Obras já em execução nas BRs 135 e 222
Com o objetivo de entregar rodovias mais modernas e mais seguras, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) atua em diversas frentes de trabalho de manutenção e conservação que visam a segurança das vias, a continuidade e o desenvolvimento da infraestrutura da malha rodoviária federal. Como parte integrante dessas ações destinadas às melhorias dos pavimentos, está a execução de serviços com a tecnologia do Whitetopping.
A técnica consiste em um modelo de reabilitação que prevê a execução de uma camada de concreto de cimento Portland sobre o pavimento asfáltico existente, que passa a desempenhar a função de base do novo sistema. Com isso, o pavimento desgastado é recuperado e passa a apresentar características semelhantes às de um pavimento rígido, aproveitando a estrutura remanescente da pista.
A metodologia reúne características que a tornam uma alternativa eficiente para a recuperação de rodovias, especialmente em trechos com maior intensidade de tráfego. Entre os principais benefícios estão a elevada durabilidade, que amplia a vida útil da pista e reduz a necessidade de intervenções frequentes de manutenção; a maior aderência entre as camadas, formando uma estrutura mais resistente e com melhor desempenho estrutural; além de ganhos em sustentabilidade e economia, já que a utilização da camada asfáltica existente reduz o consumo de materiais e os custos ao longo do ciclo de vida da rodovia.
A tecnologia do Whitetopping apresenta também melhorias das condições de segurança, pois com a coloração mais clara do concreto, contribui para melhor visibilidade noturna. Além disso, o pavimento tende a apresentar melhor desempenho em frenagem, especialmente em condições adequadas de textura superficial. Por fim, é um recurso de aplicação versátil, podendo ser utilizado em diferentes tipos de infraestrutura viária como rodovias, vias urbanas, corredores de ônibus, pátios industriais e áreas de carga.
Whitetopping pelas rodovias federais – Empregada pelo DNIT em diversas obras de restauração, a técnica do Whitetopping vem contribuindo para tornar as rodovias federais mais modernas e duráveis. A solução é aplicada em trechos estratégicos para a logística nacional, melhorando as condições trafegabilidade e a qualidade da infraestrutura.
Entre as ações já em execução, destaca-se a restauração da BR-135, no Maranhão. Até o momento, foram entregues 49 quilômetros de pista. O projeto contempla a aplicação da técnica em um segmento de 72 quilômetros da rodovia, entre os km 125,72 e o Km 199,50. Também no Maranhão, seguem em andamento as obras de restauração da BR-222, que abrangem 157,2 quilômetros de extensão com a utilização da mesma tecnologia.

Em Minas Gerais, o DNIT prevê a restauração de 96 quilômetros da BR-262/MG, no trecho compreendido entre os km 0 e 96, por meio da aplicação da técnica de Whitetopping. Já no Distrito Federal, a solução será empregada na BR-080/DF, no perímetro urbano de Brazlândia. A intervenção contempla a restauração de 40,86 quilômetros de pista, no trecho entre os km 0 e 40,86.
Execução e funcionalidade – A funcionalidade dessa reabilitação está diretamente relacionada ao comportamento estrutural composto entre a camada de concreto e o pavimento asfáltico existente. Ao ser aplicada sobre a pista já existente, a nova camada de concreto possibilita a redistribuição das tensões provenientes do tráfego, redução das deformações nas camadas inferiores e aumenta a rigidez estrutural do sistema.
Na ação utiliza a espessura da camada de concreto que pode variar entre 20 e 30 centímetros, podendo ser ajustada conforme o volume de tráfego e as condições da via. Nesse sistema, o concreto é projetado para trabalhar de forma praticamente independente do asfalto antigo, ou seja, ele passa a ser o principal responsável por suportar as cargas dos veículos. O pavimento existente, por sua vez, atua apenas como base de apoio.
Sua execução ocorre por etapas, iniciando pela avaliação estrutural do asfalto existente, onde são verificadas as condições mínimas de conservação que vão servir como base. Na sequência, são realizados serviços de limpeza e, se necessário, correções pontuais para garantir uma base regular. Em fase intermediária das ações, ocorre a aplicação do concreto sob a pista, respeitando a espessura de projeto.
As etapas seguintes envolvem o acabamento e a execução de juntas de controle, esse processo é fundamento para evitar fissuras desordenadas. A intervenção é concluída após a realização da cura do concreto: Etapa, fundamental para garantir resistência e durabilidade.
Para que a técnica possa ser utilizada, existem critérios que são indispensáveis ao longo do processo de execução como condição estrutural do pavimento existente; necessidade de preparo adequado da superfície; controle rigoroso da execução; adequado dimensionamento estrutural.




