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    Home»Poder e Política»Câmara não forma maioria para cassar mandatos parlamentares de Glauber Braga e Carla Zambelli
    Poder e Política


    Câmara não forma maioria para cassar mandatos parlamentares de Glauber Braga e Carla Zambelli

    Aquiles Emir11 de dezembro de 202504 Mins Read
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    Deputado do PSOL foi suspenso por seis meses

    A Câmara dos Deputados não cassou, mas aprovou a suspensão por seis meses do mandato do deputado Glauber Braga (Psol-RJ), por 318 a 141 votos e 3 abstenções, com a  aprovação de uma emenda do PT que propôs a suspensão em alternativa à cassação defendida pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. Também nesta quarta-feira (10), os deputados rejeitaram, por insuficiência de votos, a perda de mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP), que está presa na Itália: foram 227 votos a favor da perda do mandato e 110 contra, com 10 abstenções.

    Glauber Braga foi acusado pelo partido Novo de ter faltado com o decoro parlamentar ao expulsar da Câmara, em abril do ano passado, com empurrões e chutes, o então integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) Gabriel Costenaro. O incidente foi filmado.

    Em sua defesa, Glauber afirmou que agiu contra Costenaro após sofrer perseguição por parte dele e por ofensas proferidas por ele contra sua mãe, que sofria com mal de Alzheimer avançado.

    A decisão da Câmara pela suspensão do mandato do deputado foi viabilizada na noite desta quarta-feira (10) com a aprovação do Projeto de Resolução 86/25. A norma já foi promulgada (Resolução 32/25).

    Em discurso no Plenário, Glauber Braga disse que não se arrepende de sua atitude e questionou classificá-la como destemperada. “Ação destemperada de quem aguentou por sete vezes consecutivas um provocador vindo atrás de mim nos espaços públicos e dizendo tudo o que disse de minha mãe”, afirmou.

    Emocionado, Braga reforçou que não renunciou a suas convicções ao longo do mandato e tem claro que sua cassação, se aprovada, não estaria relacionada à acusação, mas às suas críticas sobre aplicação de emendas parlamentares.

    Glauber Braga (C) comemora com aliados a não cassação de seu mandato (Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

    Braga também criticou o que classificou como “falsa simetria” entre seu caso e o de outros parlamentares que estão com processo de cassação adiantados. “Do ponto de vista prático, Carla Zambelli já está cassada, porque já tem decisão do Supremo Tribunal Federal que retira seus direitos políticos, deputada presa na Itália pelos crimes cometidos”, disse.

    Carla Zambelli – Para aprovar a perda de mandato de Carla Zambelli, seriam necessários 257 votos, e com o placar de 227 a 110, a representação da Mesa Diretora contra a deputada será arquivada.

    Carla Zambelli foi condenada em definitivo pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de reclusão por participar de invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ela está presa na Itália depois de fugir do Brasil em decorrência do trânsito em julgado do processo no STF. O Supremo aguarda a extradição.

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara aprovou nesta quarta parecer do deputado Claudio Cajado (PP-BA) que recomendava a perda do mandato da parlamentar. “Como alguém pode exercer o mandato estando recluso em regime fechado? O mandato exige presença, comparecer ao Plenário e participar das comissões”, argumentou.

    Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Carla Zambelli (PL-SP)
    Carla Zambelli foi ouvida pela CCJ em setembro, por meio de videoconferência (Renato Araújo/Câmara dos Deputados)

    Documentos falsos – A 1ª Turma do STF condenou Zambelli também a multa e indenização de R$ 2 milhões por ter participado como “instigadora” das invasões dos sistemas por Walter Delgatti Neto e Thiago Eliezer, presos no âmbito da Operação Spoofing.

    Segundo o Ministério Público, no começo de janeiro de 2023, houve 13 invasões dos sistemas do CNJ para inserir 16 documentos falsos, como mandatos de prisão, alvarás de soltura e ordem judicial de bloqueio de ativos bancários, além de um mandado de prisão contra o ministro Alexandre Moraes, do STF, emitido por ele próprio.

    O advogado de Zambelli, Fábio Pagnozzi, criticou a “fragilidade” das provas que incriminam a deputada e ressaltou que a condenação se baseou no depoimento questionável de Walter Delgatti, por ter alterado seis vezes o próprio testemunho, conforme perícia contratada pela defesa. “Tudo o que a deputada mais quer é que não seja cassada, para ela ter dignidade onde está presa. Pois só mostrando à Justiça italiana que seus pares não a cassaram, ela vai ter uma chance de ficar livre”, disse.

    Segundo Pagnozzi, Zambelli comentou que pediria renúncia caso tivesse seu mandato mantido para não incomodar os demais deputados. “A Carla Zambelli só quer dignidade.”

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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