Close Menu
Maranhão Hoje
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Facebook X (Twitter) Instagram WhatsApp
    Maranhão Hoje
    Assinar
    • Mundo
    • Brasil
    • Maranhão
    • Negócios
    • Poder e Política
    • Esporte
    • Outros
      • Agronegócio
      • Arte e Espetáculo
      • Blogs e colunistas
      • Ciência e Tecnologia
      • Conversa Franca
      • Comportamento
      • Eventos
      • Lançamentos
      • Maranhão Hoje TV
      • Turismo
      • Revista Maranhão Hoje
      • Variedades
      • Veículos
    Maranhão Hoje
    Home»Tribuna Livre»Confeccionar certidão de nascimento ou cartão de vacinação de bebe reborn pode configurar falsidade
    Tribuna Livre

    Confeccionar certidão de nascimento ou cartão de vacinação de bebe reborn pode configurar falsidade

    Aquiles Emir17 de maio de 202505 Mins Read
    Compartilhar WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link
    Compartilhar
    WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link

    Uso desses bonecos pode ultrapassar o campo da fantasia

    Nos últimos anos, os chamados bebês reborn — bonecos hiper-realistas feitos à mão para se parecerem com recém-nascidos — têm ganhado cada vez mais popularidade no Brasil. O que começou como uma vertente artística passou a ser visto por muitos como um recurso terapêutico ou mesmo uma substituição simbólica de filhos.

    No entanto, por trás da aparência inofensiva, há um fenômeno que precisa ser analisado com cautela: como o uso indiscriminado desses bonecos pode impactar o ordenamento jurídico, os serviços públicos e até a formulação de políticas sociais?

    “Não estamos falando apenas de brinquedos. Há registros crescentes de adultos que simulam maternidade real com bebês reborn, registram os bonecos com nomes fictícios, fazem ensaios fotográficos, realizam “batizados” simbólicos e até solicitam licenças ou benefícios sociais.

    Algumas pessoas estão indo a unidades de pronto atendimento (UPAs) com os bonecos nos braços, exigindo atendimento médico como se estivessem diante de uma criança viva, o que tem gerado perplexidade entre profissionais de saúde e usuários do SUS”, diz a advogada criminalista Suéllen Paulino.

    Esse tipo de conduta, embora muitas vezes associada a quadros psicológicos ou lutos mal elaborados, já está chegando aos legisladores. Projetos de lei começam a surgir em alguns estados e municípios para proibir o atendimento de bonecos reborn em hospitais públicos, buscando proteger os recursos do sistema de saúde e evitar desvio de finalidade. A pergunta que se impõe é: onde está o limite entre o simbólico e o patológico?

    Riscos jurídicos: fraude, falsidade ideológica e má-fé

    Segundo Suéllen Paulino, do ponto de vista jurídico, o uso desses bonecos pode ultrapassar o campo da fantasia e adentrar a seara da ilicitude em várias situações. Ela citou alguns:

    • Fraudes em pedidos de benefícios sociais, como Bolsa Família, auxílio maternidade ou isenção de tarifas;
    • Simulações enganosas em redes sociais com finalidades de arrecadação de dinheiro sob pretexto de adoção, luto ou tratamento de “filhos” que não existem;
    • Confecção de documentos falsos, como supostas certidões de nascimento ou carteiras de vacinação, podendo configurar falsidade ideológica (art. 299 do Código Penal).

    “Além disso, há a insegurança jurídica gerada quando serviços públicos são acionados em contextos simulados, ocupando vagas e recursos que deveriam estar disponíveis para cidadãos reais, especialmente crianças em situação de vulnerabilidade”, completa.

    Suéllen Paulino diz que o Direito deve se posicionar com urgência sobre o uso desses bonecos. “O ordenamento jurídico brasileiro valoriza a autonomia da vontade e a liberdade individual.

    Cada pessoa é livre para lidar com suas emoções e afetos da maneira que entender mais adequada, inclusive com uso simbólico de objetos. No entanto, o uso dos bebês reborn não pode se transformar em um escudo para fraudes, desperdício de recursos públicos ou dissimulações capazes de comprometer a integridade do sistema legal e social”.

    Esse tipo de conduta, embora muitas vezes associada a quadros psicológicos ou lutos mal elaborados, já está chegando aos legisladores. Projetos de lei começam a surgir em alguns estados e municípios para proibir o atendimento de bonecos reborn em hospitais públicos, buscando proteger os recursos do sistema de saúde e evitar desvio de finalidade. A pergunta que se impõe é: onde está o limite entre o simbólico e o patológico?

