Eleito tem simpatia de Donald Trump
O candidato de direita Abelardo de la Espriella venceu o segundo turno das eleições presidenciais na Colômbia, realizado neste domingo, 21 de junho de 2026. Segundo a apuração preliminar do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), ele obteve 49,66% dos votos, derrotando por uma margem estreita o senador de esquerda Iván Cepeda, que alcançou 48,70%.
O atual presidente, Gustavo Petro — apoiador de Cepeda —, contestou o resultado parcial e pediu para que se aguarde a contagem oficial das comissões escrutinadoras, que começa nesta segunda-feira (22 de junho).
Resumo dos Resultados
- Abelardo de la Espriella (Defensores de la Patria): Vencedor com 49,66% dos votos (cerca de 12,9 milhões de votos, tornando-se o candidato mais votado da história do país).
- Iván Cepeda (Pacto Histórico): Segundo colocado com 48,70% dos votos.
- Participação Eleitoral: Mais de 26 milhões de colombianos compareceram às urnas, registrando uma participação recorde de 63,56% dos eleitores aptos.
Perfil e Propostas do Presidente Eleito – Abelardo de la Espriella é um advogado de 47 anos que nunca havia disputado um cargo eletivo antes. Ele baseou sua campanha em propostas de “mão dura” contra a criminalidade, inspirando-se em líderes internacionais:
- Segurança Pública: Prometeu expandir o uso das Forças Armadas contra organizações criminosas e construir megapenitenciárias.
- Economia: Defende corte de impostos para empresas, redução de até 25% na estrutura do Estado e fortalecimento da exploração de petróleo e gás.
- Alinhamento Internacional: Possui forte admiração declarada por Donald Trump, Javier Milei e Nayib Bukele.
Próximos Passos e Tensões Políticas – De acordo com os relatórios fornecidos por portais de notícias, a Colômbia iniciará hoje o processo legal de escrutínio definitivo. Juízes, tabeliães e comissões eleitorais vão revisar as atas de cada seção eleitoral e avaliar as contestações dos partidos para oficializar o resultado final. O novo governo assumirá um Congresso fragmentado e um país politicamente polarizado após quatro anos de gestão de esquerda.




