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    Home»Agronegócio»Deputados divergem sobre regra para registro de agrotóxicos
    Agronegócio

    Deputados divergem sobre regra para registro de agrotóxicos

    Aquiles Emir26 de março de 201904 Mins Read
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    Autor de proposta para sustar normas do governo alerta para risco de sanções comerciais à agricultura brasileira devido ao uso de substâncias proibidas nos Estados Unidos e na União Europeia. Frente da Agropecuária, entretanto, reclama de morosidade na liberação desses produtos

    Alexandre Padilha quer impedir com seu projeto a liberação de 60 novos agrotóxicos

    O Projeto de Decreto Legislativo 43/19 susta três atos do Ministério da Agricultura sobre novos registros de agrotóxicos no Brasil. Autor da proposta, o deputado Alexandre Padilha (PT-SP) quer impedir a liberação de cerca de 60 novos agrotóxicos que chegaram ao mercado desde o início do governo Bolsonaro.

    Ele argumenta que alguns produtos têm o uso proibido nos Estados Unidos e na União Europeia e que há riscos de sanções comerciais à agricultura brasileira. Além disso, Padilha, que é médico e ex-ministro da Saúde, alerta sobre danos à população.

    O deputado denuncia o que chama de “aumento abusivo no registro de novos agrotóxicos” no Brasil. Em 2005, por exemplo, surgiram apenas cerca de 90 produtos no mercado. O número subiu para 150 em 2015 e deu um salto para 450 em 2018, no governo Michel Temer.

    “Em algumas situações, é um produto novo, em outras é a ampliação da autorização de uso do produto para ser utilizado em mais culturas. E a grande maioria deles tem substâncias com relação direta com câncer e impacto ambiental”, alertou.

    Ordem do dia para discussão e votação de diversos projetos. Dep. Alexandre Padilha (PT - SP)
    Alexandre Padilha quer impedir com seu projeto a liberação de 60 novos agrotóxicos (Najara Araújo/Camara dos Depstados)
    O Projeto de Decreto Legislativo 43/19susta três atos do Ministério da Agricultura sobre novos registros de agrotóxicos no Brasil. Autor da proposta, o deputado Alexandre Padilha (PT-SP) quer impedir a liberação de cerca de 60 novos agrotóxicos que chegaram ao mercado desde o início do governo Bolsonaro.

    Ele argumenta que alguns produtos têm o uso proibido nos Estados Unidos e na União Europeia e que há riscos de sanções comerciais à agricultura brasileira. Além disso, Padilha, que é médico e ex-ministro da Saúde, alerta sobre danos à população.

    O deputado denuncia o que chama de “aumento abusivo no registro de novos agrotóxicos” no Brasil. Em 2005, por exemplo, surgiram apenas cerca de 90 produtos no mercado. O número subiu para 150 em 2015 e deu um salto para 450 em 2018, no governo Michel Temer.

    “Em algumas situações, é um produto novo, em outras é a ampliação da autorização de uso do produto para ser utilizado em mais culturas. E a grande maioria deles tem substâncias com relação direta com câncer e impacto ambiental”, alertou.

    Padilha considera abusiva a postura do Ministério da Agricultura e sugere que seja apurada. “Tenho certeza de que boa parte desses registros não passou pelos procedimentos adequados”, denunciou. O deputado Alexandre Padilha cita, por exemplo, pesquisa recente da Fiocruz que mostra que o brasileiro ingere, em média, 7,5 litros de agrotóxico por ano sem saber.

    Rapidez – Para o novo coordenador da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Alceu Moreira (MDB-RS), os atos do Ministério da Agricultura visam apenas corrigir a atual demora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na análise de “defensivos agrícolas”. Segundo Moreira, o argumento de que alguns produtos liberados estão banidos em outros países não passa de “chavão da esquerda para enganar ignorantes”.

    Reunião com o secretário da Previdência, Rogério Marinho, para conversa sobre a reforma da Previdência, em especial, a aposentadoria rural. Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Alceu Moreira
    Alceu Moreira reclama da morosidade da Anvisa que, segundo ele, leva até 12 anos para certificar defensivos agrícolas (Luis Macedo/Câmara dos Deputados)
    “Quem está fazendo uma campanha dessa natureza está servindo aos interesses do capital internacional, que não quer ter o Brasil como concorrente na fronteira agrícola”, denunciou. Moreira informou que o objetivo é autorizar o uso de produtos já certificados e utilizados no mundo inteiro com pesquisas científicas comprovadas. “Sem que, para isso, tenha que se mandar para Anvisa e ficar esperando por dez ou 12 anos”, disse.

    Divergências – Os agrotóxicos também são tema de dois projetos de lei bem divergentes, já prontos para votação no Plenário da Câmara. Um deles (PL 6299/02) facilita a liberação de novos pesticidas, mesmo sem testes conclusivos dos órgãos ambientais (Ibama) e de saúde (Anvisa).

    Já o outro (PL 6670/16) vai em linha oposta e cria a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos, com foco no apoio a modelos agroecológicos, menos dependentes de insumos químicos para o controle de pragas e doenças agrícolas.

    (Agência Câmara)

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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