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    Home»Brasil»Carnaval e metanol: uma mistura que exige atenção redobrada
    Brasil


    Carnaval e metanol: uma mistura que exige atenção redobrada

    Aquiles Emir13 de fevereiro de 202605 Mins Read
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    Cuidados com contaminação são necessários

    Com a aproximação do Carnaval e a intensificação dos blocos de rua pelo país, cresce também o alerta para a segurança das bebidas consumidas pelos foliões. O calor típico da estação, aliado ao aumento da circulação de pessoas e do consumo de álcool, reforça a necessidade de atenção redobrada quanto ao risco de contaminação por metanol.

    Neste período, é fundamental que o consumidor verifique a procedência das bebidas adquiridas, desconfie de preços muito abaixo do valor de mercado e evite produtos sem registro. A ingestão de metanol representa uma ameaça grave à saúde, e a prevenção começa com escolhas conscientes.

    As bebidas alcoólicas e não alcoólicas se diferenciam, basicamente, pela presença e concentração de etanol em sua composição, bem como pelos processos tecnológicos empregados em sua fabricação. Já o metanol, substância química altamente tóxica e imprópria para consumo humano, pode estar presente nessas bebidas por três motivos principais: sua formação natural durante a fermentação de matérias-primas vegetais ricas em pectina; falhas no controle do processo produtivo, especialmente na destilação, quando a separação inadequada das frações permite a permanência do metanol no produto final; ou ainda por adulteração, com a adição deliberada da substância para aumentar o teor alcoólico ou reduzir custos, prática criminosa e de alto risco à saúde pública. Cabe destacar, que em processos controlados, sob a supervisão de profissionais da área da Química, a quantidade resultante será sempre abaixo daquela capaz de causar risco à saúde.

    O metanol, em si, não é um problema. A substância serve de matéria-prima para a produção de formaldeído, ácido acético, biodiesel, resinas, solventes, tintas e outros produtos industriais. Em pequenas quantidades, pode ocorrer naturalmente em frutas ou surgir como subproduto da fermentação alcoólica. Em níveis ínfimos, o consumo não traz riscos à saúde. O problema ocorre quando é usado para o aumento do teor alcoólico de bebidas.

    Estima-se que doses entre 4 e 10 mL já podem provocar lesões irreversíveis, enquanto 30 ml de metanol puro podem ser letais. Quando a exposição atinge níveis mais altos, os danos são ainda mais graves.

    “A menor dose tóxica de metanol registrada em humanos foi de 340 mg por quilo de peso corporal, o que significa que uma pessoa de 70 kg poderia sofrer efeitos graves — potencialmente letais — já com cerca de 24 g (aproximadamente 30 mL) de metanol puro, tornando o consumo de bebidas adulteradas uma ameaça real à vida”, alerta o analista químico e representante do Sistema CFQ/CRQ, Siddhartha Giese.

    Metanol no organismo – O metanol pode afetar o organismo de duas formas. “Os efeitos imediatos, que ocorrem em até 48 horas após a ingestão, incluem depressão do Sistema Nervoso Central (SNC) e irritação gastrointestinal, com sintomas como náuseas e vômitos”, explica Siddhartha Giese.

    O perigo maior, no entanto, está nos efeitos tardios. No corpo humano, o metanol é metabolizado primeiramente em formaldeído e, em seguida, em ácido fórmico, que provoca acidose metabólica — um desequilíbrio grave do pH sanguíneo. Os sintomas incluem respiração acelerada, aumento da frequência cardíaca, dor abdominal persistente e, principalmente, danos à visão.

    Intoxicação em diferentes tipos de bebidas

    As bebidas destiladas, como vodka, gin e cachaça, são as mais suscetíveis à adulteração por metanol, principalmente por fatores técnicos e financeiros. Segundo Ubiracir Lima, químico industrial e conselheiro do Conselho Federal de Química, a própria característica do processo de destilação permite concentrações maiores de álcool, o que pode facilitar práticas ilícitas quando há tentativa de elevar artificialmente o teor alcoólico.

    Já na cerveja, o risco é consideravelmente menor. De acordo com Ubiracir, a formação natural de metanol depende da presença de pectina, um polissacarídeo praticamente inexistente no processo produtivo da cerveja. Por isso, as quantidades eventualmente formadas são mínimas e não representam risco nas condições regulares de fabricação.

    Prevenção e controle – A orientação é clara: verificar sempre a procedência das bebidas adquiridas, desconfiando de preços muito abaixo do mercado e de produtos sem registro. A fiscalização governamental e os controles laboratoriais periódicos são medidas essenciais para prevenir tragédias.

    “Esses produtos podem ser adulterados com metanol ou outras substâncias perigosas. Além disso, a fiscalização rigorosa de órgãos governamentais é essencial para coibir a produção, distribuição e comercialização de bebidas adulteradas”, ressalta.

    O analista ainda destaca que é importante que empresas do setor realizem análises químicas periódicas para garantir a qualidade e a segurança dos produtos, além de informar a população sobre os riscos do consumo de bebidas adulteradas.

    Nesse processo, os Profissionais da Química desempenham papel decisivo. Por meio de análises laboratoriais, são capazes de identificar contaminantes em bebidas e alimentos, atuando em cooperação com órgãos de vigilância e fiscalização. Além disso, têm a responsabilidade de informar e conscientizar a sociedade sobre os riscos do consumo de bebidas adulteradas.

    O CFQ, por meio da sua Central de Informações da Química (CIQ), já vem contribuindo para esclarecer casos como o registrado em São Paulo e reforça a necessidade de maior conscientização pública sobre os perigos do metanol.

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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