Governador sente que não tem chances contra Lula e Bolsonaro
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que vinha alimentando um projeto de se tornar maior liderança de oposição ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), de quem pretendia ser sucessor, já admite a possibilidade de se candidatar à reeleição em seu estado e esquecer a disputa presidencial. Já o deputado federal por Minas Gerais Aécio Neves, que foi derrotado por Dilma Rousseff em 2010, diz que os tucanos podem abrir mão de uma candidatura em troca de amplo projeto de centro, com Lula e Bolsonaro.
A mudança de estratégia de Doria, se dá após a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin anular as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, com isso, recuperou seus direitos políticos e se tornou naturalmente um postulante ao Planalto.
Em entrevista a O Estado de São Paulo, Doria disse que “diante deste novo quadro da política brasileira, nada deve ser descartado”.
Doria, em 2018, abandonou a campanha do seu padrinho político Geraldo Alckmin, aliou-se a Jair Bolsonaro e criou o personagem Bolsodoria, vencendo a disputa com Márcio França. A aliança com o presidente durou pouco e, desde que romperam, o governador paulista assumiu a condição de presidenciável, apostando que a CoronaVac (vacina contra covud-19) o tornasse um dos candidatos mais viáveis para 2022.
Nas mais recentes pesquisas sobre o cenário eleitoral de 2022, o tucano aparece em desvantagem em relação aos mais cotados para chegar a um eventual segundo turno.
Centro – Já o deputado mineiro defendo a forma de um centro ampliado que abrigue Ciro Gomes (PDT), o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM), Luciano Huck (sem partido), o governador gaúcho Eduardo Leite (PSDB) e o presidente do Senado Rodrigo Pacheco (DEM-MG).Meu avô dizia que devia haver um artigo na Constituição obrigando candidato a cargo majoritário ter tido ao menos uma experiência no Legislativo. Ali você aprende o contraditório, não é cercado só por gente que diz amém”, diz Aécio Neves.
(Com informações da Jovem Pan e Folha de São Paulo)




