Tecnico espera ter Neymar no próximo jogo
O técnico Carlo Ancelotti considerou que a atuação do Brasil na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo, atendeu às expectativas. O treinador avaliou que o futebol apresentado nesta sexta-feira (19), na Filadélfia (Estados Unidos), foi melhor que no empate por 1 a 1 com Marrocos, no último sábado (13), em Nova Jersey (Estados Unidos).

“Era o que eu esperava para esse jogo. Melhorar a qualidade. Menos erros, mais controle. Acho que, a nível defensivo, foi um bom jogo. Melhoramos e vamos melhorar [mais]. Temos de aproveitar a fase de grupos para chegarmos bem ao mata-mata”, projetou Ancelotti, em entrevista coletiva após a partida.
Não quer dizer, porém, que o italiano esteja pensando na fase eliminatória do Mundial. Segundo o treinador, as atenções estão voltadas ao terceiro e último confronto do Grupo C, na próxima quarta-feira (24), às 19h (horário de Brasília), contra a Escócia, em Miami.
“Não pensamos no mata-mata, mas jogar bem contra a Escócia. [Queremos] Se possível, chegar na primeira posição [do Grupo C], que pode ser importante, então temos que nos preparar bem para esse jogo. A Escócia tem suas características e pode nos criar problemas, como criou para Marrocos [ou europeus foram derrotados por 1 a 0, em Boston, também nesta sexta]. É ter calma, tranquilidade e seguirmos trabalhando para melhorar”, afirmou.
Para o duelo contra os escoceses, Ancelotti espera ter Neymar à disposição. O atacante, em reta final de recuperação de uma lesão grau dois na panturrilha direita, sequer viajou para a Filadélfia e permaneceu em Nova Jersey dando sequência à preparação física para retornar aos gramados.
“Neymar vai treinar amanhã [sábado, dia 20], individual. Na segunda-feira [22], vai estar com a equipe e depois vai estar preparado para o jogo contra a Escócia”, garantiu o treinador.

Sonho da Copa – Há quatro anos, Matheus Cunha viveu o gosto amargo de ficar fora da lista final para a Copa do Mundo do Catar. Corta para 2026. O atacante do Manchester United (Inglaterra), logo no primeiro como titular em um Mundial, marcou dois gols e foi decisivo na vitória sobre o Haiti, por 3 a 0, na Filadélfia, que colocou o Brasil na liderança do Grupo C.

“Não estar na outra Copa, imaginar que poderia ser tão maravilhoso e estar aqui, fazendo o possível para que realmente seja. Não há nada mais gratificante do que estar realizando este sonho”, declarou Matheus Cunha, em entrevista coletiva após o jogo de sexta-feira (19).
Apesar de vestir a camisa 9, historicamente a dos grandes artilheiros da seleção brasileira, Matheus Cunha não é um centroavante, mas um atacante que joga menos fixo e ajuda a abrir espaço para os companheiros. Mesmo assim, a escolha dele para ser titular contra o Haiti foi em substituição a Igor Thiago, jogador com mais presença de área.
Curiosamente, foi o próprio Igor Thiago o primeiro a abraçar Matheus Cunha após ele abrir o placar na Filadélfia. O atacante credita isso ao ambiente construído entre os atletas.
“É um grupo de amigos mesmo. E é duro ser amigo em meio a uma competitividade tão grande. A gente se une, torce genuinamente um pelo outro. No outro jogo, torci muito pelo Igor. Essa união torna mais fácil absorver tudo da forma mais positiva. Sem dúvidas, é legal ser da forma que é. Quebra paradigmas e crescemos juntos”, comentou o jogador do Manchester United.
O Brasil volta a campo diante da Escócia na próxima quinta-feira (24), às 19h (horário de Brasília), em Miami. Líder do Grupo C, com os mesmos quatro pontos de Marrocos, mas à frente pelo saldo de gols, a seleção canarinho se garante na segunda fase com um empate.
“Temos coisas para melhorar, mas ficamos satisfeitos pelo que fizemos. Temos calma e paciência. Saber sofrer no jogo é muito importante. O Haiti quase empatou com a Escócia [na estreia, vitória escocesa por 1 a 0, em Boston] e hoje [sexta] foi um jogo difícil da Escócia contra Marrocos [vitória marroquina por 1 a 0, também em Boston]. Não é muito matemático”, analisou Matheus Cunha.
Em que pese a boa atuação e os dois gols, o atacante não está confirmado como titular por Carlo Ancelotti para o próximo compromisso da Copa do Mundo. Também em entrevista coletiva, o treinador disse que a escolha por ele se deu pensando, especificamente, no próprio jogo contra o Haiti.
“Acho que, para esse jogo [contra o Haiti], a posição do Matheus era boa para criar problemas na defesa. Pode ser uma opção [para encarar a Escócia]. Não quero uma identidade clara [na forma de atuar]. Pode ser que no próximo jogo possamos mudar”, resumiu o comandante.
(Agência Brasil)



