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    Home»Destaque»Carlos Brandão recorre ao Supremo contra medidas do ministro Flávio Dino, de quem foi vice por sete anos
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    Carlos Brandão recorre ao Supremo contra medidas do ministro Flávio Dino, de quem foi vice por sete anos

    Aquiles Emir18 de agosto de 202602 Mins Read
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    Governador questiona competência para julgamento 

    O governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) com uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 1351, pedindo a suspensão imediata do inquérito da Polícia Federal que apura desvios de recursos públicos e suposta compra de vagas no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA). A defesa contesta formalmente as decisões tomadas pelo ministro Flávio Dino, que também determinou o afastamento por 180 dias do presidente do TCE-MA, Daniel Brandão (sobrinho do governador).
    Vale destacar que Brandão e Dino foram aliados na política do Maranhão. O governador foi quem costurou em 2014 a aliança do PCdoB com o seu então partido, o PSDB, para eleição do hoje ministro da Suprema Corte. 
    Principais Argumentos da Defesa
    • Incompetência do STF: Os advogados sustentam que, pela Constituição Federal, a competência para investigar e julgar governadores em crimes comuns é do Superior Tribunal Justiça (STJ), e não do STF.
    • Usurpação de Competência: A petição aponta que Flávio Dino “ultrapassou os limites” ao autorizar as investigações a partir de elementos extraídos de um processo de controle concentrado (uma ADI sobre regras da Assembleia Legislativa).
    • Falta de Aval da PGR: É destacado que a Procuradoria-Geral da República (PGR) não referendou as investigações e já havia se manifestado indicando que o caso não deveria correr no Supremo.
    • Violação do Juiz Natural: A defesa alega desrespeito às garantias constitucionais por conta da abertura direta do inquérito sem a provocação do órgão acusador.
    Pedidos de Carlos Brandão ao STF
    1. Suspeição Geral: A paralisação integral do inquérito e a anulação de todos os atos investigatórios autorizados até então.
    2. Envio ao STJ: Caso a apuração não seja extinta, que a supervisão deixe o STF e todo o material coletado seja remetido para a PGR ou para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). 
    O Outro Lado – O ministro Flávio Dino fundamentou a competência do STF alegando que as apurações envolvem parlamentares federais com foro por prerrogativa de função na Suprema Corte — incluindo o senador Weverton Rocha (PDT-MA), suspeito de tentar interferir no STJ —, o que acabou atraindo o caso para o tribunal.
    Politicamente, Carlos Brandão se declarou indignado com as suspeitas de que lideraria uma organização criminosa e classificou a ação judicial como fruto de “perseguição” decorrente do distanciamento e do rompimento político recente de grupos locais no Maranhão.
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    Aquiles Emir

      Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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