Religioso controlou país por quatro décadas
Horas depois de os Estados Unidos e Israel lançarem um ataque coordenado contra o Irã, na manhã deste sábado (28 de fevereiro), o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, havia sido morto nos bombardeios. A mídia estatal iraniana, em seguida, confirmou a morte de Khamenei.
Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, havia dito à NBC News que Khamenei estava “vivo”, pelo menos baseado nas informações que tinha.
De acordo com o Crescente Vermelho do Irã (equivalente à Cruz Vermelha no país), mais de duzentas pessoas morreram nos ataques em todo o país.
Segundo a Agência de Notícias da República Islâmica, 108 pessoas morreram após bombardeios terem atingido uma escola primária feminina no condado de Minab, na província de Hormozgan, no sul do Irã. Outras 48 pessoas teriam se ferido, afirmou o governador Mohammad Radmehr.
A BBC não conseguiu verificar essa informação de forma independente, pois veículos de imprensa internacionais frequentemente têm seus vistos negados para o Irã, o que limita a capacidade de coletar informações sobre o que está acontecendo no país, que ainda enfrenta um bloqueio de internet.
Perverso – Trump expressou em um comunicado opinião negativa sobre o ex-líder iraniano:

“Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história, morreu. Isto não é apenas justiça para o povo do Irã, mas também para todos os grandes americanos e para as pessoas de muitos países de todo o mundo que foram assassinadas ou mutiladas por Khamenei e seu bando de capangas sedentos de sangue”.
Até então, porta-vozes do Irã diziam que tanto o líder supremo iraniano quanto o presidente do país, Masoud Pezeshkian, encontravam-se “sãos e salvos” e que as informações em sentido contrário são uma “guerra psicológica” dos inimigos.
Khamenei havia sido um alvo dos ataques de Israel no passado.
Em janeiro, o líder supremo iraniano enfrentou um dos desafios mais sérios ao seu poder desde a Revolução Islâmica de 1979, quando manifestações em massa sacudiram as ruas do país e desencadearam uma crise de legitimidade do governo.
(Com informações da BBC)




