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    Home»Mundo»Aumenta o número de mortos vítimas do Ciclone Idai em Moçambique
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    Aumenta o número de mortos vítimas do Ciclone Idai em Moçambique

    Aquiles Emir3 de abril de 201903 Mins Read
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    Autoridades de Moçambique anunciaram, nesta terça-feira (02), que o número de mortes mortes provocadas pelo Ciclone Idai e as cheias que se seguiram no centro do país chegam a 598. O novo balanço foi divulgado pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) e acrescenta 80 mortes ao relatório divulgado ontem.

    O número de famílias afetadas pelo desastre também subiu para 195.287, assim como o número de pessoas atingidas: de 843.729 para 967.014, segundo dados do boletim do INGC. Em relação ao número de feridos, foram mantidos os 1.641 divulgados no balanço anterior.

    Na semana passada, o governo anunciou o fim das operações de salvamento e resgate. O foco agora é a ajuda humanitária. Atualmente, mais de 32 mil famílias recebem assistência do governo e de organizações nacionais e internacionais .

    Nos 136 abrigos em funcionamento estão acomodadas 131.136 pessoas e o número daqueles que são considerados vulneráveis é de 7.422, o que inclui os que perderam as casas, precisam de alimentos ou de algum tipo de assistência.

    As autoridades atualizaram também o número de casas totalmente destruídas, que chega a 62.153 (59.910 no último balanço), parcialmente destruídas (34.139, 33.925 segundo os dados anteriores) e 15.784 inundadas, sendo que a maioria é formada por habitações de construção precária.

    Aeronaves da FAB pousaram em Moçambique transportando mais de 20 toneladas de suprimentos e equipamentos, além de 40 militares da Força Nacional e do Bombeiros de Minas Gerais para ajuda às vítimas do Ciclone Idai.

    Brasileiros – Equipes brasileiras começaram a atuar em Moçambique em apoio às vítimas do ciclone que deixou mortos e destruiu regiões do país. A previsão inicial é que eles permaneçam durante 30 dias no local, contribuindo para atividades de resgate nas cidades de Beira e Dondo, áreas mais prejudicadas. Além de Moçambique, o ciclone Idai atingiu Zimbábue e o Malaui.

    O grupo é formado por 20 especialistas em busca e salvamento da Força Nacional de Segurança Pública. Também integram a missão 20 especialistas nessas atividades de resgate do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, que atuaram no caso do rompimento de uma barragem da Vale em Brumadinho (MG) em janeiro deste ano, que deixou mais de 200 mortos.

    A ajuda humanitária brasileira foi solicitada pelo presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, ao presidente Jair Bolsonaro. Os bombeiros deverão ficar no país por pelo menos 15 dias. Já a equipe da Força Nacional permanecerá por 30 dias, período que pode ser prorrogado se houver necessidade.

    O governo brasileiro também anunciou que irá doar remédios e outros insumos para o atendimento a vítimas. Segundo o Ministério da Saúde, serão enviados seis kits, com 870 quilos de materiais, que podem ser utilizados em um contingente de até 3 mil pessoas por três meses.

    (Agência Brasil com informações da agência pública da Alemanha Deutsche Welle)

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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