidente contra às urnas eletrônicas.
Na segunda-feira (02), o TSE aprovou de forma unânime o envio de notícia-crime contra Bolsonaro, sob alegação de vir divulgando mentiras com o objetivo de desestabilizar o processo eleitoral brasileiro. Alexandre de Moraes, que integra o TSE, inclusive foi um dos que votaram a favor.
A inclusão de Bolsonaro no inquérito se justifica live feita pelo presidente na quinta-feira da semana passada, em que prometeu apresentar provas sobre a insegurança do sistema eleitoral brasileiro, mas limitou-se a ilações desmentidas em tempo real pelo TSE. Barroso sugere apuração de possível conduta criminosa.
Para Moraes, o episódio é mais uma das ocasiões em que o presidente se posicionou de forma, em tese, criminosa e atentatória às instituições, em especial o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral.
“Observou-se, como consequência das condutas do presidente da República, o mesmo modus operandi de divulgação utilizado pela organização criminosa investigada em ambos os inquéritos, com intensas reações por meio das redes virtuais, pregando discursos de ódio e contrários às Instituições, ao Estado de Direito e à Democracia, inclusive defendendo de maneira absurda e inconstitucional a ausência de eleições em 2022”, disse.
(Com informações do Conjur)