     

    Riscos jurídicos: fraude, falsidade ideológica e má-fé

    Segundo Suéllen Paulino, do ponto de vista jurídico, o uso desses bonecos pode ultrapassar o campo da fantasia e adentrar a seara da ilicitude em várias situações. Ela citou alguns:

    • Fraudes em pedidos de benefícios sociais, como Bolsa Família, auxílio maternidade ou isenção de tarifas;
    • Simulações enganosas em redes sociais com finalidades de arrecadação de dinheiro sob pretexto de adoção, luto ou tratamento de “filhos” que não existem;
    • Confecção de documentos falsos, como supostas certidões de nascimento ou carteiras de vacinação, podendo configurar falsidade ideológica (art. 299 do Código Penal).

    “Além disso, há a insegurança jurídica gerada quando serviços públicos são acionados em contextos simulados, ocupando vagas e recursos que deveriam estar disponíveis para cidadãos reais, especialmente crianças em situação de vulnerabilidade”, completa.

    Suéllen Paulino diz que o Direito deve se posicionar com urgência sobre o uso desses bonecos. “O ordenamento jurídico brasileiro valoriza a autonomia da vontade e a liberdade individual. Cada pessoa é livre para lidar com suas emoções e afetos da maneira que entender mais adequada, inclusive com uso simbólico de objetos. No entanto, o uso dos bebês reborn não pode se transformar em um escudo para fraudes, desperdício de recursos públicos ou dissimulações capazes de comprometer a integridade do sistema legal e social”.

    A advogada esclarece que a ausência de regulação específica deixa margem para abusos. “É urgente que o Legislativo, a Psicologia e o Direito caminhem juntos para delimitar até onde vai o uso lícito e legítimo desses bonecos e a partir de que ponto passa a haver desvio de finalidade, má-fé ou até crime”.

    Suéllen Paulo destaca que o debate sobre os bebês reborn não é sobre proibir ou estigmatizar quem encontra afeto neles.

    “Mas é necessário reconhecer que o avanço desse fenômeno exige respostas jurídicas, éticas e sociais proporcionais à complexidade do tema. Precisamos garantir que a fantasia não se sobreponha à realidade — especialmente em especialmente em um país onde tantas crianças reais ainda esperam por acolhimento, assistência e justiça”, finaliza.

    FIEMA
    Previous ArticleDo cheiro doce ao pulmão doente: saiba os riscos reais do uso cigarro eletrônico entre jovens
    Next Article Iracema Vale sai em defesa da deputada Mical Damasceno
    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

    Você pode gostar

    Tribuna Livre

    Privilégios, corrupção e sigilos destroem o Brasil

    16 de abril de 2026
    Tribuna Livre

    O Amazonas precisa quitar sua dívida com o interior

    7 de abril de 2026
    Tribuna Livre


    Antecipação do 13º do INSS: quem recebe e quando será pago?

    5 de abril de 2026
    Add A Comment
    Leave A Reply Cancel Reply

    Demonstre sua humanidade: 6   +   2   =  

    Conversa Franca – Aquiles Emir

    Pecuária de Excelência faz campanha para arrecadar dinheiro a ser doado à Fundação Antônio Jorge Dino para criação de um novo centro cirúrgico no Hospital Aldenora Bello, referência no Maranhão em prevenção e tratamento de câncer.

    Compartilhar
    Compartilhe este vídeo:
    Eleições 2026

    Na sua opinião para onde deve ir o prefeito Eduardo Braide?

    • Últimas notícias
    • Revista Maranhão Hoje


    Entidades empresariais maranhenses manifestam oposição à criação da Reserva Extrativista de Tauá-Mirim

    19 de abril de 2026


    Lula critica paralisia da ONU e defende nova governança democrática em fórum internacional

    19 de abril de 2026


    Maranhão perde mais uma na Série C, onde passa a ocupar o 17º lugar com apenas um ponto

    19 de abril de 2026


    Instituto de Meteorologia alerta para possibilidade de muita chuva e trovoadas em São Luís neste domingo

    19 de abril de 2026


    Espanha regulariza situação de imigrantes que estão irregulares no país

    19 de abril de 2026

    MARANHÃO HOJE – ED. 129 JANEIRO 2024

    6 de fevereiro de 2024

    MARANHÃO HOJE – ED. 128 DEZEMBRO 2023

    30 de dezembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 127 NOVEMBRO 2023

    7 de dezembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 126 OUTUBRO 2023

    2 de novembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 125 SETEMBRO 2023

    29 de setembro de 2023
    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest
    Maranhão Hoje © 2017-2026 . Desenhado por Os Orcas.

    Política de Privacidade / Termos de Uso

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.