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    Home»Poder e Política»CPI exigirá de ministro Queiroga explicações sobre o número real de vacinas já adquiridas
    Poder e Política

    CPI exigirá de ministro Queiroga explicações sobre o número real de vacinas já adquiridas

    Aquiles Emir5 de maio de 202104 Mins Read
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    Omar Aziz (C), Renan Calheiros (E) e Randolfe Rodrigues são investigados pela Polícia Federal (Agência Senado/divulgação)
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    Ministério anunciou um número que é o dobro do adquirido 

    A CPI da Pandemia vai questionar nesta quinta-feira (06) o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, sobre a revelação de que o ministério propagandeou um número de vacinas contratadas inferior ao real. O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), confirmou que esse será um dos principais assuntos a serem tratados com Queiroga.

    “Amanhã vamos saber se tem ou não vacina e quais são os contratos. Vou esperar o ministro aqui com essa resposta” — afirmou o senador em entrevista coletiva após a reunião da CPI desta quarta (05).

    Nesta semana, a imprensa revelou que o Ministério da Saúde tem anunciado um número de doses que é aproximadamente o dobro do que foi efetivamente adquirido até agora. Em resposta oficial a um questionamento do deputado Gustavo Fruet (PDT-PR), a pasta admitiu ter 281 milhões de doses garantidas, e outras 282 milhões “em negociação”. O ministério vinha falando publicamente em 560 milhões de doses garantidas.

    O número foi citado, por exemplo, após a primeira reunião do Comitê de Coordenação Nacional para Enfrentamento da Pandemia, em março.

    China – Na semana que vem, a CPI ouvirá o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo. Um dos temas em pauta, segundo Omar Aziz, será a postura do Itamaraty diante da China durante a gestão de Ernesto Araújo. Para o senador, os ataques permanentes do ex-ministro ao país asiático podem ter prejudicado o Brasil em várias frentes.

    “Vamos saber se o governo atrapalhou a chegada do IFA [ingrediente farmacêutico ativo, para fabricação de vacinas] chinês, mas não estamos tratando apenas disso. Quando você fecha parcerias comerciais e elas deixam de existir, demora anos para retomar. Não é só o vírus que mata brasileiros. Pode haver problemas econômicos. Um parceiro comercial como a China não dá para desprezar”.

    Guedes – O presidente da CPI negou a possibilidade de adiantar uma convocação do ministro da Economia, Paulo Guedes, em face dos depoimentos dos últimos dias. Os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich afirmaram que não viam interesse da pasta de Guedes no combate à pandemia. Apesar disso, Omar Aziz disse que não pretende alterar o plano de trabalho da comissão para trazer esse tema agora.

    “No momento certo vamos chamar todo mundo, mas estamos seguindo uma cronologia”, disse ele, lembrando que, segundo afirmou Teich nesta quarta, o Ministério da Economia não deixava de mandar recursos para a Saúde quando era solicitado.

    Para o senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI, a disponibilidade de verbas não é o motivo pelo qual o ministro Paulo Guedes deve ser ouvido. “O problema do Guedes não é o recurso. É que ele tem feito declarações estapafúrdias que soam para nós como uma autoconvocação dele”, comentou.

    Amazonas – A CPI aprovou nesta quarta uma audiência com duas autoridades de saúde do Amazonas: o atual secretário de Saúde, Marcellus Campêlo, e o ex-secretário-executivo de Saúde João Paulo Marques. Ainda não há data, mas esses deverão ser os primeiros depoimentos referentes à situação da pandemia nos estados. Após a reunião, o senador Marcos Rogério (DEM-RO), autor de requerimentos para convocação dos servidores, avaliou que esse passo é importante para garantir a isenção da CPI.

    “Apontamos a investigação para o caminho do dinheiro. A oposição trabalha com a narrativa de que o presidente da República é o grande culpado por tudo que está acontecendo, mas o que nos interessa é a busca pela verdade: atos do governo federal e o caminho do dinheiro que saiu de Brasília e chegou aos estados. O que foi feito com ele?”, questionou.

    O Amazonas foi o primeiro estado a reportar colapso hospitalar em função da pandemia, no início de 2021. Um dos focos da CPI é a apuração das responsabilidades pelo desabastecimento de insumos médicos no estado.

    (Agência Senado)

     

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    Aquiles Emir

      Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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