Governador paulista defende a união e a democracia
No discurso proferido após o anúncio do resultado as prévias do PSDB, que confirmaram sua condição de candidato a presidente, o governador de São Paulo, João Doria, tentando se firmar como a terceira via da disputa, bateu duro tanto no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto no atual, Jair Bolsonaro. Sobre os governos petistas de Lula e Dilma, destacou a corrupção, e do atual, disse que foi entregue aos brasileiros um pesadelo.
“Os governos Lula e Dilma representaram a captura do estado pelo maior esquema de corrupção do qual se tem notícia no país. A moralidade convertida em roubalheira. Fazer políticas públicas para os mais pobres não dá direito, a quem quer que seja, de roubar o dinheiro público. Os fins não justificam os meios. A péssima gestão da economia com Dilma nos legou dois anos de recessão e desemprego”, destacou Doria.
Quanto ao atual governo, frisou que “Bolsonaro vendeu um sonho e entregou um pesadelo. Nosso fraterno Brasil se transformou no Brasil da discórdia, da desunião, do conflito, da briga entre familiares e amigos, da arrogância política. Da violência contra a democracia. Dos ataques à imprensa e a jornalistas. Ficamos presos numa armadilha. Um círculo vicioso. O desemprego tomou conta do país. O Brasil não cresce, a inflação aumenta, a fome atinge 30 milhões de brasileiros, a renda diminuiu e as reformas não avançaram.”
Ao fazer as menções, Doria disse que “o tempo da corrupção, da incompetência, do negacionismo, da irresponsabilidade fiscal, da regulação da mídia e dos ataques às instituições democráticas precisa ficar para trás!”
Ao se colocar como candidato, o governador paulista disse que “venceremos a corrupção e a incompetência. Venceremos as trevas e o negacionismo. Resgataremos a esperança e vamos juntos, unir o Brasil e os brasileiros”.

Pobreza – O tucano destacou que há milhões de brasileiros vivendo na miséria, “e é para eles que temos de olhar primeiro. Com programas de transferência de renda, sem furar o teto de gastos, ensino integral para as crianças, atendimento de saúde às famílias mais pobres e programas de geração de emprego”.
De acordo com o governador o Brasil terá respeito internacional sob a sua gestão. “Em primeiro lugar, por respeitar nossos próprios cidadãos, preservar o meio ambiente, despontar na produção da ciência e da pesquisa. O Brasil tem que liderar o processo de transição para a economia de baixo carbono, com matriz energética sustentável, erradicação do desmatamento e agronegócio moderno e produtivo. O Agro é aliado do meio ambiente e devem andar de mãos dadas”.
Ainda sobre as realizações que pretende entregar aos brasileiros, frisou que “seremos o país da infraestrutura: concessões e privatizações de aeroportos, portos, ferrovias, metroviários, rodovias, 5G. O mercado de trabalho está em transformação e nós temos que vencer nosso déficit de produtividade. Tornar o Brasil competitivo na esfera internacional, abrir a economia e atrair investimentos estrangeiros”.
“O Brasil moderno e eficiente será também o Brasil do diálogo. A transformação só é possível por meio da boa política. E dos 3 Poderes, no ajuste fino de pesos e contrapesos, respeitando as instituições e, acima de tudo, a transparência e a democracia”, acrescentou.




