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    Home»Agronegócio»Brasil registra queda de quase 21% no desmatamento em 2025, porém leitura técnica exige cautela
    Agronegócio


    Brasil registra queda de quase 21% no desmatamento em 2025, porém leitura técnica exige cautela

    Aquiles Emir16 de junho de 202603 Mins Read
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    A redução ocorreu em todos os biomas

    *Zootecnista, CPO (Chief Product Officer) e co-fundador da Agrotools, empresa de tecnologia e inteligência geoespacial para o agronegócio global

    BRENO FELIX*

    O Brasil acaba de registrar uma queda de quase 21% no desmatamento em 2025, segundo o Relatório Anual do Desmatamento divulgado pela rede colaborativa MapBiomas. Este é o melhor resultado dos últimos seis anos e coloca o país em posição estratégica no debate global sobre produção sustentável e segurança climática. A redução ocorreu em todos os biomas. Em comparação com os dados de 2024, os números que mais chamam atenção foram: a queda de 17% no Cerrado e de 23,5% na Amazônia. A maior redução proporcional da área desmatada ocorreu no Pantanal, com retração de 48,4% em relação ao ano anterior.

    O resultado é positivo e demonstra avanço no compromisso assumido pelo Brasil no Acordo de Paris de zerar o desmatamento ilegal até 2030. Ainda assim, a leitura técnica desses dados exige cautela. O volume absoluto de vegetação suprimida continua elevado e a pressão internacional por cadeias produtivas rastreáveis tende a aumentar nos próximos anos. Na prática, compradores globais, instituições financeiras e grandes tradings já operam sob novas métricas de risco socioambiental. O mercado internacional deixou de analisar apenas produtividade e preço, hoje, origem, conformidade ambiental e rastreabilidade territorial passaram a fazer parte da análise de competitividade das commodities brasileiras.

    Também é preciso compreender os fatores que impulsionaram essa redução no desmatamento. O avanço do monitoramento, aliado ao aumento das exigências de conformidade ambiental, criou uma barreira concreta contra a ilegalidade. A tecnologia trouxe transparência para ativos ambientais que antes estavam invisíveis ou dispersos em diferentes bases públicas. O desafio agora deixou de ser apenas monitorar.

    Tecnologia como protagonista – A questão central passou a ser integrar dados territoriais, ambientais, fundiários e regulatórios em sistemas capazes de operar em escala e em tempo real. Sem infraestrutura robusta de inteligência territorial, empresas terão dificuldade para comprovar conformidade ambiental de fornecedores, acessar crédito especializado e atender exigências internacionais de exportação. A tendência é de endurecimento regulatório. Novas regras ligadas a crédito rural, gestão de risco socioambiental e políticas globais de “desmatamento zero” exigirão monitoramento contínuo e evidências auditáveis de conformidade ambiental ao longo de toda a cadeia produtiva.

    Desta forma, a preservação ambiental associada a evidências concretas, rastreáveis e auditáveis tornou-se um dos principais ativos estratégicos do agronegócio moderno. Na vanguarda desse movimento, está a Agrotools, uma bigtech que utiliza inteligência territorial, sensoriamento remoto e imagens de satélite para monitorar alterações na cobertura vegetal e identificar riscos ambientais em propriedades rurais. A plataforma cruza dados geográficos, ambientais e regulatórios para detectar supressão de vegetação, gerar alertas automáticos e rastrear a origem da produção agropecuária.

    As soluções permitem que bancos, frigoríficos, tradings e agroindústrias realizem análises socioambientais contínuas de fornecedores e carteiras de crédito, reduzindo exposição a áreas com irregularidades ambientais.

    O monitoramento automatizado também fortalece políticas de “desmatamento zero”, amplia a transparência das cadeias produtivas e contribui para maior segurança jurídica e reputacional do setor. Mais do que uma agenda ambiental, rastreabilidade e conformidade territorial passaram a ser fatores econômicos e estratégicos para manutenção da competitividade do agro brasileiro nos mercados globais.

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    Aquiles Emir

      Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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      Conversa Franca – Aquiles Emir

      Davi Alcolumbre, presidente do Congresso Nacional, mostrou que é bem fácil fazer o que Ulisses Guimarães, presidente da Assembleia Nacional Constituinte, dizia que seria quase impossível: emendar a Constituição Federal. Numa única sessão, modificou o regimento do Senado, fez duas votações para botar no texto da Carta Magna a nova jornada de trabalho, em atendimento aos interesses do Palácio do Planalto, lei-se projeto de reeleição do presidente Lula.

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